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Quarenta e seis; BH, 0100102001.
Quarenta e seis, hoje, completo, completei, quarenta e seis Anos de conivente comigo mesmo; nasci hoje, já acabei de Nascer, sou o ser aque vive o primeiro dia de vida, sou o ser Que mora , o ente que reside com outros; tenho convívios, Mas não terei banquetes, terei o convival bem natural, e Espero viver mais quarenta e seis anos ininterruptos: se Deus quiser; "adhuc sub judice lis est", meu processo Está ainda a ser julgado, em andamento, isto é, não devo Tirar conclusões apressadas, mas esperar a sentença Final, e eu espero que ela leve ainda, mais quarenta e Seis anos para ser concluída, e julgada; e serei o Convidador, para um novo encontro nosso, daqui a novos Outros quarenta e seis anos; e durante o tempo que vivi, Se fui convicioso com alguém, se usei de alguns convícios, De afronta com palavra injuriosas, se usei de convício, e de Injúria, fui doesto, quero pedir aqui perdão; quero pedir Aqui desculpas, o ser convertedor de todas calúnias em Palavras sábias; ser um sábio transformador, e usar do Aprendizado da convertibilidade do arrependimento, em Virtude de converxirrostro, o que tem o bico convexo, e Conversivo de conventilho em lar; de conventículo, casa De tolerância, em casa; de bordel em residência, sem a Assembleia clandestina de conspiradores, e basta de Conluio, de ajuntamento de pessoas em segredo; é Chegar de converticular clandestino; hoje eu nasci, é o Meu primeiro dia no mundo, minha primeira vez no Planeta Terra, e serei um convencível convencionalista; Quero me firmar em convenções, ter caráter de membro De convençã, e partidário do convencionalismo; e já nasci Aordado, ajustado com a natureza, combinado com a Virtude; convencionado com os bons costumes da moral, e Da razão; não serei um estóico convencedor, não pretendo Deslocar os argumentos, subverter a ordem, abalar as Estruturas, destruir as construções, convulsionar os Organismos, não nasci, aqui, para convelir; e espero que Nós não convelimos as coisas, e que tu também não Convelis a convecção, a transmissão do celor, nos líquidos, Ou nos gases, por efeito do movimento das camas Aquecidas; e que se chamam correntes de convecção, E quando eu partir, daqui há outros quarenta e seis anos, Não ides dizer: ele convelia a situação, ele conveliu a boa Ação, pelo amor de Deus, isto não; meu coração é convales, Habita nos vales entre as colinas do meu peito; é uma Espécie de lírio branco, um membro de uma convalária; e Aprenderei a não ser conturbativo, a não ser perturbador, e Nem desconcertante; não viverei solitário na conurbação, no Conjunto urbano formado por uma cidade grande, e suas Tribulárias limítrofes, ou no agrupamento de cidades Vizinhas de importância paralela; aprenderei toda etiqueta Do contubérnio, a levar uma vida em comum, na mancebia, E na familiaridade, boa convivência, e camaradagem; "ad Hominem", contubernar-me, à pessoa, sem atacar, sem Adversário a opor os seus próprios atos, ou conceitos, Sem "ad rem", a coisa, oposição, só contubernal, enfim. Eu tenho uma vontade; RJ/SD; Publicado: BH, 060602013. Eu tenho uma vontade De vencer tão grande, Que eu nem sei, Imaginar, e comparar, O tamanho desta vontade; Esta vontade de vencer, De provar, e de mostrar, A Deus, e ao mundo, Quem eu sou, E o que é que eu sou; Sei desde o início, Que ninguém confiou em mim, Ningém me deu valor, Ninguém me apoiou; E é por isso que eu, Quero lutar, e vencer, Quero brigar, e ganhar; E mostrar, e me mostrar, e provar, E me provar; Fazer ver a mim mesmo, Que eu sou capaz, Que eu sou inteligência; Tenho capacidade, Tenho raciocínio, Tenho razão, Tenho noção, E tenho tino, E hei de vnecer; Não serei mais derrotado, Não serei mais enganado, Serei aprovado, Aplaudido, e ovacionado; Serei aclamado, Serei proclamado, E serei independente; Só Deus conhece, Só Deus sabe, A força desta vontade, O magnestismo desta força, E hei de me sobressair com ela; E hei de ir até o fim da jornada, E não olharei para atrás, E não voltarei mais. Às vezes fico a pensar; RJ/SD; Publicado: BH, 060602013. Às vezes fico a pensar, Enquanto estou a defecar, Sentado no vaso do banheiro, Se tem alguma importância para mim, O que eu escrevo, e faço; O que vou escrever, e fazer, E o que eu já escrevi, e fiz até aqui; E é ao pensar que eu chego à conclusão, Tudo isto pode não ter valor, Tudo isto pode não ter importância, Para o meu pai, e para a minha mãe; E pode não interessar, Aos meus irmãos, e irmãs, Aos meus amigos, e parentes; Mas pra fim de conversa, Talvez ninguém saiba, Eu encaro isto, om a maior importância, e valor; É de uma importância fundamental, E não me impressiona, E não me interessa, O que os outros estão a pensar; O que os outros estão a pensar, De todo o meu trabalho; Podeis me criticar, Podeis me isolar, E me discriminar, Vou continuar a trabalhar, Vou continuar a escrever, Devagar, e sempre; E até que um dia o tempo pausa, E até que um dia eu chego lá; Não tenho pressa, Vou a me embasar, Vou a me estruturar, A mudar-me, e a transformar-me; E quando chegar a minha vez, Estarei pronto, e preparado; E então serei o que pretendo ser, Farei o que planejei, E o que estudei, Durante todos esses anos; E todo mundo vai ver, Que não foi tempo perdido, E nem jogado fora. d UBLIMõeszerx
Escrito por Ivanovitch Medina às 16h10
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A alegação com explicação; BH, 0100102001.
A alegação com explicação justificativa é: Que escrevo com alucinação, escrevo na Ilusão, com devaneio quimérico, e utópico, Coisas que nem eu mesmo sei explicar; Dizeis que vivo na fantasia, no arrebatamento A causar desvairamento de espírito, e mais Ainda, desvario mental; o temporal Arrebatador, que tira com violência, e Força as raízes do meu coração, só é Suportável, porque arranca o que até Nem espero, e, impele o meu barco, Conduz o meu navio na procela, e causa o Que encanta, não a outrem, mas a Mim;e enleva a minha alma, extasia O meu ser, porém, não me deixa ir De encontro aos rochedos dos escolhos; É algo ininterrupto, de prazer ontínuo, Um gozo incessante, felicidade constante, E só quem não é interrompido, sabe Bem o que é isto, pois, não é vida de Melodrama, não é de gênero dramático Originário da França, no qual os diálogos São entremeados de música; não é de Peça demasiado sentimental, e romântica; É de sofrimento de vida, de pobreza, e desgraça, E misérias humanas; não é de trazer Ressarcimento, assim, e nem quero; Não espero compensação, juro, falo a verdade, Só o fato de poder escrever, já sinto uma certa Reparação; não há indenização que pague, Não há ato, ou efeito de ressarcir que retribua Um momento de razão; uma prova de virtude, Agradeço aos que dais atenção a tal Perturbação mental, que dizeis que tenho; Não escondo a desordem, reconheço o Desarranjo, mas não quero a ninguém, Nem decepção, e nem contrariedade; não Quero causar transtorno, "ad infinitum", deixo Claro, até ao infinito, à era sem fim, o tempo Indefinidamente; e até mesmo ao "Ad nauseam", O fastio por causa das inúmeras citações de casos Semelhantes, e afasto-me do contovertível, Do que me pode controverter; e de sonho duvidoso, Utopia discutível, sigo o destino contribulatório; Tributário justamente com outrem para Carregar nos ombros a burguesia; sustentar A elite e sua sustentação de riqueza, e mordomia, Coisas que o povo não vê; temos que nos livrar Deste domínio, fazer uma contretação, nos Votar para o lado oposto, inverter a situação, Contraverter a pirâmide; numa inversão Das vias, sermos a versão contrária de fato, Uma contraversão do fato; e "ad judicia", para O juízo, e sem necessidade de menção, ou Especificação dos poderes de uma procuração, o Veiro em que o metal é oposto ao mental; E a cor, a cor é o escudo contraveiro, é o Protetor contro-veirado, é a contravalação, O fortificar ao contravalar o terreno do destino, A impedir a contratura da felicidade; O encolhimento do riso, o contrair do Semblante em vista da dor; quanto a tal Filosofia do Direito, segundo a qual o Estado Foi constituído por meio de ajuste entre Os cidadãos, ou entre ele, e o soberano, no Contratualismo iniversal, salva-se de toda Contralidade, de todo peso de aperto, a Mão da saudade para avaliar os quilates De metais preciosos que se podem aqulatar, Avaliar ao contrastear a nossa virtude. õas b
Escrito por Ivanovitch Medina às 15h31
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"Abyssus abyssum invocat"; BH, 070102001.
