Blog do Ivanovitch
   Quarenta e seis; BH, 0100102001.

Quarenta e seis, hoje, completo, completei, quarenta e seis

Anos de conivente comigo mesmo; nasci hoje, já acabei de

Nascer, sou o ser aque vive o primeiro dia de vida, sou o ser

Que mora , o ente que reside com outros; tenho convívios,

Mas não terei banquetes, terei o convival bem natural, e

Espero viver mais quarenta e seis anos ininterruptos: se

Deus quiser; "adhuc sub judice lis est", meu processo

Está ainda a ser julgado, em andamento, isto é, não devo

Tirar conclusões apressadas, mas esperar a sentença

Final, e eu espero que ela leve ainda, mais quarenta e

Seis anos para ser concluída, e julgada; e serei o

Convidador, para um novo encontro nosso, daqui a novos

Outros quarenta e seis anos; e durante o tempo que vivi,

Se fui convicioso com alguém, se usei de alguns convícios,

De afronta com palavra injuriosas, se usei de convício, e de

Injúria, fui doesto, quero pedir aqui perdão; quero pedir

Aqui desculpas, o ser convertedor de todas calúnias em

Palavras sábias; ser um sábio transformador, e usar do

Aprendizado da convertibilidade do arrependimento, em

Virtude de converxirrostro, o que tem o bico convexo, e

Conversivo de conventilho em lar; de conventículo, casa

De tolerância, em casa; de bordel em residência, sem a

Assembleia clandestina de conspiradores, e basta de

Conluio, de ajuntamento de pessoas em segredo; é

Chegar de converticular clandestino; hoje eu nasci, é o

Meu primeiro dia no mundo, minha primeira vez no

Planeta Terra, e serei um convencível convencionalista;

Quero me firmar em convenções, ter caráter de membro

De convençã, e partidário do convencionalismo; e já nasci

Aordado, ajustado com a natureza, combinado com a

Virtude; convencionado com os bons costumes da moral, e

Da razão; não serei um estóico convencedor, não pretendo

Deslocar os argumentos, subverter a ordem, abalar as

Estruturas, destruir as construções, convulsionar os

Organismos, não nasci, aqui, para convelir; e espero que

Nós não convelimos as coisas, e que tu também não

Convelis a convecção, a transmissão do celor, nos líquidos,

Ou nos gases, por efeito do movimento das camas

Aquecidas; e que se chamam correntes de convecção,

E quando eu partir, daqui há outros quarenta e seis anos,

Não ides dizer: ele convelia a situação, ele conveliu a boa

Ação, pelo amor de Deus, isto não; meu coração é convales,

Habita nos vales entre as colinas do meu peito; é uma

Espécie de lírio branco, um membro de uma convalária; e

Aprenderei a não ser conturbativo, a não ser perturbador, e

Nem desconcertante; não viverei solitário na conurbação, no

Conjunto urbano formado por uma cidade grande, e suas

Tribulárias limítrofes, ou no agrupamento de cidades

Vizinhas de importância paralela; aprenderei toda etiqueta

Do contubérnio, a levar uma vida em comum, na mancebia,

E na familiaridade, boa convivência, e camaradagem; "ad

Hominem", contubernar-me, à pessoa, sem atacar, sem

Adversário a opor os seus próprios atos, ou conceitos,

Sem "ad rem", a coisa, oposição, só contubernal, enfim.

 

Eu tenho uma vontade;

RJ/SD;

Publicado: BH, 060602013.

 

Eu tenho uma vontade

De vencer tão grande,

Que eu nem sei,

Imaginar, e comparar,

O tamanho desta vontade;

Esta vontade de vencer,

De provar, e de mostrar,

A Deus, e ao mundo,

Quem eu sou,

E o que é que eu sou;

Sei desde o início,

Que ninguém confiou em mim,

Ningém me deu valor,

Ninguém me apoiou;

E é por isso que eu,

Quero lutar, e vencer,

Quero brigar, e ganhar;

E mostrar, e me mostrar, e provar,

E me provar;

Fazer ver a mim mesmo,

Que eu sou capaz,

Que eu sou inteligência;

Tenho capacidade,

Tenho raciocínio,

Tenho razão,

Tenho noção,

E tenho tino,

E hei de vnecer;

Não serei mais derrotado,

Não serei mais enganado,

Serei aprovado,

Aplaudido, e ovacionado;

Serei aclamado,

Serei proclamado,

E serei independente;

Só Deus conhece,

Só Deus sabe,

A força desta vontade,

O magnestismo desta força,

E hei de me sobressair com ela;

E hei de ir até o fim da jornada,

E não olharei para atrás,

E não voltarei mais.

 

Às vezes fico a pensar;

RJ/SD;

Publicado: BH, 060602013.

 

Às vezes fico a pensar,

Enquanto estou a defecar,

Sentado no vaso do banheiro,

Se tem alguma importância para mim,

O que eu escrevo, e faço;

O que vou escrever, e fazer,

E o que eu já escrevi, e fiz até aqui;

E é ao pensar que eu chego à conclusão,

Tudo isto pode não ter valor,

Tudo isto pode não ter importância,

Para o meu pai, e para a minha mãe;

E pode não interessar,

Aos meus irmãos, e irmãs,

Aos meus amigos, e parentes;

Mas pra fim de conversa,

Talvez ninguém saiba,

Eu encaro isto,

om a maior importância, e valor;

É de uma importância fundamental,

E não me impressiona,

E não me interessa,

O que os outros estão a pensar;

O que os outros estão a pensar,

De todo o meu trabalho;

Podeis me criticar,

Podeis me isolar,

E me discriminar,

Vou continuar a trabalhar,

Vou continuar a escrever,

Devagar, e sempre;

E até que um dia o tempo pausa,

E até que um dia eu chego lá;

Não tenho pressa,

Vou a me embasar,

Vou a me estruturar,

A mudar-me, e a transformar-me;

E quando chegar a minha vez,

Estarei pronto, e preparado;

E então serei o que pretendo ser,

Farei o que planejei,

E o que estudei,

Durante todos esses anos;

E todo mundo vai ver,

Que não foi tempo perdido,

E nem jogado fora.

 

d UBLIMõeszerx



Escrito por Ivanovitch Medina às 16h10
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   A alegação com explicação; BH, 0100102001.

A alegação com explicação justificativa é:

Que escrevo com alucinação, escrevo na 

Ilusão, com devaneio quimérico, e utópico,

Coisas que nem eu mesmo sei explicar;

Dizeis que vivo na fantasia, no arrebatamento

A causar desvairamento de espírito, e mais 

Ainda, desvario mental; o temporal

Arrebatador, que tira com violência, e 

Força as raízes do meu coração, só é 

Suportável, porque arranca o que até

Nem espero, e, impele o meu barco,

Conduz o meu navio na procela, e causa o 

Que encanta, não a outrem, mas a 

Mim;e enleva a minha alma, extasia

O meu ser, porém, não me deixa ir

De encontro aos rochedos dos escolhos;

É algo ininterrupto, de prazer ontínuo,

Um gozo incessante, felicidade constante,

E só quem não é interrompido, sabe

Bem o que é isto, pois, não é vida de

Melodrama, não é de gênero dramático

Originário da França, no qual os diálogos

São entremeados de música; não é de

Peça demasiado sentimental, e romântica;

É de sofrimento de vida, de pobreza, e desgraça,

E misérias humanas; não é de trazer

Ressarcimento, assim, e nem quero;

Não espero compensação, juro, falo a verdade,

Só o fato de poder escrever, já sinto uma certa

Reparação; não há indenização que pague,

Não há ato, ou efeito de ressarcir que retribua

Um momento de razão; uma prova de virtude,

Agradeço aos que dais atenção  a tal

Perturbação mental, que dizeis que tenho;

Não escondo a desordem, reconheço o

Desarranjo, mas não quero a ninguém,

Nem decepção, e nem contrariedade; não

Quero causar transtorno, "ad infinitum", deixo

Claro, até ao infinito, à era sem fim, o tempo

Indefinidamente; e até mesmo ao "Ad nauseam",

O fastio por causa das inúmeras citações de casos 

Semelhantes, e afasto-me do contovertível,

Do que me pode controverter; e de sonho duvidoso,

Utopia discutível, sigo o destino contribulatório;

Tributário justamente com outrem para

Carregar nos ombros a burguesia; sustentar

A elite e sua sustentação de riqueza, e mordomia,

Coisas que o povo não vê; temos que nos livrar

Deste domínio, fazer uma contretação, nos

Votar para o lado oposto, inverter a situação,

Contraverter a pirâmide; numa inversão

Das vias, sermos a versão contrária de fato,

Uma contraversão do fato; e "ad judicia", para

O juízo, e sem necessidade de menção, ou

Especificação dos poderes de uma procuração, o

Veiro em que o metal é oposto ao mental;

E a cor, a cor é o escudo contraveiro, é o

Protetor contro-veirado, é a contravalação,

O fortificar ao contravalar o terreno do destino,

A impedir a contratura da felicidade;

O encolhimento do riso, o contrair do

Semblante em vista da dor; quanto a tal

Filosofia do Direito, segundo a qual o Estado

Foi constituído por meio de ajuste entre

Os cidadãos, ou entre ele, e o soberano, no

Contratualismo iniversal, salva-se de toda

Contralidade, de todo peso de aperto, a

Mão da saudade para avaliar os quilates

De metais preciosos que se podem aqulatar,

Avaliar ao contrastear a nossa virtude. õas b



Escrito por Ivanovitch Medina às 15h31
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   "Abyssus abyssum invocat"; BH, 070102001.

"Abyssus abyssum invocat", um abismo

Atrai outro, um erro, um engano, atrai outro,

Provoca, ocasiona outro, "a contrário sensu",

Em sentido contrário, inversamente, na mesma

Direção do corneto, de pequenas lâminas ósseas,

Dobradas sobre si mesmas, situadas no interior

Das fossas nasais; e no cornicho, tentáculo de 

Antena, vaso conforme para água benta,

O qual se costuma pendurar na parede,

A falar claro córniço, língua local da Cornualha,

Inglaterra; e de cornicurto corneliano, à maneira de

Corneille, de Pierre Corneille, grande poeta trágico

Francês, do século XVII, cuja obra é uma corneira,

Uma correia que nos prende, feito bois corneados; e

Que costuma dar cornadas na área clássica,

No toque do corne, no solo da trompa, no

Sopro do oboé curvo; no cornar pelas eras dos

Tempos da cornamusa, da gaita de foles galega;

Do coraixita, indivíduo dos Coraixitas, tribo

Árabe, a que pertencia Maomé; ao coraliário,

Espécime dos Coraliários, classe de celenterados,

De cavidade gastro vascular dividida por septos

Multiplos, a que pertencem os corais; da coralina,

Incrustação calcária, e variegada de uma espécie

De alga; e da corça, antílope menor que a cerva,

Fêmea do veado; e a cabrita selvagem, a corcha, e

Da casca de árvore, rolha de cortiça de madeira,

Com que se tapa a boca das peças de artilharia; e

Meu coração é um corcho, é um vaso de corcireu, de ilha

De Corcira, nome antigo da ilha de Corfu,

Nas costas do Epiro, ilha corcicréia, no mar

Vermelho, de sangue; meu pranto é chuva-forte,

Neu choro-corda-d'água, minhas lágrimas

Cordas-d'água; e eu pensei que era cordado,

Dos meio dos Cordados, dos animais que possuem

Corda-dorsal, dos protocordados, e os vertebrados;

E enganei-me, não sou semelhante de mim,

Não sou primata de mim, quebrei o cordão

Fibroso de sustentação que forma o esqueleto

Primitivo, dos cordados, dos possuidores de

Cordas-dorsais; confesso, enganei-me, caí no abismo,

Não tenho nenhum cordão-de-frade, de planta da

Família das Rubiáceas; pensei que a minha

Alma fosse uma cordeira mansa, meu espírito

Um cordeiro, minha mente uma ovelha, e

Descobri que o "cordi" em mim é sinistroa cor, e o

Do latim, "cordio" é secreto, não é cordiofoliado;

O coração que tem folhas em forma de coração,

Cordiforme, quebrou-se, partiu-se, o cordo,

O grego "khorde", a corda da força, livrou-se,

Libertou-se, liberdade, agora é de verdade;

De cordoaria cornalina, de variedade vermelha,

De calcedônia livre do cornal, da correia

Que se prendem os inocentes, os justos ao jugo;

À cornagem, à respiração estertorosa de equinos,

Quando atacados de moléstia-respiatória;

Com ruído característico de dificuldade

No segmento do aparelho, a flar as mesmas emoções,

São os mesmos epermatozóides expelidos,

Desde o primeiro protótipo, nessas milhares

De eras, até o atual; são as mesmas

Quantidades de raios expelidos pelo Sol,

Em todos os milênios de sua existência;

O que pode valer mais do que o Sol?

Nem o planeta, e tudo que nele existe;

Nem o universo, com tudo o que tem

Dentro do Sol e o própio Sol.

 

"Ad arbitrium";

BH, 080102001;

Publicado: BH, 0300502013.

 

"Ad arbitrium", segundo a vontade

De alguém, que eu não sei quem, mostro

Ao povo esta carnadura, armação de animais,

Ferimento de cornada, por nada eu sei,

Aonde leva´me à força do cornaço da família

Das Cornáceas, o cornáceo de plantas dicotiledôneas; do

Cornácea de dirigente de elefantes, o cornaca do

Cuia coriscante; do cometa relampagueante,

Coriscado de coisa ardente, e estimulante,

Grande porção coriscada; de relampagueamento

Do derma, do cório, a membrana que 

Envolve o feto; e do córion, da ordem coríntia,

Arquitetônica criada em Corinto, caracterizada

Pelas folhas de acanto do capitel, do natural

Habitante coríntio, na Grécia: quem entenderá

O coringa? aonde nos levará a pequena vela triangular

Usada à pro das canoas? e a barcaça de rapazes?

Onde o homem é feio? quanto vale? vale mais

Do que o corindo? e suas variedades mais estimadas,

O rubi, e a safira, valem mais do que o coríndon?

Mineral romboédrico, resquióxido de alumínio,

Vale mais do que a pedra preciosa? depende

Da ação de cada um, da grandeza dos atos,

A corindiba, planta da família das Ulmáceas,

Igual à corindiúba, também chamada quatindita;

Não nos levará às nuvens, elevará à mesma altura do

Corimbo, inflorescência em que as flores, a sair

De pontas diversas da mesma haste, se elevam;

O homem, não, não se elevará tanto quanto

Uma ave noturna; o curiango, o bacurau noitibó,

Coriativo na coriariácea, espécime das Coriariáceas,

Família de plantas dicotiledôneas próximas das

Anacardiáceas; dizem que escrevo por coreofrasia, e

Que tenho a perturbação da linguagem com a

Emissão de frases sem nexo; não sei se é

Verdaedeiro, às vezes eu mesmo não consigo

Compreender, e entender o que escrevi, é

Alago que não consigo explicar; parece a coreia,

Uma dança grega, parece uma doença caracterizada

Por movimentos anormais, desordenados, e arrítmicos,

Que afetam todo o corpo, acompanhados de tais

Transtornos psíquicos mais ou menos importantes;

E um deles que eu penso, é a tentativa que

Faço em tentar escrever; confesso que é difícil,

Quase impossível, e não consigo romper a 

Coreomorfose, a formação dessa pupila tão

Artificial; e não sei se vem do coreo, do grego

"Kore, ou Knoreia", não consigo ver, e nem

Sei qual o coreômetro medirá as dimensões

Da minha pupila; não sei qual a coreoplastia,

A operação plástica, que clareará minhas íris;

Quisera eu, do coreópsis, do gênero de Compostas,

Que compreende nemerosas plantas ornamentais;

E, causar coren, um pé de verso grego, ou 

Latino composto de uma sílaba, longa,

Seguida de outra, breve; e neste crime sou 

Co-réu, réu com outrem, eu, cúmplice de mim; e a minha 

Co-ré, e meus espíritos co-réus, não houve 

Escapatória: sofri a condenação, preso igual a 

Um rato na ratoeira; um cori, mamífero roedor

Existente na América Central, preso na armadilha

De cérebro duro como um couro; e semelhante ao coriáceo,

Que não salva um coriambo, pé de verso grego,

Ou latino, composto de um coreu, e um iambo;

Isto é, duas sílabas breves, entre duas longas;

É isso aái, só falta de designação científica  de 

Coentro, o coriandro, e a coriária, substância empregada

No curtume de couro; quem diz que escrevo frases

Sem sentido? não tem sentido.

 

Pronto, já fiz um dia;

BH, 0110120102001;

Publicado: BH, 0300502013.

 

Pronto, já fiz um dia de vida, nasci

Ontem, e hoje completei meu primeiro dia ;

E faço um depoimento contrasteador, para 

Fazer uma contrasteação, uma avaliação,

Da minha chegada aqui neste planeta;

Ainda não descobri se fui bem-vindo,

Pois não sei qual é o contra-sinal, a 

Contra-senha, o disfarce para entrar

No rol dos iluminados; e na claque

Dos contra-sinais para os ilimitados,

Insaciáveis criaturas, já que não existe

Contra-selo, o selo que se põe em cima,

Ou ao lado de outro igual ao carimbo,

Com que se inutilizam selos; e não tenho

Os contra-selos, para anular o fraco discutível,

Pois não cheguei para contrariar, como o

Que se pode ser contrariável; um contraditor,

Um opoitor sem razão, não, meu espírito

Não é contrariante; meu ser não é de

Ente contrariador, é de resistência da

Contraquilha, a peça de madeira, que

Guarnece por dentro a quilha do navio;

"Ad kalendas graecas", não quero ser feliz

No dia de São Nunca; não quero ter prazer

No dia que nunca chegará, e preso, e contraquarteaado,

Defendido por escudos que têm os quartéis,

Dividido em quatro pontes; e a cabo igado

À ponta da vela grande, e do traquete,

Para auxiliar à manobra do contapunho;

Hoje é o meu primeiro dia de contraproteso, de

Um protesto que se destina a destruir

Os efeitos do outro, do contraposto, do oposto,

Ao contrário da contrapontista, versada

Em contraponto, e escudo contrapontado, que 

Tem as pontas opostas umas às outras; e preciso do 

Antídoto para a infelicidade, livrar-me da mendinga,

E da confeitaria, e beber o contraveneno, e a 

Contrapeçonha; e não posso perder o pilar, perder a

Estaca, preciso do esteio, do apoio, não posso 

Levar um gol no meu contrapé; passo a vida

Num passo de dança em oposição a outro,

E ando no contrapasso, no meio passo militar,

Para adquirir a cadência da marcha; e

Tenho que fazer muito mais, igual a parte

Musical em contraposição, o contraparte de 

Uso especialmente em duetos; e apelo até

Ao parentesco por casamento, ou ao parente afim,

Clamo ao contrparentesco, a juda do sim,

Da pala oposta na cor, ou dividida em duas,

A contrpala que resiste no contranitente 

De resitência à força repulsiva da contranitência;

A disposição, ou inclinação contranatural,

De tudo o que é oposto à natureza, na total

Infinita contranaturalidade universal;

E na orgia farei a fuga, na contrafuga musical,

Em que a imitação do tema se faz em sentido

Inverso ao contragolpe em oposição a outro que

Não sei qual é; e a parte prolongada da hste do

Êmbolo, da máquina de vapor, na contra-hate

Do contraído, o pescoço apertado; o hémn estreito, o

Clítóris encolhido, o ponto G contraível, aonde anda

O prazer, que se pode contrair do corpo contralateral?

Do órgão, ou da formação similar situada no lado

Oposto em realção à linha mediana do corpo,

Onde o rim direito é contralateral ao esquerdo;

E reforça a outra, na voz do contramandado, e é

A contra-ordem de não viver; é o contra-ordenar, o

Contramandar ao povo, para que não sej feliz;

E é a contramarca, a segunda marca, para substituir,

Ou autenticar a senha do teatro, e contramarcar

A cena que o nosso erro está dentro de nós

Mesmos; não adianta procurar a causa nos

Outros, nós só somos os problemas, e pensamos

Cegamente que somos as soluções, e estamos

Bem enganados, não somos respostas, somos

Confusões, conflitos, e deslizes, somos caos, e crises.

 

Quando eu morrer;

BH, 0140102001;

Publicado: BH, 0310502013.

 

Quando eu morrer, quero que o enterrro seja o

Mais barato possível, o caixão, o mais pobre, e não

Quero choro, e nem flores, e não acendais

Velas; já vivo trago as trevas dentro de mim, e

Morto terei, então, as revas a me envolver, e

Irei para aonde for a luz da vela; e peno

Pra não ser contrariado, e que ninguém

Venha contramarchar, e nadar contramaré;

Não quero maré oposta ao meu desejo, à

Ordinária dificuldade que sou, e ao

Obstáculo que represento à felicidade da

Humanidade; e se não houver faixa de

Terreno anexa à margem do cemitério,

A contramargem da sepultura, melhor,

Ainda não sou um Luiz Bonfá: jamais

Serei uma Adhemar Ferreira da Silva, adeus

Meus reis, a contramestra da vida, e lgou

Mais a vós, o dom da imediata da mestra,

Em oficina de criação, da fé, da coragem,

A força, no masto oposto ao da mezena,

Na contramezena; aprumei a verdade, quem

Acreditará? quem usará a contramina, a

Mina por onde se procura para inutilizar,

A do nimigo; é frustrar a mentira, e assim

Inutilizar o engano, e contraminar a ilusão,

Detonar por meio de contraminas o totem da

Profanação; e impedir pela

Reprodução da moldagem, a contramoldagem

De imagens de fantasmas, de conflitos aflitos; e

Contramoldar o comportamento, o evento,

O vento que não causa tempestadeno nosso

Contramolde, para regorçar o clone, o desnho

Da forma invertida do objeto que se procura

Reproduzir para guarnecer de contramuros as

Nossas fortalezas; contramurar os nossos castelos,

E o nosso contramuro interior que não é tão

Pequeno, e nem serve para a nossa defesa; é

Derrubá-lo somo se fosse o muro de Berlin,

"Adlibitum", à vontade, que não seja

Obrigatório, e seja só aquilo que alguém

Pode fazer, ou deixar de fazer, à escolha:

"Ad litteram", literalmente, sem nenhuma

Contestabilidade, ou contestação de qualquer

Espécie; pode até ser uma resposta a libelo,

Havr um debate; levantar uma polêmica,

Ausentar a negação, com conformidade de

Testemunhos positivos, onde o espírito não se

Sinta contrariado; o discurso contraditado,

Porém, com todo problema respondido, e o

Ser não se sinta contestado; e sim contido,

Compreendido, e não reprimido, encerrado,

E não coibido, com prazer continuado,

Pensamento interrompido, clímax contínuo,

Gozo inalterado, contrabalançado, equilibrado;

Igualado em peso, compensado a ambos,

Atrás da união, como uma contrabanda,

Uma peça de brazão, lançada ao contrário

Da banda, isto é, da direita para a esquerda,

E então, o melhor da defesa é o ataque de

Contrabater, de atirar com baterias de contrabaterias;

Do forro, ou resguarda do navio, do

Contrabordo ao contrabraço, cabo náutico que

Reforça o braço; protegido pelo contracadaste,

Que cobre o cadaste, quando eu morrer, não

Quero velório, nada de contracena, e o enterro,

Tem de ser de preferência, se não tiver de usar

Contrcédula, nem cédula que substitui, e

Revoga a falta da contracepção, infecundidade

Voluntária, infertilidade provocada por

Contracéptico, método, ou produto que impede

A concepção, é o anticoncepcional, é o carro contrachefe,

A nossa peça ordinária na parte inferior,

Do campo de escudo de esmalte diferente

Para suportar o contrachoque que vem em oposição.