"Abyssus abyssum invocat", um abismo Atrai outro, um erro, um engano, atrai outro, Provoca, ocasiona outro, "a contrário sensu", Em sentido contrário, inversamente, na mesma Direção do corneto, de pequenas lâminas ósseas, Dobradas sobre si mesmas, situadas no interior Das fossas nasais; e no cornicho, tentáculo de Antena, vaso conforme para água benta, O qual se costuma pendurar na parede, A falar claro córniço, língua local da Cornualha, Inglaterra; e de cornicurto corneliano, à maneira de Corneille, de Pierre Corneille, grande poeta trágico Francês, do século XVII, cuja obra é uma corneira, Uma correia que nos prende, feito bois corneados; e Que costuma dar cornadas na área clássica, No toque do corne, no solo da trompa, no Sopro do oboé curvo; no cornar pelas eras dos Tempos da cornamusa, da gaita de foles galega; Do coraixita, indivíduo dos Coraixitas, tribo Árabe, a que pertencia Maomé; ao coraliário, Espécime dos Coraliários, classe de celenterados, De cavidade gastro vascular dividida por septos Multiplos, a que pertencem os corais; da coralina, Incrustação calcária, e variegada de uma espécie De alga; e da corça, antílope menor que a cerva, Fêmea do veado; e a cabrita selvagem, a corcha, e Da casca de árvore, rolha de cortiça de madeira, Com que se tapa a boca das peças de artilharia; e Meu coração é um corcho, é um vaso de corcireu, de ilha De Corcira, nome antigo da ilha de Corfu, Nas costas do Epiro, ilha corcicréia, no mar Vermelho, de sangue; meu pranto é chuva-forte, Neu choro-corda-d'água, minhas lágrimas Cordas-d'água; e eu pensei que era cordado, Dos meio dos Cordados, dos animais que possuem Corda-dorsal, dos protocordados, e os vertebrados; E enganei-me, não sou semelhante de mim, Não sou primata de mim, quebrei o cordão Fibroso de sustentação que forma o esqueleto Primitivo, dos cordados, dos possuidores de Cordas-dorsais; confesso, enganei-me, caí no abismo, Não tenho nenhum cordão-de-frade, de planta da Família das Rubiáceas; pensei que a minha Alma fosse uma cordeira mansa, meu espírito Um cordeiro, minha mente uma ovelha, e Descobri que o "cordi" em mim é sinistroa cor, e o Do latim, "cordio" é secreto, não é cordiofoliado; O coração que tem folhas em forma de coração, Cordiforme, quebrou-se, partiu-se, o cordo, O grego "khorde", a corda da força, livrou-se, Libertou-se, liberdade, agora é de verdade; De cordoaria cornalina, de variedade vermelha, De calcedônia livre do cornal, da correia Que se prendem os inocentes, os justos ao jugo; À cornagem, à respiração estertorosa de equinos, Quando atacados de moléstia-respiatória; Com ruído característico de dificuldade No segmento do aparelho, a flar as mesmas emoções, São os mesmos epermatozóides expelidos, Desde o primeiro protótipo, nessas milhares De eras, até o atual; são as mesmas Quantidades de raios expelidos pelo Sol, Em todos os milênios de sua existência; O que pode valer mais do que o Sol? Nem o planeta, e tudo que nele existe; Nem o universo, com tudo o que tem Dentro do Sol e o própio Sol. "Ad arbitrium"; BH, 080102001; Publicado: BH, 0300502013. "Ad arbitrium", segundo a vontade De alguém, que eu não sei quem, mostro Ao povo esta carnadura, armação de animais, Ferimento de cornada, por nada eu sei, Aonde leva´me à força do cornaço da família Das Cornáceas, o cornáceo de plantas dicotiledôneas; do Cornácea de dirigente de elefantes, o cornaca do Cuia coriscante; do cometa relampagueante, Coriscado de coisa ardente, e estimulante, Grande porção coriscada; de relampagueamento Do derma, do cório, a membrana que Envolve o feto; e do córion, da ordem coríntia, Arquitetônica criada em Corinto, caracterizada Pelas folhas de acanto do capitel, do natural Habitante coríntio, na Grécia: quem entenderá O coringa? aonde nos levará a pequena vela triangular Usada à pro das canoas? e a barcaça de rapazes? Onde o homem é feio? quanto vale? vale mais Do que o corindo? e suas variedades mais estimadas, O rubi, e a safira, valem mais do que o coríndon? Mineral romboédrico, resquióxido de alumínio, Vale mais do que a pedra preciosa? depende Da ação de cada um, da grandeza dos atos, A corindiba, planta da família das Ulmáceas, Igual à corindiúba, também chamada quatindita; Não nos levará às nuvens, elevará à mesma altura do Corimbo, inflorescência em que as flores, a sair De pontas diversas da mesma haste, se elevam; O homem, não, não se elevará tanto quanto Uma ave noturna; o curiango, o bacurau noitibó, Coriativo na coriariácea, espécime das Coriariáceas, Família de plantas dicotiledôneas próximas das Anacardiáceas; dizem que escrevo por coreofrasia, e Que tenho a perturbação da linguagem com a Emissão de frases sem nexo; não sei se é Verdaedeiro, às vezes eu mesmo não consigo Compreender, e entender o que escrevi, é Alago que não consigo explicar; parece a coreia, Uma dança grega, parece uma doença caracterizada Por movimentos anormais, desordenados, e arrítmicos, Que afetam todo o corpo, acompanhados de tais Transtornos psíquicos mais ou menos importantes; E um deles que eu penso, é a tentativa que Faço em tentar escrever; confesso que é difícil, Quase impossível, e não consigo romper a Coreomorfose, a formação dessa pupila tão Artificial; e não sei se vem do coreo, do grego "Kore, ou Knoreia", não consigo ver, e nem Sei qual o coreômetro medirá as dimensões Da minha pupila; não sei qual a coreoplastia, A operação plástica, que clareará minhas íris; Quisera eu, do coreópsis, do gênero de Compostas, Que compreende nemerosas plantas ornamentais; E, causar coren, um pé de verso grego, ou Latino composto de uma sílaba, longa, Seguida de outra, breve; e neste crime sou Co-réu, réu com outrem, eu, cúmplice de mim; e a minha Co-ré, e meus espíritos co-réus, não houve Escapatória: sofri a condenação, preso igual a Um rato na ratoeira; um cori, mamífero roedor Existente na América Central, preso na armadilha De cérebro duro como um couro; e semelhante ao coriáceo, Que não salva um coriambo, pé de verso grego, Ou latino, composto de um coreu, e um iambo; Isto é, duas sílabas breves, entre duas longas; É isso aái, só falta de designação científica de Coentro, o coriandro, e a coriária, substância empregada No curtume de couro; quem diz que escrevo frases Sem sentido? não tem sentido. Pronto, já fiz um dia; BH, 0110120102001; Publicado: BH, 0300502013. Pronto, já fiz um dia de vida, nasci Ontem, e hoje completei meu primeiro dia ; E faço um depoimento contrasteador, para Fazer uma contrasteação, uma avaliação, Da minha chegada aqui neste planeta; Ainda não descobri se fui bem-vindo, Pois não sei qual é o contra-sinal, a Contra-senha, o disfarce para entrar No rol dos iluminados; e na claque Dos contra-sinais para os ilimitados, Insaciáveis criaturas, já que não existe Contra-selo, o selo que se põe em cima, Ou ao lado de outro igual ao carimbo, Com que se inutilizam selos; e não tenho Os contra-selos, para anular o fraco discutível, Pois não cheguei para contrariar, como o Que se pode ser contrariável; um contraditor, Um opoitor sem razão, não, meu espírito Não é contrariante; meu ser não é de Ente contrariador, é de resistência da Contraquilha, a peça de madeira, que Guarnece por dentro a quilha do navio; "Ad kalendas graecas", não quero ser feliz No dia de São Nunca; não quero ter prazer No dia que nunca chegará, e preso, e contraquarteaado, Defendido por escudos que têm os quartéis, Dividido em quatro pontes; e a cabo igado À ponta da vela grande, e do traquete, Para auxiliar à manobra do contapunho; Hoje é o meu primeiro dia de contraproteso, de Um protesto que se destina a destruir Os efeitos do outro, do contraposto, do oposto, Ao contrário da contrapontista, versada Em contraponto, e escudo contrapontado, que Tem as pontas opostas umas às outras; e preciso do Antídoto para a infelicidade, livrar-me da mendinga, E da confeitaria, e beber o contraveneno, e a Contrapeçonha; e não posso perder o pilar, perder a Estaca, preciso do esteio, do apoio, não posso Levar um gol no meu contrapé; passo a vida Num passo de dança em oposição a outro, E ando no contrapasso, no meio passo militar, Para adquirir a cadência da marcha; e Tenho que fazer muito mais, igual a parte Musical em contraposição, o contraparte de Uso especialmente em duetos; e apelo até Ao parentesco por casamento, ou ao parente afim, Clamo ao contrparentesco, a juda do sim, Da pala oposta na cor, ou dividida em duas, A contrpala que resiste no contranitente De resitência à força repulsiva da contranitência; A disposição, ou inclinação contranatural, De tudo o que é oposto à natureza, na total Infinita contranaturalidade universal; E na orgia farei a fuga, na contrafuga musical, Em que a imitação do tema se faz em sentido Inverso ao contragolpe em oposição a outro que Não sei qual é; e a parte prolongada da hste do Êmbolo, da máquina de vapor, na contra-hate Do contraído, o pescoço apertado; o hémn estreito, o Clítóris encolhido, o ponto G contraível, aonde anda O prazer, que se pode contrair do corpo contralateral? Do órgão, ou da formação similar situada no lado Oposto em realção à linha mediana do corpo, Onde o rim direito é contralateral ao esquerdo; E reforça a outra, na voz do contramandado, e é A contra-ordem de não viver; é o contra-ordenar, o Contramandar ao povo, para que não sej feliz; E é a contramarca, a segunda marca, para substituir, Ou autenticar a senha do teatro, e contramarcar A cena que o nosso erro está dentro de nós Mesmos; não adianta procurar a causa nos Outros, nós só somos os problemas, e pensamos Cegamente que somos as soluções, e estamos Bem enganados, não somos respostas, somos Confusões, conflitos, e deslizes, somos caos, e crises. Quando eu morrer; BH, 0140102001; Publicado: BH, 0310502013. Quando eu morrer, quero que o enterrro seja o Mais barato possível, o caixão, o mais pobre, e não Quero choro, e nem flores, e não acendais Velas; já vivo trago as trevas dentro de mim, e Morto terei, então, as revas a me envolver, e Irei para aonde for a luz da vela; e peno Pra não ser contrariado, e que ninguém Venha contramarchar, e nadar contramaré; Não quero maré oposta ao meu desejo, à Ordinária dificuldade que sou, e ao Obstáculo que represento à felicidade da Humanidade; e se não houver faixa de Terreno anexa à margem do cemitério, A contramargem da sepultura, melhor, Ainda não sou um Luiz Bonfá: jamais Serei uma Adhemar Ferreira da Silva, adeus Meus reis, a contramestra da vida, e lgou Mais a vós, o dom da imediata da mestra, Em oficina de criação, da fé, da coragem, A força, no masto oposto ao da mezena, Na contramezena; aprumei a verdade, quem Acreditará? quem usará a contramina, a Mina por onde se procura para inutilizar, A do nimigo; é frustrar a mentira, e assim Inutilizar o engano, e contraminar a ilusão, Detonar por meio de contraminas o totem da Profanação; e impedir pela Reprodução da moldagem, a contramoldagem De imagens de fantasmas, de conflitos aflitos; e Contramoldar o comportamento, o evento, O vento que não causa tempestadeno nosso Contramolde, para regorçar o clone, o desnho Da forma invertida do objeto que se procura Reproduzir para guarnecer de contramuros as Nossas fortalezas; contramurar os nossos castelos, E o nosso contramuro interior que não é tão Pequeno, e nem serve para a nossa defesa; é Derrubá-lo somo se fosse o muro de Berlin, "Adlibitum", à vontade, que não seja Obrigatório, e seja só aquilo que alguém Pode fazer, ou deixar de fazer, à escolha: "Ad litteram", literalmente, sem nenhuma Contestabilidade, ou contestação de qualquer Espécie; pode até ser uma resposta a libelo, Havr um debate; levantar uma polêmica, Ausentar a negação, com conformidade de Testemunhos positivos, onde o espírito não se Sinta contrariado; o discurso contraditado, Porém, com todo problema respondido, e o Ser não se sinta contestado; e sim contido, Compreendido, e não reprimido, encerrado, E não coibido, com prazer continuado, Pensamento interrompido, clímax contínuo, Gozo inalterado, contrabalançado, equilibrado; Igualado em peso, compensado a ambos, Atrás da união, como uma contrabanda, Uma peça de brazão, lançada ao contrário Da banda, isto é, da direita para a esquerda, E então, o melhor da defesa é o ataque de Contrabater, de atirar com baterias de contrabaterias; Do forro, ou resguarda do navio, do Contrabordo ao contrabraço, cabo náutico que Reforça o braço; protegido pelo contracadaste, Que cobre o cadaste, quando eu morrer, não Quero velório, nada de contracena, e o enterro, Tem de ser de preferência, se não tiver de usar Contrcédula, nem cédula que substitui, e Revoga a falta da contracepção, infecundidade Voluntária, infertilidade provocada por Contracéptico, método, ou produto que impede A concepção, é o anticoncepcional, é o carro contrachefe, A nossa peça ordinária na parte inferior, Do campo de escudo de esmalte diferente Para suportar o contrachoque que vem em oposição.
Escrito por Ivanovitch Medina às 14h14
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É boa a tarefa; BH, 060102001.
É boa a tarefa de ser um bom tratador de Cavalos selvagens que são os meus pensamentos; não são De palavras de vãs letras, são caudéis sãs, e esta caudelaria Que tenho a meu cargo, não traz alegria só, traz um Caudel de prazer, como algo que tem coturno; um conde Coturnado, uma bainha de um punhal afiado; e a Ladainha de um vendedor ambulante de fazendas, E objetos de armarinho; um cotruco, que visitava o Cotoxó, visitava os indígenas da extinta tribo dos Cotoxós; E do "cotoniár gutum", através do francês coton, português Cotão, chegou-se ao elemento de composição designativo De algodão; pois todo ele é macio, e a cotoneira, também, Pois veio da cotonária, plantas cujas folhas têm o aspecto, E a maciez do algodão, é o guafálio, da cotonaria do Crânio da algodoaria do cérebro, no cotio, no uso Cotidiano, em benefício da humanidade; a deixar, Porém, fora o "ab absurdo", o tomado como absurdo, Método hipotético de discussão, e demonstração Da Escolástica; a filosofia fundamentada em Aristóteles, S Tomás de Aquino, seguida oficialmente Pela Igreja Católica, o pensamento escolástico, das Escolas, próprio dos estudantes, partidários do cotingal, Terreno onde viceja a cotinga, pássaro insetívoro De plumagem viva, e formosa, da família dos Cotingídeos; E a espécie de capim de folhas largas, aproveitadas Pelos tropeiros para palha de cigarros; tenho-o Sempre envolto em cotim, tecido de linho; firme Como o cotilóide, perfeito tal o cotilóideo, que tem Forma de cotilo, da cavidade, também chamada Acetábulo, em que se articula a cabeça do fêmur; A justeza do cotilóforo, que tem os cótilos de um osso no que Se articula a extremidade do outro; e mantenho-o Sempre costumário, faz por costume o uso do pensamento, Consuetudinário "ab aeterno", desde a eternidade, e o "Ab hoc et ab hac", daqui, e dali, a torto, e a direito; É assim, com esta costumeira, com toda a usança, e Hábito, que tento como uma costuradeira, um Aparelho de que se servem os encadernadores para Costurar brochuras, fazer a costuragem, numa ação De costurar em cadeias todos os meus pensamentos; A evitar a queda de efeito cascata, dominó, Nesta hora sou uma costureira, nesta hora sou Uma modista que sabe o que faz, para mostrar Um trabalho bem cotado, mostrar um resultado Bem conceituado; e o cotador perde a função, Aquele que põe cotas marginais, faz o cotamento No ato de cotar os processos, perde o efeito, vira Cotamilho, fios microscópicos que se criam em Alguns vegetais, o cotamilhoso pelo que largam os Panos; cotão da lanugem de alguns frutos, felpazinha Que se junta ao no forro dos vestidos, e atrás em Baixo dos móveis; só o cote me salva, só a pedra De amolar, para desatar o nó falso num cabo de embarcação; E corrigir a tortuosidade de um mastro, e "ab Imo pectore", do fundo do coração, com toda a afeição, Uma cotia, antiga embarcação oriental, é curta Para a vastidão da minha