Escrito por Ivanovitch Medina às 14h14
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   É boa a tarefa; BH, 060102001.

É boa a tarefa de ser um bom tratador de 

Cavalos selvagens que são os meus pensamentos; não são 

De palavras de vãs letras, são caudéis sãs, e esta caudelaria 

Que tenho a meu cargo, não traz alegria só, traz um 

Caudel de prazer, como algo que tem coturno; um conde

Coturnado, uma bainha de um punhal afiado; e a 

Ladainha  de um vendedor ambulante de fazendas,

E objetos de armarinho; um cotruco, que visitava o

Cotoxó, visitava os indígenas da extinta tribo dos Cotoxós;

E do "cotoniár gutum", através do francês coton, português

Cotão, chegou-se ao elemento de composição designativo

De algodão; pois todo ele é macio, e a cotoneira, também,

Pois veio da cotonária, plantas cujas folhas têm o aspecto,

E a maciez do algodão, é o guafálio, da cotonaria do

Crânio da algodoaria do cérebro, no cotio, no uso

Cotidiano, em benefício da humanidade; a deixar,

Porém, fora o "ab absurdo", o tomado como absurdo,

Método hipotético de discussão, e demonstração

Da Escolástica; a filosofia fundamentada em

Aristóteles, S Tomás de Aquino, seguida oficialmente

Pela Igreja Católica, o pensamento escolástico, das

Escolas, próprio dos estudantes, partidários do cotingal,

Terreno onde viceja a cotinga, pássaro insetívoro

De plumagem viva, e formosa, da família dos Cotingídeos;

E a espécie de capim de folhas largas, aproveitadas

Pelos tropeiros para palha de cigarros; tenho-o

Sempre envolto em cotim, tecido de linho; firme

Como o cotilóide, perfeito tal o cotilóideo, que tem

Forma de cotilo, da cavidade, também chamada

Acetábulo, em que se articula a cabeça do fêmur;

A justeza do cotilóforo, que tem os cótilos de um osso no que

Se articula a extremidade do outro; e mantenho-o

Sempre costumário, faz por costume o uso do pensamento,

Consuetudinário "ab aeterno", desde a eternidade, e o

"Ab hoc et ab hac", daqui, e dali, a torto, e a direito;

É assim, com esta costumeira, com toda a usança, e

Hábito, que tento como uma costuradeira, um

Aparelho de que se servem os encadernadores para 

Costurar brochuras, fazer a costuragem, numa ação

De costurar em cadeias todos os meus pensamentos;

A evitar a queda de efeito cascata, dominó,

Nesta hora sou uma costureira, nesta hora sou

Uma modista que sabe o que faz, para mostrar

Um trabalho bem cotado, mostrar um resultado

Bem conceituado; e o cotador perde a função,

Aquele que põe cotas marginais, faz o cotamento

No ato de cotar os processos, perde o efeito, vira

Cotamilho, fios microscópicos que se criam em

Alguns vegetais, o cotamilhoso pelo que  largam os

Panos; cotão da lanugem de alguns frutos, felpazinha

Que se junta ao no forro dos vestidos, e atrás em

Baixo dos móveis; só o cote me salva, só a pedra

De amolar, para desatar o nó falso num cabo  de embarcação;

E corrigir a tortuosidade de um mastro, e "ab

Imo pectore", do fundo do coração, com toda a afeição,

Uma cotia, antiga embarcação oriental, é curta

Para a vastidão da minha alma; e o cotião

Não é nada em vista da felicidade de

Pensar; de cotiar a mente, gastar a memória

Com o uso, e usar todos os dias em ataque,

E em defesa da cotica, ao usar a banda

Estreita que atravessa o escudo coticado, e

Na pedra de toque do ouro, e da prata , na

Cotícula, entender que o pensar vale mais do que o

Que qualquer riqueza; vale mais do que o que o

Bill Gates juntou em toda a vida de cotiledôneo

Da costotomia de onde a mulher foi tirada, de

Recepção de costela, costectomia, costo, latim"costa",

É o que é costume; acostumado a dor, usado

Habitual, costumado nas costeiras, nas peças que reforçam

O mastro do navio, ao ligar-se-lhe aos lados, à costeira, à

Costa marítima; é serra íngreme à beira-mar costálgico,

É costalgia do óleo derramado cossoiro, roseta de espora,

Bola de ferro com orifício no centro onde se embebe o

Mastro, cossouro cossolete; cosseira cossoleto, cosselete de 

Barente inferior das portas das peças em submarino

Preso no fundo do mar; tunda de onda contra o

Vento, sova de espumas na areia, pancadaria de 

Águas contra os escolhos; o mar não é suscetível,

Não se melindra facilmente, cosquilhoso sou eu,

Coceguento, homem cosquento, corpo cosquilhento, é

Ser cosquilhudo, desde a cosmurgia, desde a criação

Do mundo do primeiro cosmotrônio, engenho que serve,

Para adelerar partículas elementares, ou não carregadas,

De modo que se obtenha um feixe de energia suficiente

Para prpvpcar reações nucleates, produzir energia mais

Elevada que a obtida por meio do ciclotrônio. 

 

O lugar onde se põe;

BH, 090102001;

Publicado: BH, 0290502013.

 

O luagar onde se põe roupa a corar, é o

Coradoiro, é o quarador no quintal; minha

Mãe levava a roupa, com sabão, e pedra de anil, me

Bem, e punha no coradouro, e a roupa ficava

Branca, igual ao meu coração corado, sanguíneo,

E sem pedado; lavado e rubro, vermelho de orgulho,

E as palavras que eu digo, têm o mesmo radical

Coquanto co-radical, como o coracóide recurvo,

E o coracóideo da apófise que termina exteriormente

À borda superior da omoplata; é o redemoinho

Que passa, que tem a forma de caracol; "ad

Astra per espera", elevar-se aos astros ainda

Que com dificuldades, e que dificuldades;

O Sol brilha há 250 milhões de anos, talvez até

Antes, brilha hoje, e ainda não sabemos até

Quando brilhará; "ad augusta per angusta",

Através das dificuldades, "angusta", é que se

Chega aos grandes resultados, "augusta", pois,

Todos os grandes feitos exigem grandes sacrifícios;

E o Sol merece todo o nosso coquetismo, todo o

Nosso procedimeno de pessoa coquete; o Sol

É copudo, tem grande copa, e fronde, e creio

Que nunca será uma coqueira, igual a um

Depósito de carvão-de pedra, tipo o das usinas

SAiderúrgicas, e outras indústrias afins; só

Mesmo nós, o homem, com o nosso pensamento

Coprológico, com o nosso emprego de expressões

Imundas, com o nosso versar de temas imundos,

Como em literatura, é que encobrimos a

Luz do Sol com as nossas trevas; com o nosso

Estudo de adubos orgânicos, das fezes, e toda a

Cropologia, cíbalos, massa fecal endurecida,

Excremento fóssil, coprólito que não desperta

A noss coprofobia, pavor mórbido, ou revolta às fezes,

E sujeiras interiores; "copro", do grego "kopros", a substância

Gordurosa, utilizada na preparação de supositórios,

Velas, que se extrai da copra, da copraol, e do

Resto, é o canto, acompanhado ao copofone, que

Não é comum, é unstrumento de música formado

Por copos de timbres diferentes; no beberete em

Manifestações de amigos, nos copos-d'água, no copinaite,

Veja tu, o direito autoral, a propriedade literária,

Apaortuguesado do inglês, copyright, acredites,

Segundo recomendação do Vocabulário Ortográfico da

Academia Brasileira de Letras: é prar rir; ou é

Para chorar no copio, como peixe descuidado,

Que cai na rede de arrastar, para pesca; hoje,

Infelizmente, todos os nossos autores, vivem de copilação,

E a minoria vive com menos de um copeque;

Recebe no mínimo o equivalente à moeda

Divisionária russa, de cobre, que vale a

Centésima parte do rubro, por seus escritos;

Já poucos, como Paulo Coelho, João Ubaldo Ribeiro,

Jorge Amado, conseguem sobreviver, só com as letras;

A sobra é copépode da espécime dos Copípodes,

Ordem dos crustáceos, que não dá para copelar;

Apurar ou passar pela copela, cadinho que 

Emprega copelação, operação com que se 

Separa a prata de outros metais, por

Meio de fogo, e os novatos tentam começar,

A maioria é copel, saco de malha miúda,

Das redes de arastar; ninguém quer saber,

A mídia vai só desprezar; a copeira, mulher

Que seerve à mesa, tem mais expressão,

Lugar onde se guardam louças de mesa, não

Dará espaços a estantes de livros; livro, copázio 

Do saber, e do conhecimento, copaço da razão,

Coparrão de virtude; livro: co-participar, co-participação,

Juntamente com outrem, quen levantará a mão?

 

"Ad cautelam";

BH, 090102001;

Publicado: BH, 0300502013.

 

"Ad cautelam", por precaução, simplesmente,

Escreverei para aquele, que fala que não mente;

Terá ele assim tanta virtude? pois, 

Falar a verdade requer muita virtude,

Muita força moral; disposição firme, e habitual,

Para a prática do bem; boa qualidade moral,

Ato virtuoso, castidade pela verdade, modo

Austero de vida; propriedade interior, qualidade

Própria para a produção de certos efeitos com

Eficácia; motivo para tal virtuosidade, validade

De virtuosismo, fazer parte de um dos coros de

Anjos; não é fácil, é necessário muita virtuose

De artista hábil, cheio de virtude, e teor

Virtuosístico, como um músico de grande

Talento, amador de música, eficaz mais ainda 

Na forma vernácula, que deve substituir o

Galicismo; quem age assim, sabe copar, dar a

Forma de copa, de fronde de copal, de várias 

Resinas duras, e vítreas que se extraem de

Alagumas árvores das regiões tropicais, e se

Aplicam na preparação de vernizes, e lacas;

Do copaibal, bosque de copaíbas, e quem sabe

Se exteriorizar, como uma copada, de grande copa

De árvore, ou fica mais forte, ou fica mais

frágil, depende da coorte, parte de uma legião,

Entre os antigos romanos, ou da porção

De gente armada, magote de fileira; qauem

Por outro lado se interioriza, ou fica

Cada vez mais sombrio, menos coordenado,

Menos disposto, segundo certos métodos, e

Preceitos; é preciso então, coobar, destilar

Pela segunda vez, fazer boa coobação, uma

Destilação retida do mesmo líquido, e depurar;

Não será com consulsoterapia, com quaquer

Dos processos terapêuticos baseados em crises

Consulsivas provocadas por eletricidade,

Insulina, ou cardizol, que um convulsionário,

Com mais convulsões, será um visionário;

Todo o nosso íntimo tem disposição para a

Convulsibilidade, todo o nosso organismo quer

Convulsar; as nossas entranhas querem convulsionar,

Todo o nosso metabolismo quer conturbar, e cada

Órgão que provocar, causar um convoluto,

Um enrolado convocatório, que não

Queremos, ou não sabemos entender o

Apelo convocador; "ad hoc", para isto, ou seja,

Para este determinado caso, a nossa luz

Perpétua deve agir como uma coreftisia, uma

Diminuição dos diâmetros da pupila, e aquele

Que quiser nos enxergar, deverá passar por

Uma corectasia, uma dilatação da pupila;

Uma corediástole de co-rdentor, que só

Coopera na redenção dos sofridos, de todos

Co-redentores do destino; cresçamos então,

Irmãos em afabilidade, sensatez, por

Mais que seja, nunca nos fará mal;

Mansidão, irmãos, cordura, enxergue

Além, ou aquém da core, do grego "kore",

Viaje além de Córdova,Espanha, conheça

O cordovês, não obstrua de ira, e raiva, e

Ódio, e rancor as cordoveias, deixe as veias

Jugulares, e tendões do pescoço livres; respirai

Popular, com designação: livrar-te da cordoaria, 

Fuja do cordoeiro, voe, Caronte não recebe

Córdova, unidade monetária da Nicarágua;

Não seja tão duro quanto o cordovão, couro de 

Cabra, curtido, e preparado especialmente,

Para calçado; não dê asas ao cordovaneiro,

Dê asas à imaginação, grite, a pensar

Que tu és um César com suas palavras a 

Farnaces rei do Ponto: "veni, vidi, vici":

Vim, vi, venci!



Escrito por Ivanovitch Medina às 16h46
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   Quem vive sem mentir? BH, 070102001.

Quem vive sem mentir? e sem aumentar

Um acontecimento? sem fingir, ou demonstrar a

Mais pura falsidade? a humanidade precisa

De um corregimento, de uma correção de "absento

Reo", mesmo a estar ausente de ser ré, ou não

A ter réu para a multa; o ornamento da

Alfaia, o correeiro que faz, e vende as correias

De couro que nos prendem, terá que sofrer

Uma corredura; ninguém suporta mais 

Viver amarrado, só uma corrida para nos 

Livrar, como os restos de um líquido que,

A aderir a medida, correm em proveito

Do vendedor; quem conhece a verdade? 

Depois que ela passa por um corredouro?

O que vira a verdade, depois que ela

Chega ao lugar próprio para coridas? sofre

Uma ação continuada de correr contra 

O tempo, e no corredoiro vira mentira;

A verdade é uma corrediça, um encaixe

De madeira, ou metal, sobre o qual se movem

Os batentes de portas, janelas, tampas de caião, caixa,

Bastidor de teatro, cortina de correr, liberdade;

A verdade é um bairro de correeiros, é uma

Casa, correaria, estabelecimento onde se

Vendem correias, e outras obras de couro;

E liberdade é correão, é correia grande, é a

Correada, a pancada na mentira; "ab urbe",

Condita, desde a fundação de Roma, os romanos

Datavam os acontecimentos em relação à

Fundação de Roma, 735 aC, com as iniciais UC;

A corrosão humana é visível, a degeneração

Humana é pior do que a erosão ocasionada

Pelos ventos; e quanto mais corpulento o homem,  

Alentado, e grande, menor é oser, por dentro

É só um corpo-seco, um esqueleto sem ente,

Da raça de corpos-secos, sem teor corpóreo; só

Material descartável, perecível, corporal

Mortal corporeidade limitada; corpoatura de

Forma externa, de estatura concisa, o homem

Não sabe corporalizar a si próprio; materializar

O espírito, sem a corporalidade finita, para

Nós, paranóica, corozo, marfim-vegetal, corozil,

Colmo de corote, barrilete para transportar água,

E vinho, tem a forma de bico de gralha;

Coronóideo coronel, coronóide coroniforme,

Coroa corônide, cornija, remate; feixe de

Carga que se leva na cabeça, coronho

Coronheiro coronhada; coronhas de coronelato, de

Vaidade, orgulho, vade corondó, caracól

Planorbia planetária das artérias coronárias;

"Abusus non tollit usum", o aruso não proibe, não

Tolhe o uso, e nem nem se deve condenar um uso,

Uma prática, somente porque houve abuso, e

Depois do abuso, vem sempre a moderação,

Tanto quanto vem a bonança depois do vendaval;

Representa então, a curvatura da coroa

Em forma de coronário, osso frantal, coronal

De córula, de corolítico, de arquitetura

Das colunas com ornatos de folhas, de flores

Em espiral, coroliforme que susutenta

O corolífero, de aparência coroláceaa; éo coroídeo

Cego, a coroidé opaca, é o corografo de visão;

Coroça na mão, capa de palha, palheta

Na fogueira, fumaça de coroado, de 

Tonsurado, de cercilhado indígena brasileiro;

Faz coro, vento do nordete, "faz khora", do grego,

De região distante, de país irmão, de território

De cornuto, chifrudo por opção; é argumento

De raciocínio difícil, dilema cornúpeto,

De marrador cornípeto; é chifrador cornípede, com 

Patos córneos, cornimboque de caixa feita de 

Tartaruga, basta, aportuguesamento do inglês,

Combock bane, cornígero, corniforme, que

Tem cornos, ou excrescência de cornífero, e

"Acta est fabula", acabou-se a história,

E terminou-se o assunto.

 

"Ab irato", em estado de cólera;

BH, 070102001;

Publicado: BH, 0290502013.

 

"Ab irato", em estado de cólea, de

Ira, e impensadamente, como quando perco

O início da corta-jaca, espécie de dança

Sapateada, que abre talho no chão de poeira; e

Parece um cortadouro, depressão no terreno,

De cortadoiro entre montes, morros, e picos; e

O corselete, antiga, e ligeira armadura para o

Peito, o corpete para o coração corsolete, que protege,

Que guarda o corpo, cossoleto que evita o

Que queira pilhar o sangue; e assaltar os navios,

Atacar as fortalezas, piratear os cais, andar a corso

Pelas costas; e corsear nas enseadas da corruptibilidade,

Na qualidade daquilo, ou daquele que é

Corruptível, que não usa corrupíxel, sacola

Na ponta de uma vara para colher frutas, sem

As estragar, pois os corrupixéis que eles usam,

Não servem para corrupião, pássaro brasileiro,

Que nada tem com a corrupção vigente, apesar de ser também,

Tão estimado, mas é pelo canto mavioso; já

O outro bando, o coletivo é de ladrões, a voz não

É de ave, o cantar deles não é o gorjear, não é o

Trinar, é cantar o corrume, o entalhe que se faz

Numa peça para nele correr outra encaixada;

E o destino é o bolso, a conta no paraíso fiscal,

E não o voo da corruíra, nome comum a duas

Aves da família dos Trogloditídeos; "ab ovo", desde

O começo, desde seu ponto de partida, o homem

Já começa a morrer, já começa a corrugar, a enrugar

O couro, a engelhar a pele, e não há como escapar

Da corrugação do enrugamento da corrução; e do

Engelhamento da corrosividade, do corrosivo

Corrosível de si mesmo, o esqueleto corroído na

Corrosibilidade do corrompimento: "ab ovo usque

Ab mala", do ovo atá as maçãs, do começo até

O fim, do início , e do fim da refeição: apodrecimento;

Corrompido, feto corrupto, podre, estragado, de útero

Corrompedor, berço corruptor, carcomido, gasto,

Viciado corroborativo, próprio para corroborante,

Comprovante do colonialismo, reafirmante do corro,

Da armação do circo; do sangue na arena, do

Corrixo dos Icterídeos, corriqueirismo do cotidiano,

De pessoa afetada, presumida na rotina, na

Trivialidade do corriqueiro; castigo pela total

Corriqueirice, descompostura pública pela falta

De compostura pública; surra moral, sova de

Espírito, perseguição com chufas, assuada de

Conventículo, corrimaça pelo mexerico , pela

Reunião facciosa, que trata em conciliábulo,

Em surdina de corrilho, como lucrar mais com

O corrigidor; com a comissão do corretor, o revisor

Conciso, que corrigeo texto, e a usar de toda

Autoridade de corrigibilidade, elimina corrigir

Em livros, a errata com reprimenda, e ralho;

Quando o pensamento não sofre corrição,

Como o levantamento da caça por meio de cães,

Ele foge para dentro do eu, se esconde, e

Se arrasta no corrião, no cinto largo de couro,

Com fivela para não se soltar; e não há

Corretório, não há registro de correções, e pena

Que o traz de volta à corretoria; ao cargo de

Corregedor, à orregedoria natural do corpo,

Da mente, do espírito, da alma, da função

Do corretismo, do procedimento correto, onde

A correção seja soberana, e o ser irrepreensível;

E o pensamento não pode ser correntoso, tal

O que tem curso de água de lágrima de

Forte corrente; rio cujas águas correm rapidamente

Pelas faces tórridas, encachoeirado corentio fácil,

De choro livre, usual, e comum; não importa,

De onde, nem para aonde, se correntino de Corrientes,

Província argentina; ou se comcorreligionarismo,  

Solidariedade entre os correligionários latinos

Americanos; "absente invidia", sem inveja,

Entre os povos irmãos.

 

"Ab initio";

BU, 060102001;

Publicado: BH, 0290502013.