alma; e o cotião Não é nada em vista da felicidade de Pensar; de cotiar a mente, gastar a memória Com o uso, e usar todos os dias em ataque, E em defesa da cotica, ao usar a banda Estreita que atravessa o escudo coticado, e Na pedra de toque do ouro, e da prata , na Cotícula, entender que o pensar vale mais do que o Que qualquer riqueza; vale mais do que o que o Bill Gates juntou em toda a vida de cotiledôneo Da costotomia de onde a mulher foi tirada, de Recepção de costela, costectomia, costo, latim"costa", É o que é costume; acostumado a dor, usado Habitual, costumado nas costeiras, nas peças que reforçam O mastro do navio, ao ligar-se-lhe aos lados, à costeira, à Costa marítima; é serra íngreme à beira-mar costálgico, É costalgia do óleo derramado cossoiro, roseta de espora, Bola de ferro com orifício no centro onde se embebe o Mastro, cossouro cossolete; cosseira cossoleto, cosselete de Barente inferior das portas das peças em submarino Preso no fundo do mar; tunda de onda contra o Vento, sova de espumas na areia, pancadaria de Águas contra os escolhos; o mar não é suscetível, Não se melindra facilmente, cosquilhoso sou eu, Coceguento, homem cosquento, corpo cosquilhento, é Ser cosquilhudo, desde a cosmurgia, desde a criação Do mundo do primeiro cosmotrônio, engenho que serve, Para adelerar partículas elementares, ou não carregadas, De modo que se obtenha um feixe de energia suficiente Para prpvpcar reações nucleates, produzir energia mais Elevada que a obtida por meio do ciclotrônio. O lugar onde se põe; BH, 090102001; Publicado: BH, 0290502013. O luagar onde se põe roupa a corar, é o Coradoiro, é o quarador no quintal; minha Mãe levava a roupa, com sabão, e pedra de anil, me Bem, e punha no coradouro, e a roupa ficava Branca, igual ao meu coração corado, sanguíneo, E sem pedado; lavado e rubro, vermelho de orgulho, E as palavras que eu digo, têm o mesmo radical Coquanto co-radical, como o coracóide recurvo, E o coracóideo da apófise que termina exteriormente À borda superior da omoplata; é o redemoinho Que passa, que tem a forma de caracol; "ad Astra per espera", elevar-se aos astros ainda Que com dificuldades, e que dificuldades; O Sol brilha há 250 milhões de anos, talvez até Antes, brilha hoje, e ainda não sabemos até Quando brilhará; "ad augusta per angusta", Através das dificuldades, "angusta", é que se Chega aos grandes resultados, "augusta", pois, Todos os grandes feitos exigem grandes sacrifícios; E o Sol merece todo o nosso coquetismo, todo o Nosso procedimeno de pessoa coquete; o Sol É copudo, tem grande copa, e fronde, e creio Que nunca será uma coqueira, igual a um Depósito de carvão-de pedra, tipo o das usinas SAiderúrgicas, e outras indústrias afins; só Mesmo nós, o homem, com o nosso pensamento Coprológico, com o nosso emprego de expressões Imundas, com o nosso versar de temas imundos, Como em literatura, é que encobrimos a Luz do Sol com as nossas trevas; com o nosso Estudo de adubos orgânicos, das fezes, e toda a Cropologia, cíbalos, massa fecal endurecida, Excremento fóssil, coprólito que não desperta A noss coprofobia, pavor mórbido, ou revolta às fezes, E sujeiras interiores; "copro", do grego "kopros", a substância Gordurosa, utilizada na preparação de supositórios, Velas, que se extrai da copra, da copraol, e do Resto, é o canto, acompanhado ao copofone, que Não é comum, é unstrumento de música formado Por copos de timbres diferentes; no beberete em Manifestações de amigos, nos copos-d'água, no copinaite, Veja tu, o direito autoral, a propriedade literária, Apaortuguesado do inglês, copyright, acredites, Segundo recomendação do Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras: é prar rir; ou é Para chorar no copio, como peixe descuidado, Que cai na rede de arrastar, para pesca; hoje, Infelizmente, todos os nossos autores, vivem de copilação, E a minoria vive com menos de um copeque; Recebe no mínimo o equivalente à moeda Divisionária russa, de cobre, que vale a Centésima parte do rubro, por seus escritos; Já poucos, como Paulo Coelho, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, conseguem sobreviver, só com as letras; A sobra é copépode da espécime dos Copípodes, Ordem dos crustáceos, que não dá para copelar; Apurar ou passar pela copela, cadinho que Emprega copelação, operação com que se Separa a prata de outros metais, por Meio de fogo, e os novatos tentam começar, A maioria é copel, saco de malha miúda, Das redes de arastar; ninguém quer saber, A mídia vai só desprezar; a copeira, mulher Que seerve à mesa, tem mais expressão, Lugar onde se guardam louças de mesa, não Dará espaços a estantes de livros; livro, copázio Do saber, e do conhecimento, copaço da razão, Coparrão de virtude; livro: co-participar, co-participação, Juntamente com outrem, quen levantará a mão? "Ad cautelam"; BH, 090102001; Publicado: BH, 0300502013. "Ad cautelam", por precaução, simplesmente, Escreverei para aquele, que fala que não mente; Terá ele assim tanta virtude? pois, Falar a verdade requer muita virtude, Muita força moral; disposição firme, e habitual, Para a prática do bem; boa qualidade moral, Ato virtuoso, castidade pela verdade, modo Austero de vida; propriedade interior, qualidade Própria para a produção de certos efeitos com Eficácia; motivo para tal virtuosidade, validade De virtuosismo, fazer parte de um dos coros de Anjos; não é fácil, é necessário muita virtuose De artista hábil, cheio de virtude, e teor Virtuosístico, como um músico de grande Talento, amador de música, eficaz mais ainda Na forma vernácula, que deve substituir o Galicismo; quem age assim, sabe copar, dar a Forma de copa, de fronde de copal, de várias Resinas duras, e vítreas que se extraem de Alagumas árvores das regiões tropicais, e se Aplicam na preparação de vernizes, e lacas; Do copaibal, bosque de copaíbas, e quem sabe Se exteriorizar, como uma copada, de grande copa De árvore, ou fica mais forte, ou fica mais frágil, depende da coorte, parte de uma legião, Entre os antigos romanos, ou da porção De gente armada, magote de fileira; qauem Por outro lado se interioriza, ou fica Cada vez mais sombrio, menos coordenado, Menos disposto, segundo certos métodos, e Preceitos; é preciso então, coobar, destilar Pela segunda vez, fazer boa coobação, uma Destilação retida do mesmo líquido, e depurar; Não será com consulsoterapia, com quaquer Dos processos terapêuticos baseados em crises Consulsivas provocadas por eletricidade, Insulina, ou cardizol, que um convulsionário, Com mais convulsões, será um visionário; Todo o nosso íntimo tem disposição para a Convulsibilidade, todo o nosso organismo quer Convulsar; as nossas entranhas querem convulsionar, Todo o nosso metabolismo quer conturbar, e cada Órgão que provocar, causar um convoluto, Um enrolado convocatório, que não Queremos, ou não sabemos entender o Apelo convocador; "ad hoc", para isto, ou seja, Para este determinado caso, a nossa luz Perpétua deve agir como uma coreftisia, uma Diminuição dos diâmetros da pupila, e aquele Que quiser nos enxergar, deverá passar por Uma corectasia, uma dilatação da pupila; Uma corediástole de co-rdentor, que só Coopera na redenção dos sofridos, de todos Co-redentores do destino; cresçamos então, Irmãos em afabilidade, sensatez, por Mais que seja, nunca nos fará mal; Mansidão, irmãos, cordura, enxergue Além, ou aquém da core, do grego "kore", Viaje além de Córdova,Espanha, conheça O cordovês, não obstrua de ira, e raiva, e Ódio, e rancor as cordoveias, deixe as veias Jugulares, e tendões do pescoço livres; respirai Popular, com designação: livrar-te da cordoaria, Fuja do cordoeiro, voe, Caronte não recebe Córdova, unidade monetária da Nicarágua; Não seja tão duro quanto o cordovão, couro de Cabra, curtido, e preparado especialmente, Para calçado; não dê asas ao cordovaneiro, Dê asas à imaginação, grite, a pensar Que tu és um César com suas palavras a Farnaces rei do Ponto: "veni, vidi, vici": Vim, vi, venci!
Escrito por Ivanovitch Medina às 16h46
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Quem vive sem mentir? BH, 070102001.
Quem vive sem mentir? e sem aumentar Um acontecimento? sem fingir, ou demonstrar a Mais pura falsidade? a humanidade precisa De um corregimento, de uma correção de "absento Reo", mesmo a estar ausente de ser ré, ou não A ter réu para a multa; o ornamento da Alfaia, o correeiro que faz, e vende as correias De couro que nos prendem, terá que sofrer Uma corredura; ninguém suporta mais Viver amarrado, só uma corrida para nos Livrar, como os restos de um líquido que, A aderir a medida, correm em proveito Do vendedor; quem conhece a verdade? Depois que ela passa por um corredouro? O que vira a verdade, depois que ela Chega ao lugar próprio para coridas? sofre Uma ação continuada de correr contra O tempo, e no corredoiro vira mentira; A verdade é uma corrediça, um encaixe De madeira, ou metal, sobre o qual se movem Os batentes de portas, janelas, tampas de caião, caixa, Bastidor de teatro, cortina de correr, liberdade; A verdade é um bairro de correeiros, é uma Casa, correaria, estabelecimento onde se Vendem correias, e outras obras de couro; E liberdade é correão, é correia grande, é a Correada, a pancada na mentira; "ab urbe", Condita, desde a fundação de Roma, os romanos Datavam os acontecimentos em relação à Fundação de Roma, 735 aC, com as iniciais UC; A corrosão humana é visível, a degeneração Humana é pior do que a erosão ocasionada Pelos ventos; e quanto mais corpulento o homem, Alentado, e grande, menor é oser, por dentro É só um corpo-seco, um esqueleto sem ente, Da raça de corpos-secos, sem teor corpóreo; só Material descartável, perecível, corporal Mortal corporeidade limitada; corpoatura de Forma externa, de estatura concisa, o homem Não sabe corporalizar a si próprio; materializar O espírito, sem a corporalidade finita, para Nós, paranóica, corozo, marfim-vegetal, corozil, Colmo de corote, barrilete para transportar água, E vinho, tem a forma de bico de gralha; Coronóideo coronel, coronóide coroniforme, Coroa corônide, cornija, remate; feixe de Carga que se leva na cabeça, coronho Coronheiro coronhada; coronhas de coronelato, de Vaidade, orgulho, vade corondó, caracól Planorbia planetária das artérias coronárias; "Abusus non tollit usum", o aruso não proibe, não Tolhe o uso, e nem nem se deve condenar um uso, Uma prática, somente porque houve abuso, e Depois do abuso, vem sempre a moderação, Tanto quanto vem a bonança depois do vendaval; Representa então, a curvatura da coroa Em forma de coronário, osso frantal, coronal De córula, de corolítico, de arquitetura Das colunas com ornatos de folhas, de flores Em espiral, coroliforme que susutenta O corolífero, de aparência coroláceaa; éo coroídeo Cego, a coroidé opaca, é o corografo de visão; Coroça na mão, capa de palha, palheta Na fogueira, fumaça de coroado, de Tonsurado, de cercilhado indígena brasileiro; Faz coro, vento do nordete, "faz khora", do grego, De região distante, de país irmão, de território De cornuto, chifrudo por opção; é argumento De raciocínio difícil, dilema cornúpeto, De marrador cornípeto; é chifrador cornípede, com Patos córneos, cornimboque de caixa feita de Tartaruga, basta, aportuguesamento do inglês, Combock bane, cornígero, corniforme, que Tem cornos, ou excrescência de cornífero, e "Acta est fabula", acabou-se a história, E terminou-se o assunto. "Ab irato", em estado de cólera; BH, 070102001; Publicado: BH, 0290502013. "Ab irato", em estado de cólea, de Ira, e impensadamente, como quando perco O início da corta-jaca, espécie de dança Sapateada, que abre talho no chão de poeira; e Parece um cortadouro, depressão no terreno, De cortadoiro entre montes, morros, e picos; e O corselete, antiga, e ligeira armadura para o Peito, o corpete para o coração corsolete, que protege, Que guarda o corpo, cossoleto que evita o Que queira pilhar o sangue; e assaltar os navios, Atacar as fortalezas, piratear os cais, andar a corso Pelas costas; e corsear nas enseadas da corruptibilidade, Na qualidade daquilo, ou daquele que é Corruptível, que não usa corrupíxel, sacola Na ponta de uma vara para colher frutas, sem As estragar, pois os corrupixéis que eles usam, Não servem para corrupião, pássaro brasileiro, Que nada tem com a corrupção vigente, apesar de ser também, Tão estimado, mas é pelo canto mavioso; já O outro bando, o coletivo é de ladrões, a voz não É de ave, o cantar deles não é o gorjear, não é o Trinar, é cantar o corrume, o entalhe que se faz Numa peça para nele correr outra encaixada; E o destino é o bolso, a conta no paraíso fiscal, E não o voo da corruíra, nome comum a duas Aves da família dos Trogloditídeos; "ab ovo", desde O começo, desde seu ponto de partida, o homem Já começa a morrer, já começa a corrugar, a enrugar O couro, a engelhar a pele, e não há como escapar Da corrugação do enrugamento da corrução; e do Engelhamento da corrosividade, do corrosivo Corrosível de si mesmo, o esqueleto corroído na Corrosibilidade do corrompimento: "ab ovo usque Ab mala", do ovo atá as maçãs, do começo até O fim, do início , e do fim da refeição: apodrecimento; Corrompido, feto corrupto, podre, estragado, de útero Corrompedor, berço corruptor, carcomido, gasto, Viciado corroborativo, próprio para corroborante, Comprovante do colonialismo, reafirmante do corro, Da armação do circo; do sangue na arena, do Corrixo dos Icterídeos, corriqueirismo do cotidiano, De pessoa afetada, presumida na rotina, na Trivialidade do corriqueiro; castigo pela total Corriqueirice, descompostura pública pela falta De compostura pública; surra moral, sova de Espírito, perseguição com chufas, assuada de Conventículo, corrimaça pelo mexerico , pela Reunião facciosa, que trata em conciliábulo, Em surdina de corrilho, como lucrar mais com O corrigidor; com a comissão do corretor, o revisor Conciso, que corrigeo texto, e a usar de toda Autoridade de corrigibilidade, elimina corrigir Em livros, a errata com reprimenda, e ralho; Quando o pensamento não sofre corrição, Como o levantamento da caça por meio de cães, Ele foge para dentro do eu, se esconde, e Se arrasta no corrião, no cinto largo de couro, Com fivela para não se soltar; e não há Corretório, não há registro de correções, e pena Que o traz de volta à corretoria; ao cargo de Corregedor, à orregedoria natural do corpo, Da mente, do espírito, da alma, da função Do corretismo, do procedimento correto, onde A correção seja soberana, e o ser irrepreensível; E o pensamento não pode ser correntoso, tal O que tem curso de água de lágrima de Forte corrente; rio cujas águas correm rapidamente Pelas faces tórridas, encachoeirado corentio fácil, De choro livre, usual, e comum; não importa, De onde, nem para aonde, se correntino de Corrientes, Província argentina; ou se comcorreligionarismo, Solidariedade entre os correligionários latinos Americanos; "absente invidia", sem inveja, Entre os povos irmãos. "Ab initio"; BU, 060102001; Publicado: BH, 0290502013. "Ab initi", desde o início do cosmonômico, Do conjunto de leis cósmicas, da cosmonomia, o homem Não tem nem ideia do tempo cosmométrico; e nem O cosmolábio, antigo instrumento para tomar a Altura dos astros, passou para o homem a noção Da grandeza total do cosmos; e o cosmógrafo, que se Ocupa da cosmografia, e é versado nesta ciência; Nada pode deixar de concreto com todo o pensamento Cosmográfico que possui; até mesmo o cosmogonista, e Que trata da cosmogonia, nada pode nos afirmar De cosmogônico: o cosmo é complexo; o univero É desconhecido, no mundo nada é sabido a respeito Do grego "kosmos", nada sabemos, e nem podemos dizer, A não ser as conhecidas suposições do que é mais Antigo do que o antigo que desvendou O co-seno, e a relação