 

"Ab initi", desde o início do cosmonômico,

Do conjunto de leis cósmicas, da cosmonomia, o homem

Não tem nem ideia do tempo cosmométrico; e nem

O cosmolábio, antigo instrumento para tomar a

Altura dos astros, passou para o homem a noção

Da grandeza total do cosmos; e o cosmógrafo, que se

Ocupa da cosmografia, e é versado nesta ciência;

Nada pode deixar de concreto com todo o pensamento

Cosmográfico que possui; até mesmo o cosmogonista, e

Que trata da cosmogonia, nada pode nos afirmar

De cosmogônico: o cosmo é complexo; o univero

É desconhecido, no mundo nada é sabido a respeito

Do grego "kosmos", nada sabemos, e nem podemos dizer,

A não ser as conhecidas suposições do que é mais

Antigo do que o antigo que desvendou

O co-seno, e a relação entre a projeção sobre o

Eixo dos co-senos do vector que liga o centro co

Cíeculo trigonométrico à extremidade do

Arco, e o raio do círculo, onde começou toda

Coscuvilhice, todo enredo que forma a intriga,

O mexerico do coscuvilheiro, do cientista mexeriqueiro,

Do professor bisbilhoteiro, ou do filósofo intrigante,

Que só sabemcoscuvilhar, dar teses para fazer enredos;

Teorias para mexericos, e bisbilhotar o coscorão,

A casaca grossa oned tudo começou; qual foi

A sujeira que gerou, a pele suja, e escura,

A crosta do pão, bolo, quanto muito duros, e

Imprestáveis, tal qual o homem a pessoa,

Já velhas, e feias; o corvo-branco, urubu-rei,

Do corvismo, é menos sombrio do que nós, os

Corvos-brancos humanos? espírito corvídeo, e só

Semelhante à espécime dos corvídeos, família

De pássaros a que pertencem as gralhas, e os urubus;

"Ab intestato", sem testamento, desde a infância,

Dos tempos de menino, tenho levado vida só

Contemplativa, meditativa nas ordens contemplativas,

As antigas ordens de monges, que viviam apenas a

Meditar, a orar, sem encargos de colégios, e

Paróquias; e só fazia a corveia, o trabalho gratuito,

Que era devido pelo camponês ao seu senhor, ou ao

Estado, pois nasci corvacho e do coruti, do lamento;

Mas é verdade, e do coruto, do pináculo, nunca retirei

Nada, nunca se gerou nada de sumidade, o cocuruto

Que ostento: nem a bandeira de milho, e de outras

Plantas; pode covertear o pensamento, pinotear

A mente; corcovear a memória, e pirutear a alma,

Que de dentro, não sai nada, nem de corunhês,

Natural da Corunha, Espanha; continuo ainda com

Teor de corumim, de rapazinho, de menino criado

Com mimo; continuo ainda com ingênuidade de

Colomi; pureza de colomim, continuo ainda com a

Surpresa um curumim diante das coisas; só

Que dentro de mim, não gosto nem de falar, só

As sombras dos corumbás, dos lugares esquecidos,

Desprezados, e distantes, a verdade é esta, dentro

Da cabeça, só corumbalada de acontencimento complicado;

De corumbaense, do natural, e habitante de Corumbá, e

Que quer continuar, quer armar com cortinas, quer

Encobrir a cortilha, instrumento em forma de roseta,

Com que pasteleiros, e doceiros recortam as massas,

A cortadeira das sobras, a carretilha de cortil,

De corte pequeno pátio de quintal, cujo corticoso,

Que tem a casca muito grossa de corticiforme

Enganoso, produz rocha no lugar de corticífero; e a

Corticícola, não é a que vive nas cascas das árvores

De troncos cortíceos, de cirtical corticento, de córtex de

Cortiçada, grande porção de série de córtice relativo;

A corticeira, lugar onde se junta planta da família

Das Leguminosas Papilionáceas, é sobreiro orticeiro,

Que trabalha na extração, nos sobrerais do corteirão;

Do palaciano áulico adulador, dos cortesãos que

Simulam cortesanice, dos cortesões da falsa cortesia,

Urbanidade fingida; intriga de cortesania, de

Modos da civilidade cerimoniosa de educação

Humana que não surpreende mais por parecer,

Ter surgida num corte de cortelha, ou num curral

De cortelho; o cortejador hoje dos bons modos,

Bastantes raros; o namorador hoje dos bons modos,

É nulo; só aparece pessoa dada a rapapés, e salameleques; é

Corta-vento, é moinho de vento fantasma que confundiu

D. Quixote; é ave da família dos Coradriídeos, dos

Reais corta-ventos, no corta-palha, no serrote fixo, em que se corta a

Palha que se dá ao gado, depois do cortamento, do

Corte do feno; a cortagem do capim, a cortadura da cevada; é lá

Resistir com um quebra-mar na resistência do

Quebra-mar, do prolongamento angular dos pegões

Das pontes para reforçar as construções. 



Escrito por Ivanovitch Medina às 10h00
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   Coração de "crem no"; BH, 030102001.

Coração de "crem no", de grego "krem nos", de lugar 

Escarpado de beira de precipício, de cremnofobia, de medo

De precipícios ocultos no meu peito; minha alma não

É sadia, e não existe saúde no meu espírito, lamento,

E sofro no organismo a cremnometria da adrenalina;

A avaliaçãoda quantidade do precipitado químico do 

Metabolismo; e viro um creme francês "crème", viro

Uma nata, uma pasta, que o cremômetro para

Avaliar a quantidade da gordura no leite, estoura

A escala que me deixa "cremo", do grego "kremos", em

Suspensão, pendente com o universo; ai, se fosse eu,

No meu círculo vicioso, um cremocárpio, um fruto

Seco umbelífero, cujos mericarpos, que se separam na

Maturidade, ficam pendentes na extremidade

Do eixo central, e como um suco, passo por um cremor;

Por um cozimento, tipo alguma planta, sem crena,

Sem espaços entre os dentes de uma roda; o dente

Arredondado na borda de certas folhas, na cremazinha,

De crênula crendeirice de crendeiro que crer em tudo;

Em absurdos, abcegos, e abmudos, abusões ridículos, e ares

De simplórios; de comportamento "creni", do latim "crena", de 

Entalhe vazio, crenífero nas crenas do crenirrostro, que

Tem o bico crenulado, com crênulas, do grego "creno", "krene",

De fonte de água mineral da crenoterapia; a 

Cura, o tratamento que se realiza em estação hidromineral;

A crênula do "creo kreos", a carne do creófago, do carníviro,

O canibal na cresotagem, no aplicar o cresoto, o cresotar o 

Crépido, o crespo abismo encarapinhado, que são nosso

Filhos, como crespulário, insetos que aparecemà hora

Do crepúsculo, cujos defeitos, só os soutros vêem, a falha,

O erro crepusculino, nos cegam, e não enxergamos os

Defeitos de nossos filhos, nem quando eles estão

Crescidos; apesar que algum, chega a dar grande problema,

Ao ter desenvolvido a infelicidade, e aumentado a

Falta de alegria, e de prazer; só cresol, fenol derivado

Do tolueno, extraído do alcatrão, da hulha, dá mais

Trabalho do que criar filho; e a crematonomia também,

É outra pedra na chuteira; nada mais impossível do que

O conjunto de leis que regulam a produção, e a distribuição

Da riqueza; a produção a burguesia até que aceita, a

Elite também até que aceita, mas a distrbuição de riqueza, aí,

O bicho pega; ninguém quer distriuir nada, quer

Só a crematologia, só o tratado sobre a produção, e

A conservação das riquezas, mais nada; quer só ter é

Possuir os bens, aumentar cada vez mais a riqueza,e

Guardar a maior quantidade possível de dinheiro, o

Maldito "crêmato" do grego "kremos, atos", que falta à maioria

Do povo, e sobra aos ricos nefastos; como um forno crematório,

Que destrói, que aqueima, o rico cremador, para satisfazer

Sempre mais a orgia mórbida, queima cada vez

Mais, e só resta ao pobre, ficar queimapdo; e cremado,

Pois para haver rico, só se houver pobre, que perde

O aspecto creditório, perde co crédto, que o rico tem,

Mesmo quando ele não vale um centavo; o rico

É sempre credenciário, tem sempre a seu cargo toda

Credência, e o altar-mor; o pobre, geralmente, não tem

Nada, sem mesa junto ao mar, onde se colocam as

Galhetas, e outros acessórios da missa; vide as comemorações

Dos quinhentos anos, onde o povo pobre, índios, negros, desempregados,

E ouros que incomodavam os ricos, entraram na

Porrada, no pau repatido; no cacete amiudado, no

Espancamento frequente, na agressão de crebro,

Enquanto que nos palanques, e nos altares as autoridades

Políticas, e eclesiásticas riam das caras deles, e diziam:

Bem feito, bate mais, que ainda é pouco; foi preciso

Muita creatinina, muito produto de catabolismo muscular,

Correspondente à creatina anidra, para suportar a pancadas,

E aguentar as corridas pelo asfalto debaixo de chuvas, e

No exercício da corrida para linge do alcance das bombas,

Gastaram toda a creatina, todo ácido metilguanidinacético

Existente muscular, e ficaram caídos, deitados, sem

Poder andar; nada de povo no meio: era clérigo com

Clérico, e ligo com leigo, cada um com a sua igualha,

E o povo de fora; era o usado na expressão li com lé,

Cré com cré, depois sobrou só o calcário formado

Com os despojos, foa miníferos, radiolários, cereais,

Misturado principalmente com argila, com barro

Cravinoso, que tem formas de crevo, ou cravina, e só

Azucrina com crevijar, a bater com barra de ferro, tal

A que une a lança com os varais do carro; e cada uma

Das pontas metálicas da fivela, o cravete cravelho, de peça

Grosseira de madeira com que se fecham cancelas, e

Alguns postigos, e portas; é fácil dá prazer? qual é o

Melhor? sentir prazer, ou dar prazer? a máxima

Ser como a vela, que ao se consumir, ilumina,

É adequada à humanidade? ou estamos todos com

Gravagem, com doençaa das gramíneas? nossa alma

Merece cravadura? ou nosso destino será o de sovelas, ou

Daquilo que crava, daquele cravador com craurose,

Com atrofia, que só causa prazer a si próprio; a lama

É uma crateriforme, tem forma de cratera, de taça de

Fel, de vaso de retrete; o espírito não serve para

Crástino, para ser isado no outro dia de mamnhã,

Tem que jogar fora todo dia; o pensamento não pode

Ser usado no dia seguinte, envelheceu, o matutino dele já

Carrega o sombrio da crasta; a prisão do claustro,

A treva da parte interna, e reservada dos conventos;

Melhor faz o cramuláceo da família dos Crassuláceas, e

A crassulácea pelo menos não pensa, é planta

Dicotiledônea, dialiopétas, de folhas espessas; melhor

Ser crassirrostro de bico grosso, ou crassipene, de penas

Espessas, ou crassinérveo, de nervuras espessas, ou crassilingue,

De língua grossa, de réptil, sáurio, ou crassifoliado, de folhas

Grossas, e gordas; porém, acredito, sem crassidade, sem crassidão de

Crassície: burrice ignóbil; estupidez notória, grosseria da crasiografia,

Da deserição das crases, do tosco nos temperamentos, ignorante

Na crasiologia, no estudo ou no tratado.

 

Ai, quem me dera.

BH, 040102001;

Publicado: BH, O270502013.

 

Ai, quem me dera, tivesse o poder de 

Encontrar uma saída, para todas as dificuldades; e

Arquitetar um plano de emergência, imaginar uma

Solução para todos os problemas; concebner uma ideia boa,

Gerar uma resolução que agradasse, inventar respostas

Adequadas à todas as perguntas; e produzir a felicidade,

E o prazer, engendrar a alegria, imaginar uma vida

Melhor, e craniar pensamentos vivos, lúcidos, racionais;

Aai, quem me dera, numa craniectomia, numa operação

Cirúrgica, extirpar toda a proção ruim da caixa craniana; e 

Ver numa craniografia, numa descrição científica, tal

Uma radiografia, se ainda há algo que preste, e pedir

Ao caniógrafo, que tudo de ruim no meu craniolar, 

Na minha craniolária, a concha onde guardo o cérebro,

Seja deixado do lado de fora; e quero que seja feito

Um estudo na craniologia, que é a arte de conhecer

As faculdades dos indivíduos, para ver se o meu teor

Craniológico, traz algo de útil à humanidade; estou 

Cansado de ser fútil, sem utilidade, e só tal

De craniologista, um versado craniólogo, para me

Responder se eu tenho salvação; e também 

Apelar ao craniomante, pessoa que pratica a craniomancia,

Suposta arte de adivinhar, as disposições morais, e

Intelectuais pela observação do crânio; preciso saber

O que se passa dentro da minha cabeça. estou a

Ficar maluco, e só um craniômetro, só um 

Instrumento craniométrico, para fazer uma caniometria,

Uma medição de diâmetro, para saber se está a

Diminuir, e a apertar o meu cérebro, se está a

Crescer, ou se está normal; comum eu sei 

Que não está, vou descobrir numa cranioscopia, ao 

Examinar, e apreciar pala análise do cranioscópico, e

Do cranioscópio, e numa craniostomia final, pela qual

Se abre a caixa craniana a desvendar todos os meus 

Mistérios; a razão dos meus medos, das minhas

Covradias, e as fontes das minhas mentiras, falsidades,

E ilusões; e secar, depositar areia,e a única

Água que fluirá, é a água da verdade, a água

Da realidade, da saúde mental, da alegria da

Cracoviana, dança de origem polonesa, e da força

Da resistência do cracoviano, e da Cracóvia, Polônia;

E todo craguatá cranial, toda planta  espinhosa,

E que dá frutos ácidos, vou indicar a posição

Do lado de fora, mais próximo, só o que for bem

Saudável; do lado de fora, igual ao crás, o som

Imitativo da foz do corvo, não fará mais eco no

Meu ouvido; a mistura "crasio", do grego "krasis", de temperamento

"Crassi", do latim "crassu", de grosso, não será mais encontrado

Em abundância, como de crassicolo, que tem o pescoço

Grosso, e de crassicórneo, que tem os cornos, ou antenas

Espessas; será o fim da loucura que quer me exterminar,

E só sobrará aquilo que realmente é aproveitável,

E vejo que nada será aproveitável, não possuo estoicidade; e

Firmeza de espírito, austeridade de ação, e não conheço a

Resignação do estoicismo, da escola filosófica fundada

Por Zênon, na Grécia, no século III a.C, e que pretendia

Tornar o homem insensível aos males físicos, e morais;

Principalmente rígidos de moral, rigirismo de costumes,

E indiferença para com os bens da terra; não atingi,

Não atinjo, e penso que nunca atingirei o equilíbrio

De um estóico; jamais serei impassível, um indivíduo

De ser rígido, quanro mais eu, ue choro à toa, que

Sofro, e sinto dor, e que não tenho nem a segurança

Da craca, molusco que vive nos rochedos, ou nos costados

Do navio; quanto mais eu, que não tenho a substância

Do cromo, de símbolo Cr, e da cozinheira de bar, mulher

Que cozinha em botequim, com seu cozinhado, seu

Cozido de espelunca de beira de estrada, com guisado de

Plebe rude, tem mais conhecimento do que eu; tem

Mais sabedoria do que eu, na minha vã pretensão, que

Só conhece, e sabe da cozedura, da cocção de ervas hortenses ,

Panelada, e caldeirada de ignorância; e o utensílio em

Que se faz a comida, a cozedeira, é o coité que antes

Sevia de repouso ao meu cérebro, que se viu de repente,

Igual ao cavaleiro que perdeu a armadura que o cobria, e

As coxas, e ficou sem o coxote, e a cavalgadura; e sem a

Manta, a cobertura da sela, o coxomilho esquecido

Na coxia, lugar ocupado por um cavalo na estrebaria;

A passagem estreita entre dois renques de bancos, é

Larga demais para mim, em companhia do meu

Pequeno, e combalido ser; e na prancha em certas 

Embarcações , para da passagem da proa à popa, eu nem

Arrisco-me; sento no assento móvel, com dobradiças, nos teatros ,

Deixo vago, e morro no corredor, antes de chegar à cãmara,

E ao espaço livre, entre os bancos de um ônibus, de um 

Bonde, escondo minhas sobras, meus restos; meu coxêndico,

Os ossos dos quadris, os quais, com o sacro, formam a

Bacia, ou pelve, a claudicação que arrasto, o crônico

Manquejamento cosálgido, a coxeadura pela coxalgia da 

Dor na articulação da coxa com a bacia, à coxal da 

Anca, que mesmo o doce servido no pires chato, no

Cavilhete, deixa-me ficar contente, abrir covas para o

Pantio das mudas de plantas; como se fosse covear espaço

Para as almas, no lugar onde se abrem sepulturas, e 

A ter ofício de coveiro, o desprezível covato, tal o cesto

Para apanhar peixes no rio, o covo do covão, no preço

Desse ato, na abertura de covagem. de côvado padrão, na

Antiga medida de comprimento que tinha três palmos ,

E correspondia a 66 centímetros, e veio do latim "cubitus", de 

Covacho de indigente, e por cima um conval um plantio

Verde de couve, para encobrir o couto, onde poderiam asilar-se

Os criminosos, em refúgio de velhacouto, asilo de courame,

De grande quantidade de couros curtidos, que a couraçada,

O revestido de metal, o blindado, tal o navio couraçado,

Não impede o ataque, a coura do cascudo, do gibão,

Para guerreiros de coira do coulomb, a unidade unternacional,

Símbolo  C, equivalente à quantidade de eletricidade,

Transportada em um segundo por uma corrente de um ampere; é a 

Quantidade de eletricidade que se deposita 0,111g de prata

Numa cuba com nitrato de prata.

 

 



Escrito por Ivanovitch Medina às 20h16
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   Coisa ridícula, que envergonha; BH, 02801202000.

Coisa ridícula, que envergonha a mim

Mesmo, tanta chinfrinada em vão; quem se interessará

Possa, por tanta chinfrineira? quem abrirá os olhos à 

Tanta chinfrinice? nem mesmo eu que já nasci

Cego, e uivo a irritar meu tato; vivo a mexer no 

Meu íntimo, para não encontrar nada, como provocar

Revolta em todos, por minha tentativa frustrada 

Em deixar uma obra em emu nome; e calo-me,

Para não me ridicularizar cada vez mais, e me 

Calo pelo fim da desordem, e do estilo chinfrim;

Ponho fim ao chinfrinar vazio, e oco, que é o

Eterno dentro de mim; nem a adquirir toda 

Chinerice do mundo, mas sem os modos de bugingangas,

E sim com artefato que revela grande paciência; e

Sinto que não passarei de chineleiro, e sou daqueles

Que faz os chinelos imprestáveis, que faz os chinelos

Para os meus pés de indivíduo reles; o chincoã,

Cujo nome é comum à diversas aves da família 

Dos Cuculídeos, deixa mais na vida, do que 

O indolente eu, o ronceiro chinchorro que navega

No meu rio de lágrimas; e a chinchila, mamífero

Roedor dos Andes, de pele muito estimada para

Agasalho, é mais útil do que a chincha, o barco

De pesca, a pequena rede de arrastar, a cincha

Furada, que naufragou, ao chinchar no mar

Tenebroso do meu peito; ao cinchar no

Oceano proceloso do meu ser; e a filosofia 

Produzida por toda chinarada, desde o 

Primeiro chinês a existir para a formação da

China, é uma filosofia para pregar ao

Mundo, para pespegar ao unierso, e toda humanidade,

Deveria chimpar enquanto há tempo; e aproveitar

A chimarrita, a dança popular com acompanhamento

De cantiga, e violão de chimango, de designação

Depreciativa dada ao partido liberal no tempo da

Regência, ao membro desse partido, os chimangos

Opunham-se aos caramurus, que desejavam a

Restauração de Pedro I; e no Rio Grande do Sul,

Era a alcunha que os federalistas davam aos

Adeptos do partido republicano; e na cozinha é a

Tenaz feita de um pedaço de arame, para pegar

Brazas nos fogões; e no escuro, meu cérebro chilreante,

Chilreia, com chilreio de silêncio, dentro da

Cabeça; palrador, e tagarela é só o espírito, o eu

Chilreador não participa da chilreada da alma,

Da mente chilrada no murmúrio dos espíritos;

Na vozeria própria dos dos fantasmas, e no

Chilido da imaginação, chiado das chilenas na

Barriga do cavalo, as esporas de largas rosetas que vinham do

Chile, e o doce da chila, a pequena abóbora,

Que não muda o menino incorrigível, o levado

Da breca, peralta chifre-furado, que não há

A correia de couro que une os bois pelos chifres;

Nem a vara que chifra, e que ataca, o boi-de-cara-preta,

Que mete medo no danado, já levou

No mato até um chifraço, um golpe violento de

Guampaço, de cornada, só que não pegou, pulou, e

Escapou, como o vento das moitas; e de chifra, e do

Aparelho, a face afiada, com que sapateiros,

Zé Pezim, os seleiros raspam o couro, a plaina chifarote;

Espada curta, e reta, guascada de gascão; a

Talada no lombo, a lategada do chicotaço,

O golpe com o chicote no rabo; a salada de chicória , a

Planta hortense, de uso culinário; e há duas

Variedades mais comuns: chicória-doce, ou escarola,

E a chicória-amarga, ou almeirão; mas a criança

Só quer a goma de mascar, o chiclé que não é

Planta da família das Apocináceas, e aí, ela dá

Adeus aos dentes, e não vira chichisbéu, que

Corteja, ou galanteia uma senhora com assuidade; e

Importuna de chinelo, de sapato velho, acanhado;

Salve meu chícharo planta da família das Leguminosas

Papilonáceas, c o chichá, árvore da cacaueiro, de

Folhas largas, palmadas, e de cujas flores, de cor ferruginosa,

Exala cheiro desagradável de sterculia foetida, e

Mata a fome com chicha, a carne picada, alho, e sal. 

 

Não devemos escrever;

BH, 02701202000;

Publicado: BH, 0260502013.

 

Não devemos escrever com chamboice,

A usar termo chamboado, igual carne de chambão, e a 

Expor pensamento achamboado, de espírito assim

Atarracado, e deselegante; escrever igual a um 

Chambaril, um pau curvo, que se enfia nos jarretes

Do porco morto, para o abrir, e o pendurar melhor,

Não escrever; escrever é vida, não é chamarisco bem 

Lúgubre da morte, é chamariz da filosofia, e

Coisa que atrai o meditar; e sou um chamador

Da imaginação, aquele que chama a meditação,

Que tira a atenção da dor; e que adverte ao

Perigo do que não sabe viver, e não escrevo por 

Chalreio, não falo por tagarelice, e não tenho

O hábito de falar muito, como o chilreio de pássaro;

Apesar que o chilreiar de um pássaro tem,

Notadamente, mais valor do que qualquer

Vil, e ignóbil chalreador; tagarelada fútil, de

Alma chalreadora de chalo, de cama 

Rústica, de catre, de enxerga; quem ler o que

O que escrevo, tem até o direito de chalacear, de

Caçoar por minha experiência; satirizar o

Que escrevo, e dizer que só uso de pulhas,

E de dichotes; Deus, porém, sabe como eu

Procuro não ser chalaceador, e abomino o

Chalaceiro, o caçoista, e satírico, que só 

Diz chalaças superficiais, sem profundidades,

E só supérfluas; cubro-me com a manta da 

Inspiração, o baixeiro da proteção, com o forro que

Se coloca no lombo do animal para que os arreios

Não o firam; e sem intenção de que o meu vocabulário,

Desrespeite o da Academia Brasileira de Letras, e que 

Consiga somente esta forma apresentada pela 

Academia, é mais correta a graffia; e o meu 

Sairel, conforme o étimo árabe sear, é a cobertura

Da cultura que pretendo apresentar; sei que sou

Um ente chaguento, um ser que tem chagas, tem

Feridas, e úlceras; coração chagárico, atacado

De doenças de Chagas, barbeiro chagado, ferido

Chafurdice, pelo chafurdar na ignorância;

Na sujeirice, e na imundície da sociedade,

Que se espalha pela humanidade; não quero

Demonstrar meu lado chafurdeiro, sei, porém, que

O tenho, inútil negar, toda moeda tem dois lados;

E alguém sempre chafurda num chiqueiro, ou

Num lamaçal, numa casa imunda que espanta

Os espíritos, os gnomos, os fantasmas, agrupados em

Chafardel, como cabeças de gado ovelhum, rebanho

Chadiano, da República de Chade, África Central,

Onde tribos com chafalhão, com grande facão tipo

Espada, degola sem piedade o próprio irmão; e

Basta de chafalho na carne, irmão na mata

Irmão, ão é chessilita,mineral monoclínico,

De cobre, carboneto básico, também chamado azurita

De Chessy, topônimo francês, sem sentimento, sem paixão,

Sem ânimo, no ócio da cherimólia, planta da família das

Aanonáceas, de fruto muito saboroso, e que pede

O chererém, a chuva miúda, a garoa, no chepe-chepe,

Terreno encharcado, e que não afasta o cheiretismo

Do cheireta; do indivíduo metediço, inescrupuloso, e

Sem critério, xereta cheirador, que cheira mentira,

Falso curioso, fingido novidadeiro, de charadeira

Na mão, oferece rapé de tabaco da caixa, e não

Sabedoria de sábio, de chegamento de prazer; de

Chegada de alegria de corajoso, de felicidade de

Destemido, serenidade de valente; pegador de

Chegador, de chegadela de raridade, de antiga, de

Aproxição de objetos clássicos afastados; chegada

Rápida ao racicínio, e nada de repreensão, nada

De castigo corporal, de tábua lateral da mesa

Do carro, a cheda onde se colocam os fueiros, e a

Mudança do checo, do checoslovaco , a guerra que

Pos fim ao irmão tcheco, e separou o tcheco-eslovaco; e

Fico na dúvida do ché do ceticismo da dúvida,

Sem querer duvidar, é difícil acreditar; a

Jornada é árdua, e o coração não aguenta, vai parar. 