entre a projeção sobre o Eixo dos co-senos do vector que liga o centro co Cíeculo trigonométrico à extremidade do Arco, e o raio do círculo, onde começou toda Coscuvilhice, todo enredo que forma a intriga, O mexerico do coscuvilheiro, do cientista mexeriqueiro, Do professor bisbilhoteiro, ou do filósofo intrigante, Que só sabemcoscuvilhar, dar teses para fazer enredos; Teorias para mexericos, e bisbilhotar o coscorão, A casaca grossa oned tudo começou; qual foi A sujeira que gerou, a pele suja, e escura, A crosta do pão, bolo, quanto muito duros, e Imprestáveis, tal qual o homem a pessoa, Já velhas, e feias; o corvo-branco, urubu-rei, Do corvismo, é menos sombrio do que nós, os Corvos-brancos humanos? espírito corvídeo, e só Semelhante à espécime dos corvídeos, família De pássaros a que pertencem as gralhas, e os urubus; "Ab intestato", sem testamento, desde a infância, Dos tempos de menino, tenho levado vida só Contemplativa, meditativa nas ordens contemplativas, As antigas ordens de monges, que viviam apenas a Meditar, a orar, sem encargos de colégios, e Paróquias; e só fazia a corveia, o trabalho gratuito, Que era devido pelo camponês ao seu senhor, ou ao Estado, pois nasci corvacho e do coruti, do lamento; Mas é verdade, e do coruto, do pináculo, nunca retirei Nada, nunca se gerou nada de sumidade, o cocuruto Que ostento: nem a bandeira de milho, e de outras Plantas; pode covertear o pensamento, pinotear A mente; corcovear a memória, e pirutear a alma, Que de dentro, não sai nada, nem de corunhês, Natural da Corunha, Espanha; continuo ainda com Teor de corumim, de rapazinho, de menino criado Com mimo; continuo ainda com ingênuidade de Colomi; pureza de colomim, continuo ainda com a Surpresa um curumim diante das coisas; só Que dentro de mim, não gosto nem de falar, só As sombras dos corumbás, dos lugares esquecidos, Desprezados, e distantes, a verdade é esta, dentro Da cabeça, só corumbalada de acontencimento complicado; De corumbaense, do natural, e habitante de Corumbá, e Que quer continuar, quer armar com cortinas, quer Encobrir a cortilha, instrumento em forma de roseta, Com que pasteleiros, e doceiros recortam as massas, A cortadeira das sobras, a carretilha de cortil, De corte pequeno pátio de quintal, cujo corticoso, Que tem a casca muito grossa de corticiforme Enganoso, produz rocha no lugar de corticífero; e a Corticícola, não é a que vive nas cascas das árvores De troncos cortíceos, de cirtical corticento, de córtex de Cortiçada, grande porção de série de córtice relativo; A corticeira, lugar onde se junta planta da família Das Leguminosas Papilionáceas, é sobreiro orticeiro, Que trabalha na extração, nos sobrerais do corteirão; Do palaciano áulico adulador, dos cortesãos que Simulam cortesanice, dos cortesões da falsa cortesia, Urbanidade fingida; intriga de cortesania, de Modos da civilidade cerimoniosa de educação Humana que não surpreende mais por parecer, Ter surgida num corte de cortelha, ou num curral De cortelho; o cortejador hoje dos bons modos, Bastantes raros; o namorador hoje dos bons modos, É nulo; só aparece pessoa dada a rapapés, e salameleques; é Corta-vento, é moinho de vento fantasma que confundiu D. Quixote; é ave da família dos Coradriídeos, dos Reais corta-ventos, no corta-palha, no serrote fixo, em que se corta a Palha que se dá ao gado, depois do cortamento, do Corte do feno; a cortagem do capim, a cortadura da cevada; é lá Resistir com um quebra-mar na resistência do Quebra-mar, do prolongamento angular dos pegões Das pontes para reforçar as construções.
Escrito por Ivanovitch Medina às 10h00
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Coração de "crem no"; BH, 030102001.
Coração de "crem no", de grego "krem nos", de lugar Escarpado de beira de precipício, de cremnofobia, de medo De precipícios ocultos no meu peito; minha alma não É sadia, e não existe saúde no meu espírito, lamento, E sofro no organismo a cremnometria da adrenalina; A avaliaçãoda quantidade do precipitado químico do Metabolismo; e viro um creme francês "crème", viro Uma nata, uma pasta, que o cremômetro para Avaliar a quantidade da gordura no leite, estoura A escala que me deixa "cremo", do grego "kremos", em Suspensão, pendente com o universo; ai, se fosse eu, No meu círculo vicioso, um cremocárpio, um fruto Seco umbelífero, cujos mericarpos, que se separam na Maturidade, ficam pendentes na extremidade Do eixo central, e como um suco, passo por um cremor; Por um cozimento, tipo alguma planta, sem crena, Sem espaços entre os dentes de uma roda; o dente Arredondado na borda de certas folhas, na cremazinha, De crênula crendeirice de crendeiro que crer em tudo; Em absurdos, abcegos, e abmudos, abusões ridículos, e ares De simplórios; de comportamento "creni", do latim "crena", de Entalhe vazio, crenífero nas crenas do crenirrostro, que Tem o bico crenulado, com crênulas, do grego "creno", "krene", De fonte de água mineral da crenoterapia; a Cura, o tratamento que se realiza em estação hidromineral; A crênula do "creo kreos", a carne do creófago, do carníviro, O canibal na cresotagem, no aplicar o cresoto, o cresotar o Crépido, o crespo abismo encarapinhado, que são nosso Filhos, como crespulário, insetos que aparecemà hora Do crepúsculo, cujos defeitos, só os soutros vêem, a falha, O erro crepusculino, nos cegam, e não enxergamos os Defeitos de nossos filhos, nem quando eles estão Crescidos; apesar que algum, chega a dar grande problema, Ao ter desenvolvido a infelicidade, e aumentado a Falta de alegria, e de prazer; só cresol, fenol derivado Do tolueno, extraído do alcatrão, da hulha, dá mais Trabalho do que criar filho; e a crematonomia também, É outra pedra na chuteira; nada mais impossível do que O conjunto de leis que regulam a produção, e a distribuição Da riqueza; a produção a burguesia até que aceita, a Elite também até que aceita, mas a distrbuição de riqueza, aí, O bicho pega; ninguém quer distriuir nada, quer Só a crematologia, só o tratado sobre a produção, e A conservação das riquezas, mais nada; quer só ter é Possuir os bens, aumentar cada vez mais a riqueza,e Guardar a maior quantidade possível de dinheiro, o Maldito "crêmato" do grego "kremos, atos", que falta à maioria Do povo, e sobra aos ricos nefastos; como um forno crematório, Que destrói, que aqueima, o rico cremador, para satisfazer Sempre mais a orgia mórbida, queima cada vez Mais, e só resta ao pobre, ficar queimapdo; e cremado, Pois para haver rico, só se houver pobre, que perde O aspecto creditório, perde co crédto, que o rico tem, Mesmo quando ele não vale um centavo; o rico É sempre credenciário, tem sempre a seu cargo toda Credência, e o altar-mor; o pobre, geralmente, não tem Nada, sem mesa junto ao mar, onde se colocam as Galhetas, e outros acessórios da missa; vide as comemorações Dos quinhentos anos, onde o povo pobre, índios, negros, desempregados, E ouros que incomodavam os ricos, entraram na Porrada, no pau repatido; no cacete amiudado, no Espancamento frequente, na agressão de crebro, Enquanto que nos palanques, e nos altares as autoridades Políticas, e eclesiásticas riam das caras deles, e diziam: Bem feito, bate mais, que ainda é pouco; foi preciso Muita creatinina, muito produto de catabolismo muscular, Correspondente à creatina anidra, para suportar a pancadas, E aguentar as corridas pelo asfalto debaixo de chuvas, e No exercício da corrida para linge do alcance das bombas, Gastaram toda a creatina, todo ácido metilguanidinacético Existente muscular, e ficaram caídos, deitados, sem Poder andar; nada de povo no meio: era clérigo com Clérico, e ligo com leigo, cada um com a sua igualha, E o povo de fora; era o usado na expressão li com lé, Cré com cré, depois sobrou só o calcário formado Com os despojos, foa miníferos, radiolários, cereais, Misturado principalmente com argila, com barro Cravinoso, que tem formas de crevo, ou cravina, e só Azucrina com crevijar, a bater com barra de ferro, tal A que une a lança com os varais do carro; e cada uma Das pontas metálicas da fivela, o cravete cravelho, de peça Grosseira de madeira com que se fecham cancelas, e Alguns postigos, e portas; é fácil dá prazer? qual é o Melhor? sentir prazer, ou dar prazer? a máxima Ser como a vela, que ao se consumir, ilumina, É adequada à humanidade? ou estamos todos com Gravagem, com doençaa das gramíneas? nossa alma Merece cravadura? ou nosso destino será o de sovelas, ou Daquilo que crava, daquele cravador com craurose, Com atrofia, que só causa prazer a si próprio; a lama É uma crateriforme, tem forma de cratera, de taça de Fel, de vaso de retrete; o espírito não serve para Crástino, para ser isado no outro dia de mamnhã, Tem que jogar fora todo dia; o pensamento não pode Ser usado no dia seguinte, envelheceu, o matutino dele já Carrega o sombrio da crasta; a prisão do claustro, A treva da parte interna, e reservada dos conventos; Melhor faz o cramuláceo da família dos Crassuláceas, e A crassulácea pelo menos não pensa, é planta Dicotiledônea, dialiopétas, de folhas espessas; melhor Ser crassirrostro de bico grosso, ou crassipene, de penas Espessas, ou crassinérveo, de nervuras espessas, ou crassilingue, De língua grossa, de réptil, sáurio, ou crassifoliado, de folhas Grossas, e gordas; porém, acredito, sem crassidade, sem crassidão de Crassície: burrice ignóbil; estupidez notória, grosseria da crasiografia, Da deserição das crases, do tosco nos temperamentos, ignorante Na crasiologia, no estudo ou no tratado. Ai, quem me dera. BH, 040102001; Publicado: BH, O270502013. Ai, quem me dera, tivesse o poder de Encontrar uma saída, para todas as dificuldades; e Arquitetar um plano de emergência, imaginar uma Solução para todos os problemas; concebner uma ideia boa, Gerar uma resolução que agradasse, inventar respostas Adequadas à todas as perguntas; e produzir a felicidade, E o prazer, engendrar a alegria, imaginar uma vida Melhor, e craniar pensamentos vivos, lúcidos, racionais; Aai, quem me dera, numa craniectomia, numa operação Cirúrgica, extirpar toda a proção ruim da caixa craniana; e Ver numa craniografia, numa descrição científica, tal Uma radiografia, se ainda há algo que preste, e pedir Ao caniógrafo, que tudo de ruim no meu craniolar, Na minha craniolária, a concha onde guardo o cérebro, Seja deixado do lado de fora; e quero que seja feito Um estudo na craniologia, que é a arte de conhecer As faculdades dos indivíduos, para ver se o meu teor Craniológico, traz algo de útil à humanidade; estou Cansado de ser fútil, sem utilidade, e só tal De craniologista, um versado craniólogo, para me Responder se eu tenho salvação; e também Apelar ao craniomante, pessoa que pratica a craniomancia, Suposta arte de adivinhar, as disposições morais, e Intelectuais pela observação do crânio; preciso saber O que se passa dentro da minha cabeça. estou a Ficar maluco, e só um craniômetro, só um Instrumento craniométrico, para fazer uma caniometria, Uma medição de diâmetro, para saber se está a Diminuir, e a apertar o meu cérebro, se está a Crescer, ou se está normal; comum eu sei Que não está, vou descobrir numa cranioscopia, ao Examinar, e apreciar pala análise do cranioscópico, e Do cranioscópio, e numa craniostomia final, pela qual Se abre a caixa craniana a desvendar todos os meus Mistérios; a razão dos meus medos, das minhas Covradias, e as fontes das minhas mentiras, falsidades, E ilusões; e secar, depositar areia,e a única Água que fluirá, é a água da verdade, a água Da realidade, da saúde mental, da alegria da Cracoviana, dança de origem polonesa, e da força Da resistência do cracoviano, e da Cracóvia, Polônia; E todo craguatá cranial, toda planta espinhosa, E que dá frutos ácidos, vou indicar a posição Do lado de fora, mais próximo, só o que for bem Saudável; do lado de fora, igual ao crás, o som Imitativo da foz do corvo, não fará mais eco no Meu ouvido; a mistura "crasio", do grego "krasis", de temperamento "Crassi", do latim "crassu", de grosso, não será mais encontrado Em abundância, como de crassicolo, que tem o pescoço Grosso, e de crassicórneo, que tem os cornos, ou antenas Espessas; será o fim da loucura que quer me exterminar, E só sobrará aquilo que realmente é aproveitável, E vejo que nada será aproveitável, não possuo estoicidade; e Firmeza de espírito, austeridade de ação, e não conheço a Resignação do estoicismo, da escola filosófica fundada Por Zênon, na Grécia, no século III a.C, e que pretendia Tornar o homem insensível aos males físicos, e morais; Principalmente rígidos de moral, rigirismo de costumes, E indiferença para com os bens da terra; não atingi, Não atinjo, e penso que nunca atingirei o equilíbrio De um estóico; jamais serei impassível, um indivíduo De ser rígido, quanro mais eu, ue choro à toa, que Sofro, e sinto dor, e que não tenho nem a segurança Da craca, molusco que vive nos rochedos, ou nos costados Do navio; quanto mais eu, que não tenho a substância Do cromo, de símbolo Cr, e da cozinheira de bar, mulher Que cozinha em botequim, com seu cozinhado, seu Cozido de espelunca de beira de estrada, com guisado de Plebe rude, tem mais conhecimento do que eu; tem Mais sabedoria do que eu, na minha vã pretensão, que Só conhece, e sabe da cozedura, da cocção de ervas hortenses , Panelada, e caldeirada de ignorância; e o utensílio em Que se faz a comida, a cozedeira, é o coité que antes Sevia de repouso ao meu cérebro, que se viu de repente, Igual ao cavaleiro que perdeu a armadura que o cobria, e As coxas, e ficou sem o coxote, e a cavalgadura; e sem a Manta, a cobertura da sela, o coxomilho esquecido Na coxia, lugar ocupado por um cavalo na estrebaria; A passagem estreita entre dois renques de bancos, é Larga demais para mim, em companhia do meu Pequeno, e combalido ser; e na prancha em certas Embarcações , para da passagem da proa à popa, eu nem Arrisco-me; sento no assento móvel, com dobradiças, nos teatros , Deixo vago, e morro no corredor, antes de chegar à cãmara, E ao espaço livre, entre os bancos de um ônibus, de um Bonde, escondo minhas sobras, meus restos; meu coxêndico, Os ossos dos quadris, os quais, com o sacro, formam a Bacia, ou pelve, a claudicação que arrasto, o crônico Manquejamento cosálgido, a coxeadura pela coxalgia da Dor na articulação da coxa com a bacia, à coxal da Anca, que mesmo o doce servido no pires chato, no Cavilhete, deixa-me ficar contente, abrir covas para o Pantio das mudas de plantas; como se fosse covear espaço Para as almas, no lugar onde se abrem sepulturas, e A ter ofício de coveiro, o desprezível covato, tal o cesto Para apanhar peixes no rio, o covo do covão, no preço Desse ato, na abertura de covagem. de côvado padrão, na Antiga medida de comprimento que tinha três palmos , E correspondia a 66 centímetros, e veio do latim "cubitus", de Covacho de indigente, e por cima um conval um plantio Verde de couve, para encobrir o couto, onde poderiam asilar-se Os criminosos, em refúgio de velhacouto, asilo de courame, De grande quantidade de couros curtidos, que a couraçada, O revestido de metal, o blindado, tal o navio couraçado, Não impede o ataque, a coura do cascudo, do gibão, Para guerreiros de coira do coulomb, a unidade unternacional, Símbolo C, equivalente à quantidade de eletricidade, Transportada em um segundo por uma corrente de um ampere; é a Quantidade de eletricidade que se deposita 0,111g de prata Numa cuba com nitrato de prata.
Escrito por Ivanovitch Medina às 20h16
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Coisa ridícula, que envergonha; BH, 02801202000.