 

Chauvinista é defeito?

BH, 02701202000;

Publicado: BH, 0260502013.

 

Hauvinista é defeito? peca a pessoa que

Tem nacionalismo exagerado? o bairrista é errado?

Por que tanta depreciação em torno do nacionalismo?

É vergonhoso, e depreciativo ser brasileiro? eu 

Não sinto vergonha, a não ser pela classe que em

Brasília tomou conta do poder; do chazeiro oficial,

Do chazal da elite, da burguesia do lugar onde há plantação de chá, e

Vivem como pessoas que gostam de chá, sombra,

E água fresca; aí, envergonho-me, é o chavo que

Carrego, é a moeda antiga de pequeno valor, coisa que

Sem valor, e insignificância, e que causam grande

Mal, e grande prejuízo à nação brasileira; só

Sabem chavetar, prender o dinheiro no bilso

Deles, firmar na burguesia, segurar na elite,

Como se fossem alguma coisa, e não passam de

Chaveta, pequena chave na peça que segura,

E firma a roda na extremidade do eixo;

São todos umas chavetas, porém, imprestáveis, não

Fazem falta nenhuma ao país; nem o chavelhudo,

O diabo dotado de chavelho, o chifrudo, abriu a

Porta do inferno para eles; o diabo odeia toda

Concerrência, carregam seus chifres, suas aspas, seus

Cornos como os animais, suas antenas de baratas,

E seus tentáculos de monstros, mas não carregam os entes

Da burguesia, e da elite, o diabo sabe o risco que corre;

Se eu fosse um deus, condenaria a todos à chavelha, ao timão

Do arado; a serem espiga de cabeçalho dos carros, e a

Suar a camisa, e a fazer galos nas mãos para

Comer o pão; penso chavasqueiro o congresso

Nacional, grosseio o presidente, acahamboado, toso,

Mal ajambrado, e sem utilidade; é peça de chavascal,

É de atamancar, a nossa classe política, adora

O rústico de um mal exemplo; faz tudo mal

Acabado, e imperfeitamente, é de achavascar, a

Nossa classe ministerial, e por mais que queiramos,

Não dá para resparitá-la; eles próprios, os políticos, só sabem

Chavascar uns aos outros, através da mídia; porém, para eles é

Como se nada tivesse acontecido; quem sente mesmo

É o povo, a nação, o país, que se torna aachamboado; é

A sociedade que sente todo o teor deselegante, e nada

Pode fazer, é tudo mesmo achavascado , e mal feito,

É tudo coisa de rústico chavascado; sonho um

Dia ver acabar esta chavacaria, e todas as portas

Para esse tipo de gente, ser eternamente fechadas;

Nem a chaulmoogra, líquido oleoso, extraído de árvores

Indianas, que teve largo uso no tratamento da

Lepra, cura a lepra que essa gente carrega na

Alma; e é uma lepra para o nosso povo, é uma

Gente que só serve para chatinar, negociar sem

Escrúpulos; e traficar, mercadejar, comprar, e subornar,

É uma chatim, de negociante pouco honesto,

E traficante; eu, particularmente, com toda a

Minha chateza, quero distância, por mais chato

Que eu seja, da baixeza, grosseria, cacetice deles;

E não citarei nomes, pois todos os conhecemos muito

Bem, na TV, têm aspecto chasquento, engraçado;

Na mídia: bonito, interessante, e até parecem pessoas

Bem trajadas, que causam boa impressão; nós, o

Povo, precisamos aprender a chasquear deles, zombar

Na cara, escarnecer, e jogar ovos podres; fazer chasco

Mesmo, e zomvar, dizer chascos de alto, e bom som;

O povo precisa aprender a ser chasqueador, escarnecedor,

E zombador, e usar de dito satírico, e de motejo, de

Caçoada, ede sátira, e na pele da negada de

Brasília, sem puxar as rédeas do cavalo, para fazê-lo

Parar, e com a sacudidela que o peixe dá no anzol,

Cortar o charuto deles, cortar o havana, e fazer um

Rolo de folhas secas de fumo ruim, mal preparado,

Iguál a eles; e dá para eles fumarem; e cortar o emprego

Do charuteiro deles, da charuteira, da caixa de algibeira,

Fechar a charutaria, e onde se vende cigarros, tabao,

E objetos de fumantes; e pôr o político para charruar, lavrar

Com charrua, o arado grande de ferro, com jogo dianteiro,

E uma só aivesca; e valorizar a agricultura, o campo, e 

Encher navio grande de transporte com bons, e lucrativos

Produtos para exportação; e prestigiar o campo não é ser 

Charro, privilegiar a roça, não é ser rústico; e impedir

O êxodo rural, não é ser grosseiro, e rude é deixar

Que o charravascal, terreno inculto onde crescem

Plantas espinhosas, seja a únia herança do campo no futuro.

 

 

 

 

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Escrito por Ivanovitch Medina às 21h57
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   Por não ter o corpo caloso; BH, 0110202000.

Por não ter o corpo caloso, o elo que liga os hemisférios cerebrais entre si, sofro enormemente,

Com o distúrbio do meu sistema nervoso central, e tenho a maior dificuldade para lidar com 

Afeto, e evito contato com todo o tipo de gente; justamente pela aversão que causa a minha

Alexitimia, a crônica doença que impede o meu desenvolvimento, a minha fala, e locomoção,

E toda a evolução do meu sistema psicossomático em evidência; e o cérebro acaba a ficar

Confuso, e obruso, opaco, chumbado, e nublado, tipo dia de procela, tempestade daquela

Que quando vem, a derrubar tudo, e a matar todo mundo; e a minha sorte foi não ter uso

Nascido com paralisia cerebal, aí a dificuldade seria bem maior, e o autismo, e o apagão

Mental, tomariam posse do meu ser, e tudo se acabaria aqui em mim, como se eu nada fosse

A não ser esse pequeno pardalzinho que entra no barzinho onde estou a beber umas 

Cervejas,e começa a catar, sem cerimônia, as partículas de restos de comidas, que caem no

Chão; e passeia por entre as mesas, e por baixo das pernas dos fregueses, sem reparar 

Em ninguém, sem observar, e a presença do pardal é maior do que todos nós reunidos aqui

À volta da mesa a beber as nossas cervejas geladas; olhamos para nada, a falarmos de

Coisa´s fúteis, e vazias, que o pardal não perde tempo em escutar, em falar, e nem olhar o

Abstrato; ai quem me dera ser esse pardal, a catar essas comidinhas pelo chão, sem medo

De febre amarela, de dengue hemorrágica, do neoliberalismo, da globalização, e das

Privatizações; ai quem me dera levar uma vida assim, igual a vida do passarinho, que não

Precisa do Fernando Henrique Cardoso, e dos seus asseclas, não precisa do Antônio Carlos

Magalhães, e toda a malvadeza que o acompanha durante toda a vida, e nem precisa do

Senado, e nem da câmara dos deputados, com seus nepotismos, legislaturas em causa

Próprias, salários astronômicos, e vida fisiológica, vegetativa, e sem expressão social, e

Física; hoje eu estou aqui perdido nas reflexões, a embolar todo o mingau, e a solar o bolo,

E a empubar a broa de milho, como se fosse um mal cozinheiro; porém, é que estou com

Saudade do Rio de Janeiro, e esses dias eu vi no jornal, a foto da Velha Guarda da Portela,

E a foto do Luiz Melodia, representantes natos da nata carioca, e do povo da Cidade

Maravilhosa; ai que saudade mata, e amor também; e de amor eu sou capaz de morrer

Sem pestanejar, sem pensar duas vezes, e só deixar a paixão, e a saudade consumirem o

Meu ser, que quando perde a inspiração, a criatividade, e a meditação, vira um mendigo

Andrajoso, que se arrasta pelo chão, fuça na lama, e chapina nos esgotos, e nas sarjetas

Dos guetos de valas negras, com crianças barrigudas, olhos esbugalhados, e remelas nos

Olhos, catarros amarelos e grossos a escorrer pelas narinas, e a entrar pelas bocas de

Dentes estragados, e babas constantes; fico podre assim também quando perco a contenção

Mental, e não consigo soltar a língua numa lenga-lenga desastrosa, e infinita que eu tanto

Gosto de usar para engabelar os amigos, e os ouvintes como se fosse um locutor frustrado, e

Sem microfone; um astro sem fama, e sem sucesso, uma estrela sem céu, apagada, e caída,

Sem poder voltar ao firmamento por não saber o caminho de volta, por não saber a senda, e

A trilha de como se faz para se fixar de novo no universo; ainda bem que hoje é sexta-feira,

Amanhã é sábado, e depois de amanhã é domingo, vou poder ver meus pais, e os meus

Irmãos no fim de semana, e só volto a trabalhar na segunda-feira; trabalhar, pois escrever,

Eu pretendo escrever, se Deus quiser, não mandar ao contrário, tanto no sábado, como

Também no domingo, e até a hora da minha morte, amaaém, que é assim que se fala um

Bom cristão, um bom crente em Deus, na esperança, e na segurança, e na fé, e na luz que

Ilumina os caminhos a evitar os tombos nas trevas; e as caídas inesperadas, e terríveis que

Nos deixam à margem das estradas, sem o rumo a seguir, sem a direção a tomar, e a 

Procurar a todo custo para encontrar a volta providencial, o atalho, a trilha sem os percalços,

As moitas de matos, sem os espinheiros; e com as minhocas para colocar nos anzóis, e fisgar

Os peixes descuidados, e que não sabem conhecer a armadilha que os tirará do meio ambiente,

Da água salvadora, e os lançará na poeira da terra; expostos à luz do sol, às moscas, e

Mosquitos, e depois esquecidos feitos despojos que são rejeitados pelos gatos; e é duro quando

Se é rejeitado, digo isto porque eu sei o que é ser rejeitado, pois eu sofro com a minha rejeição, e

Sofro com o desprezo que as pessoas me dão; é duro quando alguém que até conhece a gente, e 

Quando nos ver, faz aquela cara de desagrado a demonstrar que somos uns ETs, somos uns aliens,

Uns estrangeiros no memo solo, na mesma tribo, no memso bando, e assim me sinto como se fosse 

Um pássaro perdido que de repente encontrou o seu bando, e voou em direção a ele a cantar, a piar

De alegria, e foi recebido a bicadas, teve os olhos arrancados, e caiu do voo a morrer contra a dureza

Do chão; e é triste, e muito triste, passar no meio de um grupo de representantes da raça humana, e

Sentir a frieza do desprezo, e da indiferença; a demonstração do repúdio que nos enche de agonia, e

De angústia, e nos faz ficar humilhados, e humilhantes, e tímidos, desconfiados, e prestes a chorar de

Desgosto; são cinco horas e trinta e dois minutos, o tempo passa muito rápido, arece que voamos, e

As eras continuam em frente a nos deixar atrasados, sem o conhecimento de verdadeiro modernismo

Da verdade absoluta, e dos princípios que seguem o alcance da felicidade, e da abertura para uma 

Vida promissora com oerspectiva de melhoras , e fartura; já nem sei mais o que fazer, e nem sei mais

O que falar, quero só estar igual a um surdo, sem ter também nada pra escutar, e assim não deixarei

Em evidência a parte ruim que me cabe dentro de mim; e poderei até enganar as pessoas como se

Eu fosse uma pessoa de qualidade, um homem de verdade, e não esta ambição, e não este projeto

Que não deu certo, esta falta de formação, e de sentimento; e aí enganarei a todo mundo a falar que

Estou a agir pelo bem da humanidade, pelo bem do futuro do homem, pelo bem da preservação do 

Universo, e te garanto que pode ter atá gente que vai acreditar, como pode ter ate gente que vai me

Enxotar, como se eu fosse um maluco sanguinário, e bebedor de sangue de crianças inocentes, e 

Indefesas, porém, a criança sou eu , e sou o que sofre as consequências das violências da pedofilia

Na internet do abuso sexual, do estrupo, e do extermínio puro, e simples; sou o que sofre com o

Espancamento até à morte, com o cárcere privado, e com o confinamento em entidades tipos as

Febems que aumentam o índice de revolta, e de agressão, que geram as mortes que todos

Conecemos pelos jornais; deixai vir a mim as criancinhas, das crianças são os reinos dos céus; eu

Gostaria que a Terra, o mundo, e o universo, também fossem das crianças, e não só o reino dos

Céus; eu gostaria que as crianças fossem felizes aqui também, antes de irem ser felizes no reino

Dos céus; quero pedir a todos que amam as crianças, para protegê-las, livrá-las do mal, não

Violentá-las, e nem seviciá-las; quero pedir a todos, que não usem na internet a página de

Prostituição infantil, quero pedir a todos para pedirem a Deus pelas crianças, já que não adianta

Pedir aos governos, e aos políticos pelas crianças, pois são os causadores da miséria, da pobreza

E da desgraça em que vivem as milhões de crianças abandonadas no meu país; quero pedir ainda,

Já que o meu tempo se esgota, o papel está a chegar ao fim, que quem puder chore, e derrame a

Maior quantidade de lágrimas que puder, para amolecer o coração dos homens; já que lágrima mole

Em coração duro, tanto bate até que amolece, e o dono do coração vai se sensibilizar, e mudar de

Comportamento; mudar de atitude em relação aos seres pequeninos, que são os donos do futuro, e

Que não devem, e nem podem herdar a nossa herança do mal, para fazerem o mesmo que fazemos,

Com as gerações vindouras.

 

Não ouçais o que digo;

BH, 02701202000;

Publicado: BH, 0250502013.

 

Não ouçais o que digo, só sei charlatanear,

Exibir modos, e falar como charlatão; não leiais o que 

Escrevo, nem leio tanta charlatanaria, e linguagem

De chalartanice; sou um charlador vazio, um conversador

Oco, e um palrador desacreditado; eu mesmo não

Acrdito em mim, sou pior do que pastor de 

Igreja evangélica, e padre de paróquia; e o 

Chacurteiro, o que prepara, e vende carne de porco,

Linguiças, e salames, não quer a minha carne

Para usar, fala que é charqueiro de baixa qualidade; e 

Que é charqueação de charcoso, e de charcos lamacentos, e

Que não servem para a alimentação; expus-me na chacurtaria, 

No comércio de mercadorias de charcuteria, e o charqueador, o

Fabricante, e proprietário da charqueada, não conseguiu

Vender nada do meu charqueiro; estava tudo estragado,

Podre, e imprestável, o sangue azedo; não ouçais meu barulho charangueiro,

é de música de charanga de charameleiro, de tocador

De charamela, antigo instrumento com uma palheta, 

Metida em cápsula ou barrilete, onde se soprava

Com força; é o charão, o verniz de laca, oriundo da

China, e do Japão, é a planta asiática da família

Das Anarcadiáceas de chapuz, de pau fincado na

Parede para nele se pregar alguma coisa; a chamuceira 

De cunha de madeira para chapotar, aparar as 

Arestas, cortar os ramos inúteis, e chapadar o chapinheiro;

O lugar sagrado encharcado de lágrimas de dor de morte,

De chapineiro, que faz, e vende chapins, o chapim,

Que o antigo calçado para mulheres era a chapa que ligava;

Os carris de ferro na travessa, a base, a peanha, o calço

De ferro embaixo de uma coluna; e o sapatinho

Eleganta da Cinderela na charlateira dragona de

Metálica usada por oficiais militares; e quando

Falais comigo em chocalhice, em chocalheiro, não

Tem jeito, sem brincadeira, e sem a sineta que

Querem dependurar no pescoço do povo, somo se fosse

Em animais; sem caracaxá, só me lembro da classe

Política, minha eterna inimiga, derrotada; e outra coisa

Que me deixa chocalhado é a elite, a burguesia

Também, me dixam agitado, vascolejado, mais

Aborrecido do que aves na época da reprodução;

Mais raivoso do que galinha irritada, mais chateado

Do que galinha irritada na chocagem; no seu

Ninho de chitom, de retalhos de chitão, de sobras

De chitaria, de estabelecimento, e de fábrica de chitas;

Até que para tirar gosto de bebida alcoólica, o

Chispe salgado, o pé de porco defumado, é bom;

Só o coração, e as coronárias são que não gostam muito;

Não me acompanheis, não sou chispante, e nem

Ando em disparada; minha corrida não é rápida,

Minha velocidade mental é nula, sem pressa, e

Com chispada de tartaruga; a inspiração que

Produzo não causa o chispar, não emite faísca, e nem

Faúlha; não sai fagulha de dentro de mim; e a

Centelha de talento, a neve encobriu, e de chirriante

É só o peito na dor que chirria; e no gozo do amor

Não sou chiripento, não tive sorte, fiquei na

Rua da amargura, sem agasalho, e abrigo, fiquei

Solitário, e só ao chiripá; e nem por acaso cheguei

À felicidade, e não tive chiripa de alegria, e na

Mente só armadilha, na vida só trapalhada;

No dia a dia só confusão, chirinola infinita,

Chiquismo de miséria, elegância de pobreza; luxo

De desgraça, fanatismo de mendicância, que deixa

O sobrevivente na areia quente do deserto, de

Chiquel furado na mão; a vasilha de couro,

Ou borracha para levar água em jornada, foi

Jogada fora, e os chiquéis estavam todos empoeirados,

Cheios de pó, sem uma gota d'água; não morri, pois

Acordei com um rabo de tatu, com um látego nas

Carnes, e um chicote de relho de chiqueirador nas

Minhas carnes descarnadas, e na cabeça a coroa de

Chique-chique, a auréola de planta espinhosa,

O manto de xique-xique, o sudário coberto de xiquexique;

E eu era só homem, não era Jesus, não era santo,

Não era Deus, não passava de um certo jogo de malha,

Nas mãos de trapaceiros; um chinquilho na mão

De um chino mafioso, de um chinês inescrupuloso,

Um chinguiço de rodilho que os carregadores põem no

Cachaço, para assentar o pau, quando fazem frete a pau e corda. 



Escrito por Ivanovitch Medina às 16h36
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   Todo o meu poder; BH, 0160102001.

Todo o meu poder de contemptível à 

Burguesia, odeio-a, mais até do que 

O graciliano Ramos a odiava; todo o meu

Poder de contemptamento ao chamado

Congresso Nacional, causa-me asco, e

Nojo; todo o meu abandono à classe

Política, e aos ministros que causam-me

Ânsie de vômito: odeio-os, raça de putrefatos

Nefastos, abutres, víboras; não encontro

Mais palavras para especificar o meu ódio;

Apiado-me de vós, pois só a morte

Os deseja, e os próprios parentes sentem

Vergonha por fazer parte de vossas famílias;

Sou apenas um mero observador, que contempla

O cenário, e vejo o estrago que

Fazeis ao país, e ao povo; sou contemplante,

E só mereceis rasto de canhão, e

E descarga de peça de artilharia ; não existe

Reparo da parte posterior que os compõe, e

Mereceis virar bainhas das espadas, sem

A conteira, a peça que reforça a parte

Inferior, e covosco não quero cntato;

Não quero ligação, tenho medo da vossa

Influência maléfica; da interferência

Malignanas contas-correntes, no caixa dois,

Na fraude do livro em que se escrituram

As contas dos fregueses de um estabelecimento

Comercial, e para relatar o cano causado,

Para referir à covardia que emana; para

Narrar, e computar os prejuízos; para

Calcular, e determinar o número correto,

E contar todas as falcatruas, as letras do

Alfabeto são poucas; o conta-passos é nulo,

O pedômetro dos seus caminhos os levará

Ao inferno: Deus que livrai-me da epidemia

Contaminável, que representais;

Sois tudo o que pode ser contaminado,

O olhar é infeccioso, pegativo, é parte usual

Transmitente; é doença infeccionante,

É tudo de contaminador, olho para

Um político, vejo um viciado, um corrompido,

Eivado, infetado, e tenho medo da

Contagiosidade, pois, sois de qualidade

E de caráter do que é contagioso, do

Que é contagião; e o conta-fios, espécie

De microscópio usado nas alfandegas para

A contagem dos fios de um tecido em

Que entram substâncias diferentes, se

Embaraçaria ao contar os fios que formam

Um político ladrão; fico exausto só em

Pensar o que acontece em Brasília; e

Gostaria de ver definhado, gasto até a

Morte, mendigo, consumido pelo próprio

Mal, consunto, todo corrupto, que tanta

Miséria e pobreza e desgraça gerou no

Seio da nação; basta do ser consuntivo,

Que consome a nossa alegria, basta de

Conviver com aquele ser consuntível, e

Que não possui virtude; basta daquele

Que causa consuntibilidade, e o estado

Definhável do povo brasileiro; e Jesus

Disse, tudo está consumado, bastais então,

Matais um deputado, deixais-o terminado,

Findo, acabado, mendigo; invertais a

Situação em relação a ele, tenhais um

Pensamento consultador, e ponhais em ação

Um plano que tire a vida da consulesa,

Tire a consulagem, os emolumentos pagos

Ao deputado, como se ele fosse um cônsul;

Pela intervenção na expedição dos navios dele,

Negueis o consueto, o luxo a que ele está acostumado.

 

Saibais, aqui, agora;

BH, 0401201999;

Publicado: BH, 0240502013.

 

Saibais, aqui, agora,

Como as pessoas me vêem:

Meu pai me ver como um pecador,

Um perdido, e sem fé;

Que não terá salvação,

E nem entrada nos reinos dos céus;

Minha mãe, pensa que, nem tanto,

Só fica um pouco triste,

Quando bebo umas cervejas;

Minha mulher é mais radical,

Já me ver como um nojento machista;

Incompetente e inútil,

Impotente e gastador,

Alcoólatra inveterado;

A minha filha, às vezes,

Talvez devido ao meu

Mau hálito, me ver como

Uma pessoa que come carniça,

Até me perguntou uma vez,

Se eu tinha comido carniça;

Um pastor de uma igreja evangélica,

Dessas picaretas, que só dão a salvação,

Se o dízimo for de bom valor,

Ver-me como um verdadeiro vudu,

Desses que vivem nas trevas,

Trespassados de agulhas e espinhos;

O certo é que ninguém,

Nos ver com os olhos certos;

Só nos vêem da maneira que eles,

Pensam que somos;

E eu, como sou cego, não vej nada.

 

A vida é tão breve;

BH, 050102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

A vida é tão breve,

Tanto quanto a leitura de um livro,

Que ao fecharmos no final,

Já ficou no esquecimento;

A vida é tão breve,

Tanto quanto o gozo,

Que atingimos com

A mulher amada;

É por isso que às vezes,

Angustiamos na vida,

Na ansiedade extrema,

Na futilidade que nos traz,

A falta de uma realidade;

A vida é tão débil,

Nós tão fúteis,

Vazios e mesquinhos,

Que o tempo se torna eterno,

E nos esmaga, e esmigalha,

Como se fossemos bagaços;

Restos de moendas, e trituradores,

Onde para existirmos,

Temos que violentar nossos sonhos,

Mutilar nossa realidade,

E nos saciar nos sonhos,

De consumo da sociedade.

 

Quando ela passar;

BH, 040102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

Quando ela passar,

O que eu vou fazer é só olhar;

Desfrutar daquele andar,

O ir para lá e para cá;

É só o que eu vou fazer,

Quando ela passar;

Pois mesmo a me olhar,

Com todos os olhos que tem,

Nunca vai me enxergar;

E romper o precipício, que existe,

No abismo entre nós;

Nunca saberei como,

É um segredo enterrado,

No mais recôndito esconderijo;

É um tesouro escondido,

Numa ilha fantasma;

E o mapa foi roubado por um pirata,

De olho de vidro, e cara de mau;

Armado de espada,

E de perna de pau;

Quando ela passar,

Meus olhos vão dizer tudo,

E ela não vai escutar;

Mas não tem importância,

Tanto quanto para ela,

Também não faz diferença;

Se um dia eu puder,

Pelo menos sonhar,

Quero apenas pousa naquela boca,

Os meus beijos como um passarinho,

Deposita os ovos no ninho;

E não acordar jamais. 

 

O meu mal;

BH, 040102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

O meu mal é que eu,

Não inspiro confiança,

Não inspiro segurança,

Nem em mim, e nem

Em ninguém;

É só uma desconfiança,

Uma falta de esperança,

De fé, e de tranquilidade;

De coragem, e de estabilidade,

Calma, e serenidade;

Quando me aproximo de alguém,

Causo logo má impressão;

Causo logo mal estar,

E tenho que me afastar,

Para não ficar constrangido,

E nem constranger o semelhante;

E quando é mulher então,

Aí é que é a maior aversão;

Ela só falta sair a correr,

Ou a morrer do coração;

Tudo isso é devido,

Ao meu mal comportamento,

E total falta de educação;

É tanta antipatia que causo,

Que dá até repulsão;

E nunca sou bem-vindo,

Em qualquer situação;

Só mesmo de teimoso,

E de tamanha cara de pau,

Chego perto das pessoas,

Que acabam a olhar-me,

Como um ser sobrenatural.

 

Admiro as pessoas;

BH, 060102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

Admiro as pessoas corajosas,

Que mudam as coisas,

Transformam, e metamorfoseiam;

Admiro as pessoas,

Que não conhecem a covardia, são

Audaciosas, e destemidas,

Onde o medo não impede,

Que elas modifiquem,

E façam da coragem,

A força, e a fé,

E a luz que ilumina,

A estrada do destino;

Feliz aquele que muda,

E assume, e admite a mudança;

Feliz aquele que modifica,

Experimenta, e escolhe,

A melhor maneira,

E o melhor caminho,

Para atingir a meta;

Atingir o tema,

A asolução do teorema,

Dos sistema, e do dilema;

Admiro, sim, as pessoas,

Que falam assim:

Eu mudei radicalmente,

E me senti, e que melhorei;

E sinto que agora cheguei,

No caminho da evolução,

No seio da inspiração;

E levo a minha vida,

Na total universalidade,

Na criatividade, e no uso

Total da inteligência,

Nas vinte e quatro horas do dia,

E no berço da sabedoria.

 

O que mais me impressiona;

BH, 0100102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

O que mais me impressiona em mim,

Apesar de todos os defeitos relacionados,

Conhecidos, e desconhecidos por mim, e por todos,

É a minha condição de escrever com inteligência;

A minha condição de escrever com sabedoria,

E penso que pelo menos para isto,

Tive o dom da inteligência,

Tive o dom da sabedoria;

O que mais me impressiona em mim,

É a condição do dom de escrever com a criatividade,

Com pensamento, e consciência,

E às vezes também com essência de inconsciência; e

Busco a inspiração vinte e quatro horas por dia,

E memso quando ela não está em mim,

Clamo por ela através do espírito,

Busco-a através da alma;

E não deixo nunca a minha mente,

Sem o poder da palpitação,

Da imaginação, e do conhecimento;

Faço meu raciocínio fundamentar

No positivismo, e na esperança,

No pé quente, e na sorte;

Na razão, e na certeza, e guardo na memória,

Os bons costumes da educação, e da delicadeza;

Da moderação, e da sutileza, e não deixo

De tentar me aperfeiçoar cada vez mais;

E não deixo a lembrança morrer,

E procuro não esquecer das coisas boas,

Que já aconteceram comigo,

E não me arrependo do que escrevia antes;

Não me arrependo do que escrevo agora,

E nem vou arrepender do que escreverei;

Se descobri em mim este clítores de excitação,

Este ponto G do prazer de escrever saem parar,

Nada farei para impedir este clímax;

Nada farei para matar este gozo,

Nada farei para impedir a liberação deste orgasmo;

Quando escrevo me tenho como uma mulher no cio,

Uma mulher sedenta por causa, e dar prazer;

E uso todas as partes do meu corpo,

Uso todo o meu complexo esquema;

Uso todas as maneiras, e manias, e modos,

Que podem exalar em mim todo,

Um perfeito processo fértil de produção,

Tanto quanto o número de espermas que expilo,

Numa simples masturbação;

E nunca quero deixar fugir esta ideia,

Nunca quero perder também a noção,

E o ideal de que um dia ainda,

Serei cultura de primeira mão;

Serei clássico de literatura,

Obra-prima de intelectualização,

Obra de arte necessária ao desenvolvimento;

E nos círculos de conversa de mesa,

De bares, e de escolas, e de universidades;

Não sei se é falta de modéstia,

Se é muita pretensão, ou arrogância;

É porém um sonho em evidência,

Uma verdade que guardo no peito,

Uma realidade que busco ao sonhar;

Uma liberdade a que pretendo me prender,

E estender àqueles que gostem de ler;

Se por acaso alguém pensar que não mereço,

Alguém pensar que não tenho condição,

Não tenho capacidade, e nem competência,

A esses eu peço perdão de coração;

Pois eu também procuro as respostas,

Eu também procuro a solução,

Procuro os resultados que até hoje,

Eu ainda não encontrei, e nem soube encontrar;

Só em lembrar que os grandes mestres,

Os grandes pensadores da humanidade,

Os grandes artistas, e pintores, e escritores,

A maioria sofreu muito antes de

Obter alguma realização com seus feitos;

Van Gogh vendeu um quadro,

Miguel de Cervantes foi preso, e deportado,

Galileu quase foi parar na fogueira,

Fernando Pessoa não conseguiu nada,

Com toda a poeia genial que ele criou,

Durante os anos que viveu;

E os grandes filosofos da antiguidade?

Diógenes vivia num barril,

Sócrates teve que ingerir cicuta,

Homero era quase um mendigo, e cego,

Viva pelas cidades a declamar seus poemas,

A troco de parcas, e raras moedas;

E até grandes, e incontestáveis gênios do cabedal,

E do calibre, e de uma grandeza de um Mozart,

Teve que sobreviver às custas de micenas;

Nietzsche foi taxado de louco,

E no Brasil, Cartola morreu pobre;

E a vergonha ainda maior,

Machado de Assis, o nosso maior nome,

Fez das tripas coração para sobreviver;

E então é assim, um dia quem sabe,

Não me vereis aí em alguma vitrina,

A virar um dia, um gerador de obras-primas.

 

Se Deus tivesse;

BH, 030102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

Se Deus tivesse de me legar,

O dom da palavra, e da escrita, e

Da letra, e do pensamento, e

Do conhecimento, e da razão,

Ele já teria há muito tempo,

Legado-me estes dons;

Pois não existe algo que eu

Mais peça a Deus do que este,

Que é possuir o dom

Do segredo das palavras;

Se Ele quisesse eu já estaria,

A sobrevever, e a me custear,

Com os recursos gerados,

Pela arte que eu tento encarar,

Mesmo contra a vontade Dele;

E como bom mendigo, e pedinte,

Continuo sempre com a petição,

A pedir inspiração,

Criatividade, e inteligência;

Continuo a pedir eternamente,

Sabedoria, e genialidade,

Conhecimento, e maturação;

Mas Deus parece não me ouvir,

Eu não frequento a IURD,

E nem outro tipo de igreja,

Que faz do evangelho um comércio;

E um meio de levantar fundos,

Para a boa vida de pastores,

E obreiros, e demais colaboradores;

Eu não desejo pagar por minha salvação.

 

Sou do tipo de homem;

BH, 030102000;

Publicado: BH, 0240502013.

 

Sou do tipo de homem,

Que não desperta interesse,

A mulher nenhuma;

Porque eu sou do tipo,

Que gosto de me ver,

Do jeito que eu sou,

E não do tipo qaue as mulheres,

Queem me ver;

A mulher gosta de homem musculoso,

Eu não tenho músculos;

Gosta de homens com cabelos bonitos,

Eu sou totalmente careca;

A mulher gosta de homem sem barriga,

Eu sou barrigudo até demais;

Ela gosta de homem sem barba,

Eu sou barbudo, edeixo

A minha barba totalmente

Ao Deus dará;

Não cuido, e nem trato,

A não ser lavá-la, e penteá-la;

Uso poculos por miopia,

Sou meio surdo, e indeciso;

Tímido, e retardado,

Sem audácia, e coragem;

Jamais homem do meu porte,

Despertará interesse em alguém,

Que seja normal, e inteligente;

Para se ter uma ideia,

Até as prostituas, e meretrizes,

Recusam-me, e repelem-me;

Não me querem nem 

Ao ver a cor do meu dinheiro.



Escrito por Ivanovitch Medina às 12h40
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   Só a virtude; BH, 01901202001.

Só a virtude para substanciar-me,

Consolidar em mim, ao concretizar meu sonho;

Só a virtude para unir e para formar e fazer

De mim uma substância, e unificar pensamentos

E alma e espírito e ser e mente, intimamente;

Preciso identificar-me com a minha consubstancialidade,

Com a minha unidade de qualidade consubstancial; é esta 

A construtura que falta-me, é o meu modo de 

Construir-me que falta-me, é o meu construtivismo que precisa

Envolver o meu vazio interior, como a ação construtora,

Com a doutrina estética da época de 1920 que se opõe à

Escultura tradicional, ao usar adorno de linhas e planos,

Pois não quero mais ser um constrangido, é viver igual

A um coagido, contrafeito com a vida, forçado a ser feliz;

Adepto do constitucionalismo elevado, do sistema,

E do partido dos sectários do regime constitucional,

e não do que querem fazer com o povo, a elite,

E a burguesia, ao deixar o povo com prisão de 

Ventre, resfriado, e gripado; ao deixar o povo

Endefluxado como se estivesse constipado;

Sei que é entristecedor falar nessas coisas a

Toda hora, sei como é angustiante falar

Em bufguesia, e em elite, porém, é de 

Deixar qualquer um em estado consternador,

O que elas querem fazer com a nação; fico

Realmente desesperado por não poder fazer 

Nada, angustiado por não poder mudar a 

Vida de tantas vítimas; abatido por ver

Tanta miséria e pobreza, prostrado, e triste

Por tanta desgraça, que é lançada sobre

O povo disprivilegiado; estou consternado,

Meu céu não é mais brilhante, meu universo

Não é cheio de constelações; não tenho mais

O firmamento estrelado, é muita tristeza,

A treva abocanhou o brilho constelado, e fiquei

Na escuridão completa da ignorância; e da falta de 

Virtude que não herdei de ninguém, e nem 

Do mais longínquo constantinopolitano, de 

Constantinopla, na Turquia; sobrou-me intrigas,

Mexericos, diz-que-diz-que, boatos; e consta

Que não sobrou-me nenhum valor de 

Alaguma conspicuidade, ou de notabilidade

De conspecto, de presença, vista, ou aspecto; e

Tolo, fugi de consórcio, da associação, e de toda

Comunhão de interesses; desprezei casamento, odiei

Matrimônio, subjuguei esponsal, pensava que tudo

Era nocivo, e fazia mal; e escondia-me da reunião

De diversas pessoas, para não participar através de

Contribuições convencionadas, formarem um fundo

Destinado à aquisição também periódica de certo

Bem; e o qual é sorteado entre participantes

Ainda não beneficiados, e eu não gostava

De nada disso; não era cônsono com a

Maioria, e nem sabia ser consonante, para

Harmonizar-me com todos, concordar-me com a

Maioria sem despeito; e vivia sem formar

Consonância, e sem consonar, igual ao transformar

Em consoante uma semivogal, ou consonantizar

Semivogal em consoante; e então, saibais

Do meu consolo aparador, do meu consolidativo:

É o próprio para a virtude; é o meu algo mais

Consolativo, e que consola o meu coração, mas,

Não existe nada de consolante, para aquele

Que morre, sem realizar seus sonhos; e eu por

Morrer assim, sem realizar meus sonhos, não morrerei

Consolado; não teri um fim aliviado, de alma

Contente, de ser resignado, e conformado, morrerei

Sem ter um sonho sequer realizado; e nem

Para "Ad Maiorem Dei Gloriam," pelo lema dos jusuitas, a

Maior glória de Deus, eu serei salvo; pois não tenho

Virtude, e "ad multos annos," para muitos anos ainda,

Tal a fórmula de saudação em aniversários, penso

Que sofrerei pela terra; e por não saber consorciar o

Bem com o bom, por não saber unir em sociedade

As coisas úteis; e não saber associar as relações da humanidade,

E nem conciliar as consocias, penarei muito ainda;

Falta-me o algo consociável, o papel do consogro, de

Pai dos cônjuges em relação aos consogros, e a consogra; e me

Falta o amor maior conservativo, o conservar o fim sóbrio em mim.

 

Meu ofício;

BH, 0200102001;

Publicado: BH, 0160502013.

 

Meu ofício é separar os caminhos, como o operário

Conserveiro das estradas de ferro, e de rodagem; ou

Fabricante, e vendedor de conservas, considerado,

Respeitado pela sociedade, examinado profundamente,

E meditado, tanto quanto um pensamento de virtude;

É o consignador da paz, o entregador da felicidade

De porta em porta, o confiador dos segredos de todas

As almas e suas virtuoses consignantes, e que consignam

Por uma vez a quem se obriga a pagar anualmente,

Determinada pensão de valor consignativo; conservanista,

Mas sem o odor da carrança, o comum do rotineiro,

O tradicionalista rudimentar, que gera a traso;

A consensualidade deverá ser no caráter e na

Qualidade consensial, que consente o progresso, e

Que é consenciente no desenvolvimento, sem

Causar danos às grandes tradições; sem querer ter

O ar conselheiresco, próprio do aspecto de conselheirático,

E que tem modos, atitudes graves de conselheiral; penso

Que toda conservação sábia é uma conquista,

Uma obtenção de virtude, uma consecução de inteligência ,

Um conseguimento de sabedoria; tento ser um

Conseguidor consecratório, que pensa consagrador o

Clássico, que faz-me confiar, como alguém em sua

Porça ou poder; num assunto para concentrar-me, ou

Determinado a ter consciência de algum ato, ou

De alguma coisa, como o adquirir conscientizção; eu

Sei que eu não sei conscientizar-me, não sei como é,

Confesso; não tenho consanguidade com a elevaçõa,

Não herdei de parentesco, de sangue paterno, e

Materno, o valor consagrado da honra: não soube

Ser o que recebeu consagração, não aproveitei, e

Joguei fora, e é por isso que sou um vencido;

Um homem subjugado, sem um bem adquirido,

Por luta, ou por custa de muito trabalho; sou um

Homem conquistado em todas as batalhas, e que não

Tem um ganho de vitória: e só sigo "ad nutum",

Como o que depende da vontade de outrem; e só

Ando, pela vontade de uma das partes, em posição

Superior, e de mim nada ficará para "ad

Perpetuam rei memoriam", nada terei para perpetuar

A minha lembrança, ou de alguma coisa, ou fato, ou

Acontecimento relativo a mim; em vida fui

Conjurador, feiticeiro falso, conluiado contra os

Fracos; combinado contra os oprimidos, cumliciado

Contra os pobres, aliado aos poderosos, ligado aos ricos,

Uma vergonha conoidal, uma aberração conóide,

De corpo semelhante a um corpo gorduroso; sem a

Função da superfície gerada por uma seta, que

Se desloca paralelamente a um plano, a apoiar-se

Sobre uma reta, diretriz retilínea, e sobre uma

Curva, diretriz curvilínea conjeturável, de

Pelo menos um produto conjeturador; se ainda

Interessasse-me pela conquiliologia, pelo tratado das

Conchas, transformasse-me num conquiliologista,

Numa pessoa versada em conhecimento conquiológico,

Fugiria um pouco do desejo de doutorar-me em

Mim; esqueceria um pouco algl tão abjeto, e

Pensaria mais nas coisas mais importantes que

A natureza possui; já que eu não possuo nem

Natureza, sou um conocarpo, um que tem frutos

Cônicos, vazios, ocos, opacos, e de mim para mim,

Não se pode conjuntar nada; é ligar o nada ao nada;

É ajauaanatar as palhas com as penas, as folhas secas com as

Fuligens, e não mereço nem a conjunta, a tira

De couro, macia demais para mim, com que se

Prende o boi ao jugo pela base dos chifres; e aí,

Meu Deus, estou desprotegido, não sou convalve,

A concha cônica não protege-me; meu corpo

Não é mais atlético, e já sinto vergonha e

Escondo-me para não ir ao conistério, a

Sala onde outrora, os atletas polvilhavam o

Corpo; e o meu olhar, hoje, é só para coniscópio,

Que parece aparelho para observar a poeira; e o

Conirrostro, a espécime dos conirroastros, os

Pássaros caracterizados pelo bico curto, e cônico,

Como o dos pardais, deixam sempre herança

Hereditária para seus filhotes, e eu? que

Herança deixarei para meus filhos, se

Nem virtude eu tenho? o conimbricense,

Ainda tem um passado; o conimbrigense,

Ainda tem uma história; e o coinbrão ainda

Tem Coimbra, e eu? que não tenho nada, e

Minha história morreu; meu fruto secou,

Passaram motosserra no meu tronco, ceifaram-me.

 

Como um ontraforte;

BH, 0160102001;

Publicado: BH, 0160502013.

 

Como um contraforte, um forro que reforça

A parte posterior do calçado, ou como qualquer outro

Forro que se emprega para reforçar uma peça que

Reveste, e como uma obra maciça de alvenaria,

Que reforça um muro, ou uma parede; montanha que

Corre junto a outra, ou entesta cm ela,

Sem hipocrisia, dispo-me das minhas

Depressões, dos meus errps, e reforço a virtude

Que está em mim; lógico que não é

Fácil, e às vezes fujo, e saio das minhas linhas

De conduta, e de moderação, porém, só sou

Um ser humano; não tenho a perfeição de

Um contrafixo, de uma pequena chapa

De metal que reveste o orifício em que

Gira o eixo de ferro; meu pensamento é tal

Um designativo contrafloreado do escudo,

Que tem florões opostos e alternos; é uma

Fileira atrás da outra, é peça de madeira que

Escora obliquamente a armação do telhado;

É uma ideia contrafixa, um ideal de contrafileira,

Em suma, uma falsificação, adulteração de

Homem; uma contrafação, contrafeição de ser,

De existir, mas penso que tento; sei que

Não é mole, não é a aduela contígua

Num arco de platibanda, não é um contrafecho,

Faixa dividida em duas, de diferente

Esmaltes, nos escudos, na contrafaixa; tenho

O meu fingimento, bem sei, tenho a imitação

Fraudulenta da alma, sei bem; conheço a

Contrafação que apresento à humanidade,

Os contraestais, cabos náuticos que reforçam

Os estais, não mais firmes; não são a revogação

Clandestina de uma escritura pública, esta

Contraescritura irracional, geradora de

Todas contraescrituras, com todos os caracteres

Da matriz; a contraescota, o cabo náutico com

Que se facilitam as manobras da escota, é

Mais prazeroso de se manusear; todas contraescotas

Não nos fazem assim tanto efeito nocivo,

Quanto ao que fazemos uns aos outros, e

Às vezes a nós mesmo; somos a nossa

Contraemboscada, a emboscada que fazemos

Às outras contraemboscadas do nosso interior;

E abominar a mentira com a resistência

Dos pranchões, dos dormentes que reforçam

Outros, e que sae prolongam com eles da

Proa à popa de um navio; com a rigidez

Dos contradormentes, acredita, defendo a

Verdade, mesmo com toda a contraditória;

Com toda a proposição oposta à minha: tento,

Juro, sou contestado, mas tento; sou impugnado,

E continuo, sou contraditado, e quero,

Mesmo contradito, deixar escrito o meu dito;

Por favor, aceita, sou contraditável a tudo

Que se pode contradizer, por favor aceita;

É um contracunho, uma peça com a impressão

Gravada em sentido conrário à gravura

Do cunho, e quero cunhar outra vez, quero

Contracunhar a minha letra; e com toda

A contractilidade que existe dentro de

Mim, quero expandir-me, deixar de

Ser contráctil, e sempre com virtude

De contracoticado, de escudo que tem

A cotica dirigida da esquerda para a

Direita, e vasto, como a costa marítima,

A contracosta no mesmo continente, ou

Da mesma ilha, e com a chave com que

Se decifra uma escrita enigmática,

Com a mesma contracifra, mostrar à luz do sol,

Toda a treva que sufoca-me, e mostrar

Meu orgulho contentadiço, e que se

Contenta facilmente, e apagar de vez

De mim o contendedor, e expulsar aquele

Que contende-me, o contendor da felicidade,

Que não pode se apoderar de mim, pois,

Sou o meu próprio contemptor, o meu maior

Desprezador; sou eu mesmo, com o meu

Contempto, com o meu desprezo que sinto por mim.

 



Escrito por Ivanovitch Medina às 12h30
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   Será que eu ainda; BH, 0110102000.

Será que eu ainda não estou preparado?

Ou o que me faz sentir assim, é a insegurança? ou

É a falta de esperança por não acreditar,

Que possuo competência, e fé em mim?

Possuo capacidade, e saberei superar a depressão,

Não quero ser acusado de egocentrista,

Tal qual o Dante Alighieri foi acusado,

Por se retratar em sua obra-prima;

Mas se pelo menso em mim é porque ,

Não consigo transpor os mínimos detalhes,

Que outro ser humano qualquer já transpôs,

Sem deixar qualquer tipo de sequela;

É só por isso, e por nada mais,

Não me julgueis, e nem me critiqueis,

Sei que sou tolo, e bobo, e que a burrice,

Sempre possuiu meu ser, e nao sei o que fazer;

Fugir desta condição humilhante,

Fugir desta áurea de assombração

Macabra, e fantasmagórica, tal aparição,

Tipo ETs de planetas inviáveis;

Tipo ectoplasmas materializados em sessões

De mediunidade de fundos de quintais,

Ou tentar, e tentar, e tentar, até acertar?

A compreensão humana ensina ainda,

Que errar, é verdadeiramente humano,

E ensina ainda também que,

Permanecer, e insistir no erro, é burrice;

Eu estarei sujeito a errar sempre,

Pois continuarei a persistir, e a permanecer;

Pois eu estarei sempre a tentar,

Até conseguir de vez acertar, e erradicar

A burrice, e a tolice, e a bobagem que são

As causas mortis, e a angústia extrema,

Do meu combalido, e vazio coração;

Não quero ter nunca autosuficiência,

Não quero ser nunca prepotente, e sem modéstia;

Exijo sempre de mim, ser modesto, e sóbrio,

Politicamente correto, ético, e racional;

Exijo sempre de mim muita educação,

Cultura, e intelectualização, e leitura;

Exijo sempre de mim muita lucidez,

Espiritualidade, e genialidade;

Nem sempre, às vezes, os meus intentos,

Correspondem aos meus anseios;

Nem sempre meus desejos são realizados,

Prém, morrerei a procuar o caminho,

Morrerei a procurar desesperadamente,

O meu enquadramento físico, e mental;

E quando me sentirei então, plenamente satisfeito,

Satisfeito comigo memo, e com o mundo,

Satisfeito com as causas, e com os efeitos?

Com as respostas tão almejadas, e esperadas,

Com as soluções claras, e iluminadas,

Tão simples e singelas,que nem percebemos?

E repetimos todos os nossos defeitos mal feitos,

Nossos complexos, e preconceitos, e desfeitos;

E morremos com os nossos tabus, e tradições,

Nossos dogmas, e mitos apodrecidos,

Aos quais nos agarramos com unhas, e dentes;

E não nos livramos, e nem nos libertamos,

E não libertamos os nossos semelhantes;

Ao ajudar a afundar ainda mais,

Ao ajudar a confundi-los, e afogá-los,

Em mágoas, e remorsos, e arrependimentos;

Inventamos mais pecados, e mais mentiras,

Escondemos a verdade da verdade; nos

Escondemos na mentira, e fingimos,

Nos entregamos sem luta, e perdemos;

Perdemos nós mesmos, e a liberdade,

Perdemos duplamente a alma,

O espírito, e a condição de projetar

Na tentativa da perfeição eterna;

Muito triste é a constatação de limitação,

A vida a se transformar em mero sopro;

Um assopro gélido, e tenebroso que,

Faz never tempestuosamente dentro de nós;

Mas, só eu mesmo posso me dizer,

Se chegarei ao fim da viagem,

Se despertarei do sono sem sonho,

Ou se transformarei em pesadelo fatal,

A realidade que se estende perante mim,

Igual a linha do horizonte no amanhecer;

Ninguém mais me confundirá,

Com ideias sem ideais concretos;

Ninguém mais me confundirá,

Com pensamentos sem vestígios de razão;

Ninguém mais me deterá na força,

Sinto-me mais forte do que antes;

O escaravelho menino que arrasta,

Caixinha de fósforos cheia de pedrinhas;

Sinto-me mais forte do que um fantoche,

Do que um bêbado fanfarrão que bufa,

Pela madrugada â fora contra as sombras;

Que teimam em permanecer escondidas,

A fugir da presença real da luz,

Que rasga as entranhas do amanhecer,

Como uma moça que acaba de ser estrupada;

Apesar de resistir em ceder, e em aceitar,

A ação selvagem da fera que a quer devorar;

Sou mais eu agora, e nítido,

Mesmo quando aqueles lautos, e estriões,

Permanecem nos faustos banquetes, e butins.

 

Sou uma acumulação; 

BH, 0230102001;

Publicado: BH, 090502013.

 

Sou uma acumulação de coisas,

Um acervo bom e ruim; uma reunião

Informe, congérie do bem e do mal; e 

Minha congeneridade é de caráter e 

De qualidade de humano: nada 

Tenho de Deus, e nada tenho de santo;

E para ser confortativo, para ser próprio

Para confortar a mim, e mais a todos, como

Um medicamento fortificante, nada

Trago de Diabo, ou de Demônio dentro

De mim; trago o meu ser confortado,

Meu espírito fortalecido, e meu coração

Animado, e bem agasalhado, na 

Confortabilidade do meu peito, e na

Comodidade da minha alma;

E aqui confitente, aliviado como a 

Pessoa que confessa, com o pensamento

Confirmatório, e que contém a confirmação

Do ideal, torno a confirmar a minha 

Confissão; reafirmar meu manifesto,

Comprovar meu álibe, ratificar minha 

Palavra; e validar antenticamente toda 

Ideia que me forma, que confirma a

Elevação do meu ser e corrobora tudo

Que já tenho dito confirmamente,

Sem comprovante do medo; sem o

Confirmativo da covardia, e com

O comprobatório da inocência, com

Ar confirmador de inocente, do sacramento,

Da Crisma, e da parte do discurso em

O orador desenrola as provas, mostra

A comprovação, que me deixa confioso,

Cheio de confiança, e com a confinidade

De esperança dentro de mim; e depois

De ter confessado, e de ser declarado

Livre, exposto à luz do sol; e revelado

Os meus erros, reconhecido o perdão

Pela assembleia conferencial; e assinada

A alforria pelo conferenciador, comemorei

Com muita confeitura; com muitos pratos, e

Com pratos para servir doces, e com lábios

Cheios a beijar a boca da mulher que faz

E que vende doces tão gostosos quanto os

Beijos; e para confeiçoar, preparar os medicamentos,

Com várias drogas de animar coração,

Prefiro manipular bolos de confeitaria,

Confeccionar alegria sem poluir a confeição.

 

Fico triste quando olho;

BH, 0230102001;

Publicado: BH, 090502013.

 

Fico triste quando olho para o céu,

E não vejo nenhum urubu a voar, no

Meu céu conederativo; e a tristeza

Causa-me o choro confeccionador

De lágrimas de cônego; de dignidade

Eclesiática, de religioso que vive

Segundo um cânon; uma regra, instituto

Monástico, que perdeua cônega; perdeu a

Canonisa da condutividade, do inverso

Da resistividade da condutância;  e da

Propriedade que possui uma substância

De e em presença da diferença de tensão, ao

Permitir a passagem da corrente; é o valor

Inverso da resistência do condurango,

A planta medicinal da família das

Asclepiadáceas, para o condroma; o

Tumor formado por tecido cartilaginoso,

Condróide, semelhante à cartilagem do

Condroblasto; célula do tecido condro,

Do grego khondron,do condrionato, que é 

Cada um dos elementos granulares,

Dispostos em colar no citoplasma; no

Condrioma, conjunto de granulações

De natureza lipoprotéica existentes

No citoplasma, concrioconto, em forma

De bastonetes, constituintes da condrina;

Substância gelatinosa das almas do

Ser condolente, compassivo com todos,

Pesaroso, e dondoído, compadecido

Com o sofrimento; e apiedado por causa

Da miséria, e considerado por causa 

Da pobreza, é o espírito codimentoso,

Que tem, e está cheio de temperos de 

Virtude, superior à droga que cura; 

O condiloma, excrescência de aspecto,

Verrucoso no ânus, ou nos órgãos genitais;

Superir ao condilóide ondiliano

A viver com condignidade, com

Qualidade, e com caráter de homem

Condigno, sem ser condicionado; sem

Ser imposto, nada como condição, e ser

Ser tornado condicional; tal o ar

Que é depurado, e que apresenta

Temperatura, e grau de umidade

Adequados, para sua atilização

Em recinto fechado, fico triste quando

Não vejo o céu aberto.

 

Quando o coração não tem;

BH, 0230102001;

Publicado: BH, 0110502013.

 

Quando o coração não tem ânimo,

Quando o coração não é abrangente,

Não compreende, e nem abarca, e

Nem inclui no seu interior a força da fé,

E algo compatível aom a paixão, algo

Conciliável com a coragem, e harmonizável

Com a verdade, não é um coração que exerce

Um encargo com a liberdade; não é comossionado

Com a virtude, e como entidade de forte presença, e

O possuidor daquilo que constitui a essência de

Alguma coisa, o teor da existência, e a soberania da

Individualidade; não existe ingrediente capaz de fazer

Bater esse coração, e fluir nele o sangue da salvação;

Não existe ingrediente que o transformará num

Coração luxuriante, viçoso, e exuberante; ou num

Coração de mártir, de pessoa que sofreu tormentos,

Tortura, ou a morte por sustentar a fé cristã, com a

Firmeza de um estóico; impermeável que não se

Deixa atravessar pelas lágrimas, e nem se atingir por

Insolência alheia; ou atrevimento conflituoso, desaforo

De outra alma, ou ousadia de outro espírito, que não

Seja o próprio; quando o coração não é irredutível, de

Sangue indomável, de batida invencível: ele sofre,

Sequioso por viver sedento por amar; cobiçoso por

Justiça, e ávido por virtude, e todo ingrediente

Coniforme, não será suficiente, para animá-lo;

E o jardim conifloro plantado no peito, e que tem

Floresa de formas cônicas, de vegetal conéfero,

Cujo fruto também tem como a conífera, espécime das

Coníferas, da classe de plantas gimnospérmicas; que

Como o pinheiro, produzem frutos em forma de cone,

Será sempre um coração igual ao meu, onde uso todo

Tpo de ingrediente coni, do latim conu, grego konus, e

Konis, e sinto que o meu destino é só o pó, a poeira, e

A cinza, pois é conhecível o meu fim; não tenho um

Coração satisfatório, tenho no peito uma cnha, uma

Excrescência, como a do toco das árvores, desde a base,

Até certa altura; não existe congnidade nele, e a toda

Hora, ele me trai; lança-me por terra, derruba-me, e

Sinto-me um congruado que, esperançoso, e necessitado,

Não recebeu a côngrua, a pensão que se dava aos párocos,

Para suas convenientes sustentações; quando o coração não

É congratulanye, e ainda demonstra às claras que não é

Congratulador, e faz questão de apresentar que não tem

Congratulação, e nem uma saudação cordial; é como se ele

Fosse uma congosta, uma rua estreita, e comprida, suja, e

Tortuosa, uma azinhs de congosta; todo o contrário da

Congorsa, o belo arbusto de flores da família das Apocináceas;

É um ser conglutinoso, pegajoso, e viscoso, que causa

Vergonha, e aasco, e que espalha o caos; e detesta a

Congobação, odeia a reunião de coisas, e pessoas no

Globo, e a cumulação da vida no universo: é um bem

Triste coração congestivo.

 

Cheio de pendências;

BH, 0200102001;

Publicado: BH, 0110502013.

 

Cheio de pendências, nada tem

Dado certo para mim, é áspero o meu

Terreno, e confragoso o meu viver;

Tenhoo destino de oprimido, e vida

De torturado, vivo constrangido, e passo

O dia, contrafeito na esquina; meu

Corpo é contorcido por dores sem igual,

Meu semblante é de confrangido,

Que não sabe confraternar, e ter um

Elo para ligar como irmão, e a

Confraternidade, na união

Fraterna, e a amizade como a

Que deve, e costuma haver entre

Irmãos; falta-me é o conviver fraternalmente,

Ser dos mesmo sentimentos,

Crenças, ou ideias de outrem, e

Irmanar, sem ser confrontante;

A alma que confronta a outra,

O vizinho confronte que ataca,

Não respeita, e hostiliza; e o

Limitante violento, o lindeiro

Sanguinário, é preciso dar um 

Bata, e por em evidência o 

Espírito confuciano; o relativo a 

Confúcio, vasto e celeste filósofo

Chinês, 551-479 AC, e recorrer aos seus

Ensinamentos, buscar auxílio, e

Amparo nos seus princípios; para

Socorrer-se das agruras sem fim;

E confugir sem ser confundido,

Para não andar mais assustado

Pelas ruas da cidade;para não

Ficar mais com o pensamento

Atordoado; envergonhado consigo

Mesmo, embaraçado diante das

Pessoas, a sofrer contestação;

A passar por impugnação, refutação, e

Confutação de todas as espécies;

E quanto ao antagonista confutador,

Evitar na diplomacia; levar

Na boa política o refutador, não

Na política da elite, e da burguesia,

Não na política do neoliberalismo,

Da globalização, e passar para o 

Lado do pobre refutador; do operário

Contestador, sem emprego, e passar 

Para o lado que representa o

Lado impugnador das maracutaias,

Dos jabaculês, das propinas, e jogatinas;

E nada de reprimir a greve legal,

Nada de rebater a voz do povo, nada

De contrariar a classe trabalhadora; e

Nada de impugnar a ação popular,

Refutar a verdade, e mais,

Nada de confutar a

Liberdade, conjuta, e individual; e

Ser confutável com a mentira,

E garantir a tradição, como a

Congada, a dança coletiva de negros,

Com lembranças das guerras

Contra os mouros, e nas demonstrações

Folclóricas atuais, em que se apresentam

Congadas, e há congos de todas as

Raças, em festiva comissão;

E o medo congelativo, e a

Covardia que faz congelar,

Deixar o ser congestionado, tal o

Que sofreu congestão, e apoplético de

Rubro, congesto, usa a congenialidade,

A qualidade do que é congenial,

E tudo conforme ao seu gênio,

Ou à sua índole, e como alguém

Próprio de natureza de austero,

Enfrentar o que o pavor te oferecer. 

 

Às vezes eu;

BH, 030102000;

Publicado: BH, 0150502013.

 

Às vezes eu escrevo e fico empolgado,

E às vezes eu escrevo, e chego à 

Conclusão de que não deveria,

Ter escrito nada do que escrevi;

Pois se nada mudou a minha vida,

E nada trará de benefício à 

Humanidade, e à cultura;

Às vezes eu escrevo, e acredito,

Outras vezes eu escrevo, e fico

Envergonhado do que escrevi;

Porém, apesar de tudo, eu penso

Que a coisa de que mais gosto,

É de pensar e de escrever,

E de escrever e pensar;

Bem de qualquer modo,

Quero deixar registrado aqui,

Que eu sempre me preocupei,

Com a cultura e com o intelecto;

Sempre tentei alcançar a sabedoria,

A inteligência e o conhecimento;

Sempre procurei a criatividade,

A genialidade e tudo o mais,

Que o meu espírito,

Poderia comportar; e

Sempre tentei também,

Manter a minha mente ativada,

Minha memória em evidência;

Porém, sou falho e incompleto,

Limitado e ignorante, e

Eu não escrevo é nada,

De acordo com o figurino.



Escrito por Ivanovitch Medina às 17h13
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   Ai, quem me dera; BH, 02401202001.

Ai, quem me dera, ter o espírito

Harmonizador, a alma conciliante, e o

Ser conciliativo, ao não pensar em ódio, nem

Em raiva ou rancor; e a levar uma vida

De conciliário da paz, igual a do que concilia

Os povos ou tende a conciliar as nações, mas,

Sou um terreno conchoso, abundante em conchas,

Conchífero, de concheira, sambaqui e montículo

Sem proteção; e não tenho agasalho para a paz,

E quando faço um aconchego, quando tenho

Um conchego, sou repelido qual bicho do mato;

Ninguém é conchegado na harmonia ou

Mesmo aconhegado à comunhão; unido à

Irmandade, junto, em convivência pacífica ou

Agasalhado ao mesmo teto do amor;

Só queremos mesmo é conchear, ornar ou

Revestir de conchas nossas aparências, ter o semblante

Concheado e o espírito conchavado com a

Guerra; combinados com os belicosos e conluiados

Com aqueles que querem fazer o mal; uma 

Concharia de sofrimentos, infelicidades e rancores;

Não adianta conchar ao conluio, fazer conchavo

Na surdina contra a tranquilidade; fazer 

Combinação para acabar a serenidade, e 

Acordo para gerar o pânico e o medo na

Conchamblança da covardia, do terror

Conchado dom o horror do pavor concessivo e

Concessório como o caos, a tragédia e a catástrofe;

Meu povo, o bom é o concertamento, minha

Nação, a boa é a harmonização, minha

Humanidade, o certo é a concordância, o acordo

Com o bom para que façamos o bem concertado,

Harmonizado com o vizinho; concorde com o 

Homem de rua, conciliado com o inimigo, a

Desarmar o ego confrontado e o que for

Arquitetado contra a vida e ter a esperança

De todo aquele que faz concernência ao mal,

Faz referência às trevas, e pertinência a alguma

Coisa ruim, um dia mude de conduta;

Que seja um conceptualista, um adepto co conceptualismo, da

Doutrina filosófica segunda a qual os universais,

Existem como conceitos mentais apenas, sem

Presença real na natureza, ou outra conceptível; o

Concebível por outro ser, mais superior e que o bojo

Dele seja um conceptáculo, ou um receptáculo, tal

À parte de alguns cogumelos onde se alojam as

Células reprodutoras; só que as deles sejam as

Que reproduzaem bons fluídos e concentricidade

Comum para fazer convergir ao mesmo centro, os

Que querem salvar a espécie, a vida, o mundo, o

Planeta, a terra, o universo, o homem, a humanidade;

E tornar mais denso e mais forte o imã do amor,

Aumentar a proporção da substância dissolvida

Em nós; não dar expansão ao extermínio,

Ai, quem me dera ser um concentrador, um

Condensador de energia; um centralizador  de luz,

Para viver concentrado no espaço, reunido em

Um centro no infinito, centralizado no universo,

Absorto nos pensamentos filosóficos positivos, a viver

Condensado e contemplativo; ser um ser em que 

Se opera a concentração das soluções  ricas em 

Substâncias dissolvidas a todos os entes, a todo

Concento evoluído; de consonância elevada,

Harmonia áustera, concórdia de alto concelho, de

Circunscrição administrativa de categoria só

Imediatamente inferior ao distrito, de que é

Divisão, município e municipado, do latim "concilium";

"Ad quem", para o qual , bem informado do assunto,

O concelheiro, empregado e consultor, oficial do Concelho,

Não para a "quo" , que se opõe ao "ad referendum", o 

Dependente de aprovação ulterior pelo poder competente;

Continuo conceituado, avaliado no meu intento,

Considerado no meu meio, reputado onde passo,

Respeitado e acatado, por respeitar e ser sempre

Concedível, admitido na verdade; consentido na

Realidade, dado à liberdade, permitido à virtude,

Concedido à razão, por gostar de assuir à ética;

Admitir a lógica, consentir só o que eleva,

Permitir só o afirmativo, dar o positivo, outorgar a

Procuração para a vida ; conceder o empreendimento

Moral, o concebimento de onde não se precisa concavar,

Tornar côncavo e escavar para encontrar a concausa,

A causa concomitante que deriva o concatenamento do

Real com o físico e o mental com o sobrenatural.

 

Nada do que me forma;

BH, 0240102001;

Publicado: BH, 080502013.

 

Nada do que me forma é condestável,

Não sou como outrora, o chefe supremo do 

Meu próprio exército, e dos artilheiros; e o 

Eu de escudeiro-mor ficou esquecido, e o 

Intendente das cavalariças reais, quem cria ,

É a mídia; o título de infante, que nas 

Grandes solenidades, se colocava à direita do 

Trono real, quem cria é a propaganda,

Ou enredo de carnava, onde a condessa

Samba, em cima do carro alegórico, a viver

Um sonho, a pensar que é real; hoje perdi a 

Minha capacidade de complacente, não sou 

Mais transigente, nem comigo memo, pois

Aprendi com os outros, a nao ser mais tão

Condescendente com outrem; hoje, o ser que 

Condensa uma virtude, que tem o espírito

Condensador, a aglutinar as boas qualidades

Da vida, é sempre alvo de chacotas, e de 

Gozações; o próprio meio onde o homem vive,

Faz com que ele sinta vergonha de ser,

Um ser condensativo nas boas qualidades; o

Homem condensante nos seus princípios, é visto

Com maus olhos, e olhado de soslaio; é mais 

Perseguido do que um condenado, sofre

Mais do que criminoso; é tratado com um

Réprobo, e tem menos valor , e é bem menos

Respeitado do que um malvado; nunca

Será condecorado, receberá condecoração, como recebem

Hoje, os políticos ladrões; nunca será nobilitado,

Tanto quanto os ministros coniventes com a

Corrupção, e o entreguismo; nunca será realçado

À altura condal, à dignidade de conde, com

Território e condado, e a presença dele, jamais

Será concupiscível, exemplo desejável, e caráter

Ambicionável; todos só quererão o conculcar, e

Calcá-lo com os pés, como se ele fosse uma

Serpente venenosa, uma erva daninha, uma

Cobra traiçoeira; e todos só quererão o espezinhar, o

Postergar a imagem dele, desprezar o comportamento,

E aviltar a pessoa tão bem formada; é triste ver

O vilipendiador ser enaltecido publicamente,

Como homem de grandes serviços prestados à 

Pátria;é triste ver o desprezador da moral

E dos bons costumes, presidir um congresso,

Um senado nacional, ou uma câmara de 

Deputados; é triste ver um coculcador, com

Concúbito público, em coabitação paga pelo povo;

Em moradia de luxo, com dinheiro de impostos,

Que serviria para residência em comum; é

Triste ver o nosso político concubinar-se com a 

Roubalheira; amasiar-se com a desonestidade,

E de riso concrescível, debochar do povo na televisão;

De gozo que pode tornar-se concreto, ao zombar do 

Povo sem o menor pudor da concrescibilidade falsa,

Nefasta, e nociva; não respeita a opinião geral,

Não se importa com o sentir da nação, em 

Saber se é concordante, se é concorde com

Seus atos e ações; e só desfruta das benesses,

Quem é concordável, só se aprova um

Projeto, sobre o que pode haver acordo que

Trará lucros aos bolsos dos políticos roídos e roedores;

O homem justo não fica concordado com isso, o

Homem sensato não diz: aceito, não fica ajustado,

E nem dá concluimento a qualquer ação do

Ímpio, ele não põe conclusão ao ato do insensato,

Não deixa concluir uma falcatrua, e nas

Mãos do justo o ímpio estará concluído; o político

Estará a cabado, terminado seus dias, finda

Sua permanência de conclavista, encoberta

Pela impunidade parlamentar; cabe ao povo,

Então, uma conclamação, uma apelidação ao

Lalau, uma convocação ao Luiz Estevão, para

Que devolvão à nação, tudo que foi roubdo;

E nem julgamento concitativo, onde o povo concitador,

Com brado incitador, grito excitador, berro

Instigador, uivo insuflador, condene a todos

Eles, sem exclusão, à condição de emndigos;

A concitação popular, junto com a incitação dos

Pobres, e a instigaçaão dos excluídos, e a insuflação

Dos disprivilegiados, em ato concionário de resolução

Concional, fazer concionar, falar ao povo, em comício

Para a rengar, e discursar, e numa assembleia pública saudar

A nova eleição à classe dos mendigos.

 

Quero é esconder-me;

BH, 010201002001;

Publicado: BH, 080502013.

 

Quero é esconder-me, a luz me mete medo, e

Quero é ocultar-me, subtrair-me às vistas alheias, a 

Luz cega-me as vistas; preciso de um esconderijo,

Um lugar onde uma coisa, ou uma pessoa? como

Eu possa viver às escondidas: ocultamente, disfarçadamente,

Igual a quem se esconde nas sombras;

Quero ser um escondimento, antes da esconjuração,

Antes que o juramento com imprecações, me

Pegue de surpresa; antes que o esconjuro

Pegue-me distraido, pois, todos querem só

Esconjurar-me; todo mundo quer me amaldiçoar,

Exorcismar-me, como se eu fosse um esconso, um ser

Oblíquo e torto, daqueles que vivem nos lodos; nas

Lamas, e nos esgotos dos subúbios das grandes

Cidades; sinto que falta-me uma escota,

Um cabo para governar as velas das embarcações,

Sinto que falta-me uma embarcaçã; pois, não

Preciso escorvar, pôr pólvora na escorva, e quero

Todas as armas, sem a porção de pólvora que comunica

O fogo à carga explosiva, para beber inteiramente

De paz; e esgotar todas as vias que levam ao amor,

E escorropichar a guerra, e concientizarmos de que

Não precisamos dela; ela é pior do que a secreção

Oriunda de doença venérea, é um escorrer contínuo,

Que leva à morte; um escorrimento que causa a

Destruição de crianças, e mulheres, e homens; acaba

Com todos, do cabelo liso, ao cabelo crespo, deixa o

Sangue escoado, o coração esgotado; todo o ânimo

Escorrido de dentro do corpo e do ser; é só um eterno

Verter de lágrimas, um transbordar infinito de pranto,

Não é como o eliminar de um líquido que impregnava

Uma substância; extermina o homem de bom aspecto, o

Homem sem defeito, o dito escorreito, da mesma forma

Que extermina ao que sabe mentir; o que sabe exagerar,

Cometer falta e erro, resvalar-se na realidade, deslizar

Pela intolerância, e escorregar na maldade; é

O pior escorregão da humanidade, é a pior escorregadela

Da raça humana; e o bombardeio destrói até o

Escorregador, aparelho para divertimento infantil,

Que consiste num plano inclinado de tábua,

Com proteção lateral, de cujo topo se escorrega até

O chão; é um ato de efeito desleal, o que que as

Crianças têm a ver com isso? e o pior é que a

Paz não se deixar pegar com facilidade; a verdade

Está onde se escorrega facilmente, é escorregadio

O caminho da liberdade; é escorregadiço o atalho

Da esperança, é um deslize a segurança, é triste

Olhar e ver o escorredouro, o lugar por onde escorre

Água no rosto de uma criança; uma não têm 

Nem mais lágrimas para chorar: é hora de escorraçar

Do coração, expulsar, pôr para fora com desprezo, o ódio,

A raiva de escorpião; de aracnídeo que expele veneno

Por dusa pinças localizadas nas extremidades do 

Abdômen; é hora de mandar a raiva para algum

Signo zodíaco: quebrar o aguilhão, esvaziar a glândula

Venenosa; cegaros olhos laterais e medianos, arrancar as

Patas, cortar a cauda, separar o defalotórax, decepar

Os palpos maxilares, impedir as guelíceras; fças de tudo

Para escorrer a dor, faças de tudo para ferircom

Os cornos a infelicidade; e é escorraçar o sofrimento,

E tratar com desprezo o que não quer purificar a

Alma, e nem escorificar o espírito, como faz quem 

Vive para retirar, escoriar, como a escória dos metais; e 

Basta de produzir escoriações uns nos outros, basta 

De arranhadura, de ferimento nem superficial, ou esciriação

Profunda, nem de leve; é a humanidade a deixar de ser ralé, a 

Deixar de ser coisa desprezível, e a ficar acima do resíduo

Que se forma durante a fusão dos metais; é a humanidade 

Enfim a chegar à evolução.



Escrito por Ivanovitch Medina às 19h06
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   Contra a mentira; BH/SD; publicado: BH, 0290402013.

Contra a mentira, toda força é fraca, e o muito

Esforço é pouco; e descingir o mentiroso é obrigação

De qualquer cidadão de bem; desapertar a mentira é 

Necessário para instalar a verdade, alargar a verdade

É sufocar a mentira; e desamarrar a verdade é afogar

A mentira e o descimento do mentiroso ao redemoinho

No ralo do tanque de lavar roupa suja; a descida

Da mentira para a terra, com sua descensão e baixamento,

Começou com o surgimento do homem através dos

Elementos; o homem, que é descerimonioso, que tornou

O mentiroso simples, o ser mudano modesto na mentira

E lhano ao faltar com a verdade; mentir é o mesmo

Que descerebrar, é tirar o juízo do homem, e o tornar

Idiota e cretino; a mentira causa no cérebro o total

Interromper das comunicações do mesmo com os outros

Nervosos que estão abixo e talvez fazem até pior; danificam

Todo o contexto da imagem mundana; o boçal

Mentiroso é antes de mais nada um descerebrado, que 

Sofreu descerebração com a mentira na retirada

Da verdade já decentralizável, e que cedeu a centralização

À falsidade, e viu a descentralização da realidade;

Para mentir o homem é capaz de tudo, até transformar

Em descensional, a manter descenso na ilusão

E a afundar na descensão que engana e acelera

O descendimento para a sarjeta, a latrina, a retrete, onde

Todo mentiroso é depositado como um dejeto

Putrefato; é duro e árduo e difícil o descavalgamento

Da mentira, descavalgar a lorota é caro, desmontar a 

Patranha do cavalo não é para qualquer um; apear

A peta não é com pouco caso, descer da cavalgadura

A poçoca só com muito descavar; e escavar a potoca

Tem que ir no fundo, a rodela é igual a um só

Decaveirado solitário e muito bem enterrado; é o

Juízo errado escaveirado, persuasão falsa de mentirola,

Pois não existe mentira inofensiva, e cabe ao sábio a única

Obrigação de descelular o demagogo, desfazer as células

Do que mente, do falso enganoso e oposto da verdade;

Aquele que mente é com relação a pessoas um bombista,

Faveiro e gandavo, loroteiro e boateiro; marombado

E pábula, e com esse potoqueiro, descautela é fatal;

Falta de cautela com potoquista é suicídio, e

O mentir não tem caule, é descaulino faltar à verdade;

O mentido deveria ser descaudado e o vão e o ilusório

Cada um por sua vez também descaudato; é desrabar

O mentideiro, tirar a cauda de quem esta no lugar

Onde se inventam mentiras e falidades; descaudar

O mentecapto, alienado pela mentira é cortar a língua; deixar o néscio

Desrabado para ser conhecido em praça pública, e 

Usar de tudo contra a mentira: a mente, a faculdade

Da alma, o espírito, o intelecto, e a disposição da imaginação

E o intuito; todo aspecto psicológico das funções biológicas

Do organismo, segundo Noyes, e de má e de boa vontade;

Banir a mentalidade da mentira e a mentira da 

Mentalidade, sem chances para ela vencer; nem no

Aspecto mental, e nem na qualidade de movimento

Intelectual; e descativar o verbo mentir, principalmente

No meio político, livrar do cativeiro do abismo

A verdade; e soltar a realidade , desprender a liberdade, e 

Libertar a voz da razão, e errar será deixar de ser descaso,

Falhar será deixar de ser desatenção; inadvertência  do

Minto, desprezo do mentes, descascadura do mente, e o 

Descascamento do mentimos; o ato de descascar o mentis

E o mesmo que descascação do mentem, o final descasque

Do minta, e da descasca do mintas; o descascador

Do mintamos, tal a máquina de descascar cereais do 

Mintais a completar a descascadela do mintam que 

Vale a pena; esta é uma crítica violenta que faço 

Sem descasar-me do ódio e sem anular ou desfazer

Meu casamento dom a cólera; ou desacasalar-me da 

Ira, desimanar-me da raiva, desemparelhar-me 

Do rancor; e divociar-me do horror que causa-me

Assistir depoimento e acareação de político mentiroso;

Mercadoria imprestável e pessoa evasiva são cartas

Rejeitadas no jogo da democracia; para descartar da 

Filosofia e para descarte da sociedade, mentiroso

Só serve para descarreirar, descaminhar da carreira, e

Traficar descarregamento de contrabando, desvio

De descaroçamento, atalho do descaroçar de cada

Vez e muito mais  do descasamento; o descaso é perpétuo,

E descaroável, e o que é descaridoso com a verdade,

Sem caridade com a realidade, e inclemente

Com a liberdade da descarnadura, do descarnar da

Rede armada para a armadiha e a traição;

O bafo descarinhoso da morte, o salário do pecado

Que não tem carinho, é seco e severo e rígido; e

Que não tem, e no que não há caridade, só há

Eterna e sempre e infinita descaridade, esse é

Um descargo, espero, o cumprimento de uma imputação;

Um alívio esperado, um ato de desobrigar e uma

Desincumbência da consciência, desembargo que faço

Da essência da mentira; e mato-a na raiz, faço-a

Descarar em nome da verdade, do pejo e a desavergonhar;

Faço-a perder a vergonha e a tornar atrevido e impudente

O espírito da realidade, e a descarapuçar o vil mentiroso; e

Levantar a carapuça do ignorante que quer descapacitar

Pela enganação, despersuadir pela demagogia,

Dissuadir pala fisiologia, e o perder da capacidade,

Os que não estão acordados; e do descanto, e do canto

A vozes , da música do descante, da poesia, da cantiga , do poema,

Magia, vale tudo no descanta rda verdade, vale tudo no cantar o fim da

Mentira; vale tudo no celebrar o último desbrio da burguesia, e a última

Falta de brio da elite; chegou o pundonor, é o bastar do desbriamento

E da sem-vergonhice de cada político desbrioso,

Que não tem mais jeito, não tem mais brio, não é

Mais brioso, só descabeçado pela corrupção; sem juízo pelo

Lucro, maluco pelo dinheiro, desmiolado pelo poder,

Pena de morte para deputado ladrão; descabeçar senador

Que rouba, decapitar presidente vendilhão, desatina ministro,

Enlouquecer o usurpador, é muito descaimento na política, para a

Declinação; chegou à decadência, ao abatimento e prostração,

Mas, ainda resta a esperança de que um dia eles vão aprender;

E a verdade será soberana, a mentira perderá toda

E qualquer cidadania; é hora da descalçadela dela,

é usar um descalçador, algo que a descalça, como o que

Faça parar a descalcificação, a perda de cálcio nos ossos;

É o descalcificar que enfraquece o descalhoar, o poder

De limpar dos calhaus , e o descaliçar, ou o escaliçar para

Livrar da caliça, e plantar num descalvado, num terreno

Escalvado, arenoso e sem vegetação, para que a mentira

Não frutifique bem, não haja no nosso desprovido coração.  

 

Antes desta precauções;

BH, 0260502001;

Publicado: BH, 0290402013.

 

Antes destas precauções para quando deparares com 

A ignorância humana, quero eu próprio, um ser bastante

Ignorante, despir de mim, nestas precauções, toda a minha

Ignorância e redimir-me perante os homens que conviveram

Comigo e conhecem meus defeitos, mais do que eu; e quero cavar

Profundamente em mim e continuar a cavar e ir mais e mais 

Fundo ainda, para poder demonstrar aqui, o arrependimento

De vida que guardei até agora; redimo-me, e arrependo-me

De toda a minha existência maléfica e defeituosa;

A ignorância humana é quando os instintos irracionais

Superam os instintos racionais; antigamente, quando o

Homem não convivia com tantas preocupações, creio,

Que a ignorância humana era menos acentuada; hoje,

Com a mesquinha sociedade, ela está mais em evidência

Nas coisas mais simples e nas menores coisas da vida;

Ao acordar, o ser já inicia o seu desconformar com o dia, 

Não se conforma com um bom-dia recebido, mesmo

Que parta de um estranho e começa a diferir o ar;

E passa a discordar de tudo que o cerca e a reclamar

Do que ver e do que não ver; tudo que não diz respeito

A ele, que o é alheio, tem caráter desconfiante, tem teor

Suspeitoso e faz parte da desconexão com o semelhante

E a falta de conexão na família, nem sequer o 

Incomoda: ele é um ignorante; não aprendeu desde

Cedo a descondensar a ignorância humana, ele é 

Um ser da raça humana que se esqueceu de tirar a letal

Qualidade fatal de denso, a dissolver e a tornar tênue o 

Caixão de carvão que só soube deixar e estar condensado

No âmago, a impedir o dissolver-se da ignorância; 

É um caso raro de vizinho, gera desarmonia, um lavar 

De carro na calçada num domingo gera uma desunião,

Um rádio com o som yn pouco mais alto: discórdia;

E assim por diante, até o fim do dia, é só falta de

Concórdia e a noite chega na desconcórdia terminal;

É um sono discórde, que parece estar acordado, estar

A dormir num sonho discordante, numa realidade

Desconcorde: virtual; e só alimenta o desarmonizar da verdade,

O desavir do entendimento, e ao desconcordar com ele

Mesmo, não sente que é o oposto; é o contrário da solução,

Incoerente e sem concordância e que a ignorância

É que é o descordante do seu coração; acorda, não

Durmas, dormir é a desconcordância do irracional,

O sono é a dissonância do ronco da morte; igual a

Um erro de concordância gramatical que mata uma

Frase, elimina uma sentença do contexto; o ignorante,

Pensa que o outro é a tolice, o disparate e o desconchavo,

Nunca aceita a parcela de culpa e impede o desconchavar,

O desligar do fio em curto; é o desencaixar da natureza

E prefere perder a harmonia com o eterno e cultiva

Desconcerto no espírito; é desordem na alma, desarmonia

No ser, com mente desorientante, com memória desconcertante,

Morre várias vezes; o desconcertador da ignorância o mata a

Cada instante, e o ignorante se desconcerte  e se vangloria ao

Dividir o que não sabe; ufana-se ao espalhar a falsa sabedoria e a

Desconcentrar a efemiridade, ele próprio um êfemero;

E o que podem fazer os elementos, a não ser despretigiar

Tal cadáver? e o que podem fazer os movimentos, a 

Não ser desacreditar tal defunto? até os simulacros 

Querem desconceituar os átomos de tão vil matéria;

E no espelho de casa, ou d'água, o turvar das trevas não o

Deixa distinguir a sombra do desprestigiado ignorante; a

Silhueta do desacreditado, o vulto de um desconceituado, é a

Má fama criada; é o descrédito do mau conceito, é o

Desconceito que só a mais evoluída filosofia consegue a

Descomunhão; e descomungar a ignorância, levantar a

Excomunhão do ser ignorante, que só procura o oco do

Olho seco, pois não sabe suprimir e aliviar a tensão e a

Pressão; a covardia não o deixa descomprimir, o medo o

Afasta da descompressão, a supressão foge dele, a

Deixar cada vez mais no ovo, sem o alívio do ar e do

Comprazer; infeliz é não agradar nem ao ego, infeliz é 

Não satisfazer nem as entranhas, é desagradar à medula

Descomprazer o equilíbrio; insulto, descompostura, 

Descalçadeira, descomponenda, o que mais posso escrever?

O que o ignorante carrega no ser? falta de compaixão, 

Sentido, sentimento e anda cheio de descompaixão; apesar

De todo descomodo que isso o causa, e de toda falta de 

Comodidade que é a insolência e a decomodidade que é o 

Excesso, o descomedimento, e a ausência de comedimento

Que diminui a nossa condição, nele parece não afetar; e a 

Vida de felicidade, de autoconhecimento e austeridade,

A ignorância descolore; e tu, ignorante, descolores, e eu

Descoloro a superficialidade e a superfluidade do teu bojo e

Que regularmente em todos os modos, tempos e pessoas

Da tua ignorância a colorir a tua opacidade, da qual

Tu precisas descolorir enquanto há tempo; e descorar

Enquanto há luz, e fazer perder a cor, enquanto a

Vergonha ainda não chegou; uma das preocupações para

Quando deparares com a ignorância  humana ou com

O ser ignorante representante da raça da humanidade

É a paciência; o descobrimento da paciência, a descoberta e

A invenção e o achado da paciência, depois, sabedoria

E inteligência com o descocado; calma com o falto

De censo e desprezo com o atrevido, e ao descarado deixa

De lado, cairá sozinho; e nunca irá decocar-se e até 

Perder a compostura com o descoco alheio, e é rebaixar-se

O descaro e o atrevimento; o disparate e a insensatez são dignos

De ignorante e não irás descochar, bambear na vigilia,

Lassar na sentinela; ou afrouxar a guarda, todo cuidado 

É pouco, ao encontrar um exemplar, o que não é raro,

Comece logo devagar, com carinho, a descodear a tirar

A côdea grossa dele e a dar, ministrar as primeiras

Noções de educação e civilidade, nas coisas mínimas e 

Mais simples; e nas coisas pequenas e insignificantes, que 

Passam despercebidas e são de grau de valor desprezado;

E assim, tu irás descoivarar a ignorância humana, tu irás limpar a 

Humanidade, como se fosse um terreno da coivara resultante

De uma queimada; e irás ainda desencoivarar a descolagem, e

O descolar para a amplidão do firmamento, mas nunca faças

Fogo em mato de terreno; e a cada dia que passa,

Ao descolmar, ao tirar o colmo, será um resgatar, será a

Descoloração, o descolorimento da cor da ignorância; o uso do

Descolorante no ignorante, o uso de algo alvejante, descorante,

Que talvez ele não aceite, e use de desdém; mas, mostre porém,

Que só o desbotar dessa coloração o poderá salvar; fala no

Destingir do cérebro, no descolorir que a claridade causa, no

Descorar que dará lugar a uma nova cor; e com todas as letras da

Consciência, do descolorar da essência livre da ignorância: descoalho,

Tu, ignorante, venhas degelar-se em líquido puro; liquefazer-se em

Fluor e derreter o ferro e fundir o aço e descoalhar o pó; basta da

Desclassificação do teu átomo, do rebaixamento do teu núcleo, e da

Degradação que a desclaridade da ignorância abate em teu ser. 

 

O que eu quero; BH, 02901201999;

Publicado: BH, 070502013.

 

O que eu quero mesmo,

É ser iluminado; e

Receber a luz

Dos grandes poetas,

Mestres e escritores; e 

Acertar na mosca,

E ter pé quente;

O que eu quero mesmo,

É sonhar mesmo a saber,

Que não sou merecedor,

De que ela na realidade,

Tire a roupa para mim;

Esteja nua em pelo,

Pelada como a lua,

A me esperar deitada ,

Em relva qualquer,

De algum jardim;

O que eu quero mesmo,

É acreditar na verdade,

Na coragem e na fé;

No fim do medo,

Da covardia e terror,

Por saber que temos que pagar,

Cada palavra proferida,

Cada molécula de ar respirada

E cada pensamento expelido;

E vamos ter que pagar,

Por cada injustiça e falsidade

E por mais que paguemos literalmente,

Ainda continuaremos a dever,

E muito.

 

 



Escrito por Ivanovitch Medina às 15h45
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   Se derem-me a alcunha; BH, 0310502001.

Se derem-me a alcunha de desarmonizador

Do planeta ou perturbador do universo, com certeza

Estarão a ser injustos comigo; o dia em que eu pensar

Que estou desafinado com os elementos, ou em desarmonia

Em que há os movimentos, retiro-me de cena, pois

Desarmônico, não sobreviverei; seria um ato indecoroso,

Uma falta de elegância, um verdadeiro desar, e com desaire

Que persiste, mancha que não sai, que são revés de fortuna,

Que não civilizam e só servem para desaquinhoar; e 

Privar do quinhão da cultura e prescindir-se do que 

Tinha direito; o limite não ajuda a desamolgar e 

Arranjar uma solução que traga resolução e resultado

Para endireitar a sociedade ou alisar a raça humana,

Ou desamassar os raiios da claridade, é a meta dos que

Perseguem a perfeição; a mãe que acelera o desleitar do 

Recém-nascido, a que faz o desmamar por vaidadde e ainda 

Diz para outra mãe desamamentar o filho, é criminosa; 

Vi mães africanas, com peitos secos, a dar de mamar ao cadáver 

Do filho, também já seco; enquanto houver na alma a 

Vaidade, e a alma não passar por um processo de alijamento,

Uma deslocação do orgulho, e a descolocação do que geralmente

Está colocado à frente das primeiras necessidades; é preciso

Acontecer um desalojamento dos supérfluos, ou a ruindade

Continuará; a crueldade permanecerá, a malvadez não 

Desaparecerá, e o desalmamento será prematuro; e a sorte

Será um desalistar precoce, um tirar o nome da lista negra, um

Riscar do alistamento a pessoa justa, e dar baixa como se 

Fosse um recruta já com a obrigação cumprida; e evitar o 

Descuido que causa o relaxamanto que traz o desmazelo e

Leva ao desarranjo do descuido no traje, a desordem no

Dia-a-dia a gerar o desalinho da vida; um coração descuidado

Enfraquece cedo, um ser desmazelado é riticado por todos e

Um homem relaxado, desalinhado de corpo e de mente,

É um vulto desalentador; uma sombra extenuante, chega

A ser cansativo e desanimador, converdar por pouco tempo

Que seja, com um desalentador; é um falar desanimado,

Um respirar extenuado, um ar cansado de aspecto desalentado;

E o que leva a isso é a inadaptação, o desajustamento geral,

Ou o desajuste da sorte com a esperança; o desligar do 

Horizonte, que mostra o desunir entre o céu e o mar, o 

Desajustar da imensidão com a profundidade; dizem que 

Desajuizado vive pouco, insensato não vive, louco não

Pensa e imprudente morre logo: então, é aprender com 

Eles e fazer justamente ao contário que eles fazem; é

Não reclamar que está desamparado, é não chorar

Por estar desauxiliado e culpar o semelhante por se

Sentir desajudado, e em desajoujo de lágrimas é fazer perder

O jeito para as coisas; é tirar a correção, deformar e

Desajeitar a nossa obra-prima; o acanhamento não via

Obra de arte; e inabilidade não gera belas-artes, e todo

Desajeitamento canhestro, é um ato acanhado; o lorpa.

Nada pode fazer, o bronco é pior ainda, e o desastrado

Destrói a criação, e ao desajeitado só resta morrer;

Nós, escritores, poetas, autores, os bilhões que compomos a raça

Humana, os bilhões de seres da humanidade, já que cada

Um de nós, particularmente é um poeta, um escritor, um

Autor, um artista e cada um faz individualmente a

Sua obra, o seu poema, o seu quadro, a sua arte e só;

Não entendemos porque não conseguimos por fim ao desaguisado,

Ao conflito entre pessoas, rixa entre tribos, desordem entre

Irmãos, e amogos; contenda entre vizinhos e brigas nos lares

E nos bares; esse desaguamento irracional de paixões e de emoções,

É que nos afasta da perfecção; mesmo ao ser bilhares de

Entes, ainda torna-se impossível, encontrar no nosso meio,

Um único ser perfeito; tenho cá comigo a ideia de que a

Culpa não é nossa; é o desaguar da mídia nas

Nossas vidas, nos nossos lares, que faz com que enxergamos

A perfeição de um ângulo totalmente inverso do verdadeiro,

Totalmente distante do real; o desaguadouro feito pela

Sociedade é contraditório, mentiroso e falso; quem

Encontra e entra no rego da burguesia, arrepende-se;

Quem cai na vala da elite, destrói-se, sente-se

Pior do que a sarjeta para escoamento de água fétida;

O desaguadoiro social impede o desaguilhoar do homem,

E a luta contínua, é o livrar dos grilhões; a maior perfeição

É libertar-se a si mesmo, é desgrilhoar-se de tudo que é desagradável;

Para desarraigar o caminho, é sempre fácil, claro, reto,

Para arrancar o homem dos seus princípios, as estradas são

Ricas, cobertas de dinheiros, que aceleram o gragmentar do

Espírito que estava agregado ao bojo da lei e da razão;

Separar e desunir, todo mundo é irmão, desagregar uma

Nação, a verba sempre aparece, sempre está à mão; gostaria

De ver, é acabar com a fome, com o desnível desagregante,

E com a guerra que desagrega israelenses e palestinos; gostaria

De ver o fim do amor que causa desagregação e separação,

De partes que estavam agregadas há séculos sob um memo fim;

A humanidade precisa fazer um desagravo à humanidade, é

Necessário que a raça humana faça uma reparação de agravo

A si própria; uma emenda de desafronta, feita mesma por sentença

De tribuanal superior que seja, o conteúdo desagravador, deve, porém,

Ser conhecido de todos; que venha com ânimovingador, mas,

Com causa de reparador e de desafrontador; desde que somos humanos,

Vivemos na rudeza e no desprazer, é o desagrado que nos une; só

Conhecemos ingratidão e desagradecimento, e o que guardamos

Dentro de nós, é um lado de mal-agradecido, e de desagradecido

Também; e a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada

Segundo, geramos um descontente; que depois gera um desagregado e

Esse por fim, pouco satisfeito, teima em viver e contribuir para

O desagasalho geral; o desabrigo total em que sobrevivemos e a

Falta de agasalho que a nossa alma sofre, acompanhada por nosso

Espírito pouco enroupado, de tão desabrigado; e de ente

Fraco e desagasalhado, que só sabe desagarrar da verdade,

Despegar da realidade, soltar mentiras na praça e ainda

Desarraigar boatos nefastos no mercado; lamento nunca ter

Sido desafrontado, nunca fui vingado por mim mesmo, e

Sigo sem ter sido desagravado, aliviado do meu peso, e inda

Desoprimido na consciência; nunca tive a coragem suficiente

De tirar satisfação de uma afronta, meu medo e a minha

Covardia não enchem-me de vingança, e desforra e desagravo;

Já sofri todo tipo de desaforo e nunca fiz um desaforamento,

E nem transferência de foro jurídico; o desaforado inibi-me,

O inconveniente e atrevido castram-me, todo ser insolente e

Malcriado, afastam-me da honra; tenho horror ao mal-educado e ao

Desabusado; só Deus para dar-lhes a luz, só Deus para dar-lhes

Desafogo: alívio da dor, felicidade de folga, desabafo inteligente,

Abastança de sabedoria, recreio e lazer; mas também não quero

O afogo para eles, quero é o mundo desafogado, quero é o planeta

Alaiviado, querto e o universo desmbaraçado; desculpeis, amigos,

Esta desafinação, eu sou um dos bilhões que escreve em desafinamento, e

Meu escrever é desafinado, e em desacorde e dissonante; cheio

De dissonancia e desamornização, não cabe em mim ser

Provocante ou o que desafia , com a argumentação que

Tenho; não sou louco de ser desafiante, sem a lide

Da oratória, a lógica do diálogo e o rumo do dicurso;

Longe de mim ser provocador, não tenho sustentação

Para desafiador; meu olhar é embotado e cego, desde menino,

Sempre fuidesafiado e provocado, e nunca enxerguei em mim

Um ato de coragem e bravura; minha covardia vinha logo

À tona, por qualquer desafiação ou embotamento; por qualquer

Motivo começava a me desentusiasmar, afrouxar em qualquer

Briga, por mais simples que ela fosse; fui sempre assim, sou de

Entibiar em toda contenda e de desafervorar em ação; o que

Que eu posso fazer? fui formado e cresci assim, desafeiçoado com

A coragem; em desafeito com a valentia, inimigo do heroismo

E contrário à bravura, e se vencer, então, a desafeição, o desamor,

A inimizade, é que, com certeza, serei um vencedor.  

 

Sou arguitivo;

BH, 090702000;

Publicado: BH, 0280402013.

 

Sou arguitivo, o que encerra arguição, e

Sou acusatório e denunciador, e não encontro

Resposta e solução, a tudo que pode ser arguível;

E quero também ser arguído, para dar as respostas,

Mostrar o meu caminho argumentador,

Meu pensamento que argumenta, minha 

Palavra argumentante; e espírito arguente, disputador

E questionador das injustiças, das questões sociais,

Do comportamento político, e da ação do governo; e

Quero ser argumentativona gritaria, abrir 

Uma livraria em cada esquina, acabar

Com a cavalaria, com a infantaria e 

A confraria do beneficiador com o dinheiro

Do povo e das merendas das crianças; e interpor

Uma ação com o seu resultado para acabar

Com a patifaria em Brasília; a feitiçaria nos

Estados, a falsa galantaria da burguesia, da 

Elite e da aristocracia, e da sociedade podre;

Lugar de atividade sem serraria, com as antigas

Alfaiatarias e a tesouraria de pagamentos

Aos aposentados e pensionistas com justiça,

Para que todos tenham condição e estado de

Calmaria; sem a galanteria ébria dos deputados,

A bateria do batalhão de choque e de tudo

De positivo que o sufixo aria do latim ariut mais ia

É capaz de trazer na coleção de qualidades

Ao povo, à nação e ao estado brasileiro;

Com toda a preservação da natureza, a ariá,

Desconhecida planta da família das Marantáceas e

Toda a flora e fauna que não temos nem

Ideia da existência e nem conhecimento;

E depois de todo vendaval, será possível imperar

Uma aristodemocracia, um governo de nobres,

Do qual participe também o povo; seria possível

Um dia, um governo exercido pela aristocracia,

Mas com tendência democráticas; e sem a participação

Da burguesia nefasta, da elite insensata;

E se for tão bom, quero ser um aristodemocrata, mas,

Só quero comigo homens e mulheres realmente nobres,

E o povo também que é a nobreza de uma nação;

E o espírito aristofânico de Brasília, o ar aristofanesco do

Congresso, com todos os aristófanes; sem macular

O Aristófanes, comediógrafo grego do V século AC, e o

Congresso com tudo o que lembra, com tudo feito

No gênero e no estilo do grego, ser esquecido;

Antro de párias, parasitas e seres infrutíferos,

Só resta mesmo com todo o aristofanismo, cair

Na amnésia do povo, que pensa que a

Aristolóquia, gênero de plantas medicinais,

Vulgarmente chamadas jarrinha, angelicó, e a

Aristoquiácea, espécime das Aristoquiáceas e

Todo conteúdo aristoloquiáceo, têm mais utilidades,

Que o congresso, com todos os deputados, todos

Os senadores, o governo e seus ministros juntos,

Brasília envergonha o restante do país; falar

Em José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho,

Marco Maciel, Inocêncio de Oliveira, Joaquim Roiz, Luiz

Otávio, Armínio Fraga Neto, ai meu Deus do céu, falar em

FHC, Fernando Henrique Cardoso, e toda a sua corja que

Empodrece o poder e o ar necessário à vida;

Só mesmo com objeto arpado, uma lâmina

Que termina em dentes pequenos, como os de serra,

Para cortar e decepar as cabeças dos párias de Brasília

E depois lavar a cidade com aromatizante, um

Perfume que aromatize e tire o odor de podre

Que paira sobre a capital do nosso país;

Só com muita aromaticidade, com muita qualidade

Do que é aromático, com muito arômata e o melhor

Aroma para deixar o ar respirável; só mesmo uma

Boa essência aromal para afastar o cheiro putrefato

Que impregna sobre o congresso nacional;

É preciso que o povo corte o arolio, o pequeno lobo

Situado nas patas desses insetos e aracnídeos para

Que eles deixem de andar e de macomunar

Contra a felicidade e o bem estar ado brasileiro;

Todos merecem ser pintados com a arnicina, a resina

Extraída da arnica, para serem reconhecidos  e

Linchados em praça pública; e o corpo do povo

Arnesar, cobrir com arnês, para impedir a

Brutalidade e a agressão da polícia que só

Age contra os pobres, os negros e os oprimidos;

Aquele pobre baguela que só tem uma arnela,

Um resto de dente na maltratada gengiva;

Com o armoricano não acontece assim, com o

Armórico a situação é diferente, ele é da Armórica,

A parte da Gália que forma a Bretanha de hoje;

Lá o povo tem saúde e educação, o povo tem valor

E é respeitado e cada família sabe armoriar o nome;

Por armas e brasões e empregar o símbolode nobreza; 

Agora vou virar Popye, vou comer meu armolão,

Minha salada de espinafre, me cobrir com o 

Meu armo, ter meu sono embalado por armíssono,

Que soa como as armas brancas, quando embatem

Umas nas outras num duelo de vida ou morte;

Apelar para Deus armipotente, que tem grande poder

Em armas, para abater os inimigos do povo;

Apelar para Deus guerreiro, para declarar guerra

Contra a burguesia e contra a elite; e apelar

Para Deus belicoso , até que Ele derrube todo

Homem que se diz poderoso e não passa de um armino;

Arminhado como a guarnição de arminho branco,

Mas pontuado de negro, arminado e com um

Armilheiro cravado no peito, espécie de formão

Pequeno que traspassa o coração, com o armi do 

Latim arma, com o armífero e sanguinário;

Espero ter concluído alguma coisa que eu não

Sei nem o que seja; espero ter chegado a um ponto,

Uma saída , um terminal de partida;

Se uma outra época eu me encontrar

Com estas letras deste pedaço de papel,

Espero sem hipocrisia entender e compreender

A vida com mais sabedoria.



Escrito por Ivanovitch Medina às 15h43
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   Um maior bem do homem; BH, 0300502001.

Um maior bem do homem é ser desinteresseiro,

E levar uma vida de desambicioso; mesmo que o 

Caminho da sociedade seja desajustado, e ele se 

Sinta inadaptado e desaclimado a ter alguma 

Virtude; pois o virtuoso fica desambientado, e o 

Conjunto o leva a ser ambicioso, apegado aos lucros; e 

Mesmo quando ele aprende a ser desamorável com 

A matéria, e segue então sozinho e desamparado,

Solitário e desprotegido, vítima de desamparo, de

Abandono, desproteção e falta de auxílio; hoje o que 

Mais temos é homem virtual e não virtuoso, o que 

Tem valor é o espancador dos valores, aquele que 

Desanca o honesto, o sóbrio, o reto; o que manda no 

Momento é o desancador, o que faz o esbordoamento

Do bom, o invejoso que prega o espancamento

De quem pratica o bem; é o desancamento, o linchamento

Do comedido, na bebida, na comida no amor; é

O desaferrar do porto da voúpia faz o maior bem,

Levantar âncora da prostiuição de deixar de

Ser escravo dos vícios; e desancorar das covas

Abissais e passar um sabão no mau, dar um ralho

No nocivo e um pito no maldito; basta de só

Descompostura no justo e reprimenda no que anda

Na retidão; é hora de desanda também no ímpio,

É por isso que digo, que devemos nos desanexar

Da mídia e da moda e da sociedade; falo

Em meu nome e em nome daqueles que

Querem separar o joio do trigo e desligar da vida

Virtual e desanichar da alma o orgulho e

Desalojar do espírito a soberba e do nicho a

Angústia e a opressão; e quando mais cedo

Aprender a desenfadar-se do tédio, melhor, e a

Aliviar-se ainda do nojo da vida vazia, e, bem 

Como, consolar-se por não atingir, por enquanto,

Um plano mais elevado; e desanojar do medo de 

Morrer e assim dizer: meu medo não é morrer, 

Meu medo é morrer sem ter feito nada, sem 

Nada fazer no oco fútil, inútil; o medo é o da

Morte que causa luto, a morte negra, densa,

Opaca, de parasita, de pária, de verme que

Nada faz em nome da humanidade, de uma

Causa, de uma lei ou de um princípio; e abandonar

O mundo, é o nosso fundo, hoje ou amanhã,

Não devemos o desproteger o que atingiu toda a

Maturidade de viver e sabe muito bem como

Desapadrinhar a morte; é desapaixonado pelos

Desejos, é equilibrado nos anseios, indiferente 

Ao que o destino apresenta; imparcial e vive

A despreocupar-se como viver,o que comer, o que

Beber? o que ter por prazer? desinteressar-se completemente

Pelos tesouros de ouros brilhantes; distrair em olhar

O céu, confortar com a terra, alegrar com a água

E desapaixonar pelo apego ao medo de morrer;

Morte, eclipsamento, ausência, desaparecimento,

Quem sabe não passa por isso tudo; o sábio não 

Sofre tal humilhação, a sabedoria mostra quão 

Independente é quem a possui, o conhecimento

Dria o desafeiçoado; a inteligência gera todo despegado,

Desapegado de tudo, onde o que morre, é só o

Corpo e não ele; gosto de ver um desamoroso do

Conforto exterior, que tem desapegamento pelas

Riquezas e desapego pelo luxo, e anda desapercebido,

Desprevenido e desacautelado, a cantar somente 

Com a segurança da esperança, e da fé e da 

Sorte; "mors ultima ratio", a morte é a última 

Solução de tudo, e "notu proprio", pelo próprio impulso,

Espontaneamente, o mais natural e boa possível; o

Desapercebimento e falta de precaução são o que 

Criam o desapiedado e o ser desumano cruel; e 

O desabalado é o primeiro a cair, o furioso torna-se 

Um irracional, o desenfreado come cru, e o desapoderado

Não tem o poder de evitar o caos , perde o domínio, e 

Priva-se da posse de si próprio; e não sabe como abandonar

As trevas, e nem como desapoderar-se das correntes, e é 

Viver envergonhado de viver, é triste; viver corrido,

Logrado e a lograr, desapontado e a desapontar, é melhor

Morrer, cessar o desaponto, esquecer aquilo que sabia;

Desaprender e ter comportamento desaprimorado, de 

De ser que não tem primor, e é indelicado, é mais 

Difícil do que desaportuguesar; tirar o caráter de feição 

Portuguesa de nossa língua, falar eu desportugueso,

Tu desportuguesas, ele desportuguesa, qual língua

Iríamos adotar? o que fazer com a desapropriação e o 

Esbulho deixado aqui pelos colonizadores? não quero

Ser um censurador da história e nem posso e nem 

Capacidade suficiente tenho; mas sou um reprovador;

Sou um desaprovadordas relações entre Brasil e Portugal,

Sem guerras e derramamento de sangue, porém,

Os portugueses deveriam devover tudo que já

Nos roubou e nos rouba em todos esses séculos;

O que digo denota, contém e exprime desaprovação,

Sou desaprovativo dessa união, pois Portugal tem só

Aproveitado tudo e o Brasil não aproveitado nada;

Segue abandonado perdulário pela história, teve

Seu passado todo desperdiçado e o sangue dos

Nossos bravos brasileiros que foi derramado, continua

Desaproveitado, e o de alguns deles, como o de Tiradentes,

Foi até profanado por falsos historiadores; eles gostam

Do desperdício que é feito aqui, eles adoram quando

Falta progresso nos nossos estudos; e falta de aproveitamento

Correto de nossas riquezas para o nosso benefício comum;

Aplaudem o nosso desaproveitamento, já que é tudo deles

E nem a língua é nossa; desperdiçar assim o sangue 

Deveria ser um crime, não aproveitar nenhum pouco

Do nosso valor é crime hediondo; desaproveitar a nossa 

Coragem, a nossa fé, e desaquartelar a mentira e 

Expulsar a falsidade é expandir a liberdade; devemos

Mudar de rumo, desarranchar do muio hostil e extrair

O dente dolorido, extirpar o tumor; arrancar o mal pela raiz

E desarrancar inteiramente, com extirpação e com

Desarraigamento, todo empecilho e percalço que nos

Afasta da evolução e com arrancamento de qualquer

Coisa que leva para longe de de nós as coisas boas;

E aqueles que querem desaromatizar, tirem meu mal hálito,

Ao desaromar-me com perfumes, a impedir o aroma

Natural do meu corpo; digo-os, pior é apodrecer vivo,

É atrapalhar os fluídos da natureza e perturbar

O fluxo do universo; e mau cousa é provocar a discórdia

E desarmonizar a natureza covardemente.

 

Penso que sou;

BH, 0300502001;

Publicado: BH, 0250402013.

 

Penso que sou um autor desautorado, um escritor

Desrespeitado, poeta diminuído em sua autoridade;

Se a culpa é minha, não sei, o certo é que não

Tenho como vencer a desautoração da obra que tento

Deixar à humanidade; tudo, penso, é por que escrevo,

Igual a uma desatracação, aos borbotões, tal a uma 

Água que brota de uma nascente, uma ferveção de 

Corrente, uma fonte de emanação; pode, sei, 

Que de repente, não agradar a quem ler, mas, 

Para mim, é como um desatordoar, um arrancar

De entro, o mais comnpletoatordoamento; o esgar

De sandeu e o ar de demente, o aspecto de louco

E o perfil de desatinado, ai, sinto-me desabitado; bobo

E lerdo, lento, tal depois de um orgasmo, de um 

Gozo, depois de uma boa noite de amor; e sinto-me

Desembaraçar do que parecia demasiado, e sinto o

Aliviar de um desaterrar do denso; é o desatestar

Do tempo, da era, é um desaterro, com erro ou

Não, pois gosto de fazer escavações em mim; adoro

Aplanar e descobrir um novo terreno que faça parte

Do meu ser, pois sei que guardo tesouros, guardo

Mistérios e muitas outras riquezas e pobrezas

Que ainda não foram exploradas; tenho o

Maior prazer em escavar minha mente,

Desfazer um aterro de memória, e odeio me

Distrair quando estou a explorar-me; quando passo

A não separar o instinto que move-me a escrever,

Sinto a cabeça pesar e doer; e detesto não prestar

Atenção à vontade que me move, e se desatentar-me

À força, e não der a devida atenção, morro;

Não existe o que não merece atenção, não existe

O desatendível e o desatencioso, jamais serei; muito

Menos comigo, e se alguém me achar descortês

Ou indelicado e distraído ou aéreo, peço desde

Já perdão e desculpa e retrato-me publicamente

Nesta desassililação escrita; apresento esta única

Diferenciação bem como em fonética, quando dois

Sons iguais se desassimilam; é esta a vantagem

Que a ventagem anuncia, é o universo redondo

E boa a lembrança que guardamos; ainda bem

Que o lírio fica distante da fisiologia, onde o

Que corresponde a catabolismo, ao ser o anabolismo

O antônimo; aí eu deixo, então, desapoderar de mim

Esta expressão; consinto este desassenhorar de unspiração,

Mas não procuro deferenciar a imaginação; e também

Não chego a desassemelhar o sentimento; só anseio

Civilizar o que sai de mim; só quero desasselvajar

Tudo que o meu ser expele, tenho medo de errar,

Sinto covardia de não agradar; tenho medo de discutir,

De alguém reagir, tenho complexo de sujar, de acabar

Com o asseio e a limpeza que saem de dentro de mim;

Evito desassear meus cômodos interiores, meus quartos

Inferiores e minhas salas superiores; nada em mim

Gosto de deixar sujo, falto de desasseado, e quando

Falam para mim que sou um autor ainda verde,

Ofendem-me; quando falam que sou um

Sujeito inoportuno, ofendem-me, e ainda,

Quando chamam-me também de intempestivo, 

Não deixam de ofender-me; olho-me, então, ao 

Espelho, vejo assim um desassazonado refletido

Ali, isso segundo as línguasalheias e não

Segundo a minha língua; sei muito bem

Como acalmar-me, apaziguar uma reação

E tranquilizar uma turba em fúria; quero

Aplacar a sanha da fuga, desassanhar-me de 

Tudo e permanecer lívido em mim; mais

Cedo ou mais tarde, irei instruir-me, tenho

Total esperança; está a chegar o dia em que 

Irei limpar a ignorância , tenho total fé, e 

Dar tino ao meu sino, é o que atino; desasnar

O instinto animal de asno que me persegue,

É o que almejo; todos verão meu desembaraçar e 

Aplaudirão o meu livrar, o soltar-me no espaço,

O despegar-me das coisas; pois irei mesmo largar

Tudo, irei soltar da mão, passado, presente e 

Futuro, desasir de todos os séculos; e mando

Um aviso: não adianta tentar desasar meu Ìcaro,

Não adianta partir ou abater as asas do meu ser; e 

Derrear meu voo, e sovar corpo e alma e ente,

Dsancar-me com pancadas será em vão; mesmo

Desasado, com asas caídas, patas partidas, consigo

Galgar torrão, montanha, abismo e qualquer

Outro tipo de desarvoramento; sou um juemento

Simples, um jegue modesto, um burrico que não

Tem artifício, mas que procura vencer o desequilíbrio

Desartificioso e a separação ao nível da articulação; o

Desligamento causa-me medo, desconexão, covardia,

Desarticulação da razão, confusão mental, desordem

Cerebral, desarranjo espiritual, desarrumação

Total; o que fazer para desarrochar? o que fazer

Para desapertar? é fácil desatar o nó? bambear

As estruturas, não derrubar o monumento? será

Que adianta desamparar o fenômeno? por quanto

Tempo um mito se sustenta na mídia? por

Quanto tempo um ídolo aguentará a idolatria?

O melhor é já desarrimar ao nascer, desamparar

Desde o início, desencostar logo em seguida e

Desamparar a alma recém-nascida, para que

Ela não sofra o abandono; e para que ela  não

Fique sentida com o desarreigar desde o berço,

E quando arregaçar o destino; e cair da escada,

E descer em queda livre e olhar o corpo no chão

Arregaçado, não chorar; é bom desornamentar

Logo, desornar das ilusões, arrancar os arreios da

Mentira e eternamente, desarrear, e ainda

Infinitamente não deixardesarrazoar; e barrar

O falar e o proceder sem razão ou com falta de bom

Senso: e basta de disparatar o pensamento, o pensar

Desarrazoado é injusto; e o espírito despropositado,

Perturbador, confusionista, desarranjador, não segue

A linha de um tango, tal o El dia em que mi queiras,

Muito bem interpretado, por um tenor argentino,

Inda pouco no progama do Jô. 



Escrito por Ivanovitch Medina às 16h23
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