Coisa ridícula, que envergonha a mim Mesmo, tanta chinfrinada em vão; quem se interessará Possa, por tanta chinfrineira? quem abrirá os olhos à Tanta chinfrinice? nem mesmo eu que já nasci Cego, e uivo a irritar meu tato; vivo a mexer no Meu íntimo, para não encontrar nada, como provocar Revolta em todos, por minha tentativa frustrada Em deixar uma obra em emu nome; e calo-me, Para não me ridicularizar cada vez mais, e me Calo pelo fim da desordem, e do estilo chinfrim; Ponho fim ao chinfrinar vazio, e oco, que é o Eterno dentro de mim; nem a adquirir toda Chinerice do mundo, mas sem os modos de bugingangas, E sim com artefato que revela grande paciência; e Sinto que não passarei de chineleiro, e sou daqueles Que faz os chinelos imprestáveis, que faz os chinelos Para os meus pés de indivíduo reles; o chincoã, Cujo nome é comum à diversas aves da família Dos Cuculídeos, deixa mais na vida, do que O indolente eu, o ronceiro chinchorro que navega No meu rio de lágrimas; e a chinchila, mamífero Roedor dos Andes, de pele muito estimada para Agasalho, é mais útil do que a chincha, o barco De pesca, a pequena rede de arrastar, a cincha Furada, que naufragou, ao chinchar no mar Tenebroso do meu peito; ao cinchar no Oceano proceloso do meu ser; e a filosofia Produzida por toda chinarada, desde o Primeiro chinês a existir para a formação da China, é uma filosofia para pregar ao Mundo, para pespegar ao unierso, e toda humanidade, Deveria chimpar enquanto há tempo; e aproveitar A chimarrita, a dança popular com acompanhamento De cantiga, e violão de chimango, de designação Depreciativa dada ao partido liberal no tempo da Regência, ao membro desse partido, os chimangos Opunham-se aos caramurus, que desejavam a Restauração de Pedro I; e no Rio Grande do Sul, Era a alcunha que os federalistas davam aos Adeptos do partido republicano; e na cozinha é a Tenaz feita de um pedaço de arame, para pegar Brazas nos fogões; e no escuro, meu cérebro chilreante, Chilreia, com chilreio de silêncio, dentro da Cabeça; palrador, e tagarela é só o espírito, o eu Chilreador não participa da chilreada da alma, Da mente chilrada no murmúrio dos espíritos; Na vozeria própria dos dos fantasmas, e no Chilido da imaginação, chiado das chilenas na Barriga do cavalo, as esporas de largas rosetas que vinham do Chile, e o doce da chila, a pequena abóbora, Que não muda o menino incorrigível, o levado Da breca, peralta chifre-furado, que não há A correia de couro que une os bois pelos chifres; Nem a vara que chifra, e que ataca, o boi-de-cara-preta, Que mete medo no danado, já levou No mato até um chifraço, um golpe violento de Guampaço, de cornada, só que não pegou, pulou, e Escapou, como o vento das moitas; e de chifra, e do Aparelho, a face afiada, com que sapateiros, Zé Pezim, os seleiros raspam o couro, a plaina chifarote; Espada curta, e reta, guascada de gascão; a Talada no lombo, a lategada do chicotaço, O golpe com o chicote no rabo; a salada de chicória , a Planta hortense, de uso culinário; e há duas Variedades mais comuns: chicória-doce, ou escarola, E a chicória-amarga, ou almeirão; mas a criança Só quer a goma de mascar, o chiclé que não é Planta da família das Apocináceas, e aí, ela dá Adeus aos dentes, e não vira chichisbéu, que Corteja, ou galanteia uma senhora com assuidade; e Importuna de chinelo, de sapato velho, acanhado; Salve meu chícharo planta da família das Leguminosas Papilonáceas, c o chichá, árvore da cacaueiro, de Folhas largas, palmadas, e de cujas flores, de cor ferruginosa, Exala cheiro desagradável de sterculia foetida, e Mata a fome com chicha, a carne picada, alho, e sal. Não devemos escrever; BH, 02701202000; Publicado: BH, 0260502013. Não devemos escrever com chamboice, A usar termo chamboado, igual carne de chambão, e a Expor pensamento achamboado, de espírito assim Atarracado, e deselegante; escrever igual a um Chambaril, um pau curvo, que se enfia nos jarretes Do porco morto, para o abrir, e o pendurar melhor, Não escrever; escrever é vida, não é chamarisco bem Lúgubre da morte, é chamariz da filosofia, e Coisa que atrai o meditar; e sou um chamador Da imaginação, aquele que chama a meditação, Que tira a atenção da dor; e que adverte ao Perigo do que não sabe viver, e não escrevo por Chalreio, não falo por tagarelice, e não tenho O hábito de falar muito, como o chilreio de pássaro; Apesar que o chilreiar de um pássaro tem, Notadamente, mais valor do que qualquer Vil, e ignóbil chalreador; tagarelada fútil, de Alma chalreadora de chalo, de cama Rústica, de catre, de enxerga; quem ler o que O que escrevo, tem até o direito de chalacear, de Caçoar por minha experiência; satirizar o Que escrevo, e dizer que só uso de pulhas, E de dichotes; Deus, porém, sabe como eu Procuro não ser chalaceador, e abomino o Chalaceiro, o caçoista, e satírico, que só Diz chalaças superficiais, sem profundidades, E só supérfluas; cubro-me com a manta da Inspiração, o baixeiro da proteção, com o forro que Se coloca no lombo do animal para que os arreios Não o firam; e sem intenção de que o meu vocabulário, Desrespeite o da Academia Brasileira de Letras, e que Consiga somente esta forma apresentada pela Academia, é mais correta a graffia; e o meu Sairel, conforme o étimo árabe sear, é a cobertura Da cultura que pretendo apresentar; sei que sou Um ente chaguento, um ser que tem chagas, tem Feridas, e úlceras; coração chagárico, atacado De doenças de Chagas, barbeiro chagado, ferido Chafurdice, pelo chafurdar na ignorância; Na sujeirice, e na imundície da sociedade, Que se espalha pela humanidade; não quero Demonstrar meu lado chafurdeiro, sei, porém, que O tenho, inútil negar, toda moeda tem dois lados; E alguém sempre chafurda num chiqueiro, ou Num lamaçal, numa casa imunda que espanta Os espíritos, os gnomos, os fantasmas, agrupados em Chafardel, como cabeças de gado ovelhum, rebanho Chadiano, da República de Chade, África Central, Onde tribos com chafalhão, com grande facão tipo Espada, degola sem piedade o próprio irmão; e Basta de chafalho na carne, irmão na mata Irmão, ão é chessilita,mineral monoclínico, De cobre, carboneto básico, também chamado azurita De Chessy, topônimo francês, sem sentimento, sem paixão, Sem ânimo, no ócio da cherimólia, planta da família das Aanonáceas, de fruto muito saboroso, e que pede O chererém, a chuva miúda, a garoa, no chepe-chepe, Terreno encharcado, e que não afasta o cheiretismo Do cheireta; do indivíduo metediço, inescrupuloso, e Sem critério, xereta cheirador, que cheira mentira, Falso curioso, fingido novidadeiro, de charadeira Na mão, oferece rapé de tabaco da caixa, e não Sabedoria de sábio, de chegamento de prazer; de Chegada de alegria de corajoso, de felicidade de Destemido, serenidade de valente; pegador de Chegador, de chegadela de raridade, de antiga, de Aproxição de objetos clássicos afastados; chegada Rápida ao racicínio, e nada de repreensão, nada De castigo corporal, de tábua lateral da mesa Do carro, a cheda onde se colocam os fueiros, e a Mudança do checo, do checoslovaco , a guerra que Pos fim ao irmão tcheco, e separou o tcheco-eslovaco; e Fico na dúvida do ché do ceticismo da dúvida, Sem querer duvidar, é difícil acreditar; a Jornada é árdua, e o coração não aguenta, vai parar. Chauvinista é defeito? BH, 02701202000; Publicado: BH, 0260502013. Hauvinista é defeito? peca a pessoa que Tem nacionalismo exagerado? o bairrista é errado? Por que tanta depreciação em torno do nacionalismo? É vergonhoso, e depreciativo ser brasileiro? eu Não sinto vergonha, a não ser pela classe que em Brasília tomou conta do poder; do chazeiro oficial, Do chazal da elite, da burguesia do lugar onde há plantação de chá, e Vivem como pessoas que gostam de chá, sombra, E água fresca; aí, envergonho-me, é o chavo que Carrego, é a moeda antiga de pequeno valor, coisa que Sem valor, e insignificância, e que causam grande Mal, e grande prejuízo à nação brasileira; só Sabem chavetar, prender o dinheiro no bilso Deles, firmar na burguesia, segurar na elite, Como se fossem alguma coisa, e não passam de Chaveta, pequena chave na peça que segura, E firma a roda na extremidade do eixo; São todos umas chavetas, porém, imprestáveis, não Fazem falta nenhuma ao país; nem o chavelhudo, O diabo dotado de chavelho, o chifrudo, abriu a Porta do inferno para eles; o diabo odeia toda Concerrência, carregam seus chifres, suas aspas, seus Cornos como os animais, suas antenas de baratas, E seus tentáculos de monstros, mas não carregam os entes Da burguesia, e da elite, o diabo sabe o risco que corre; Se eu fosse um deus, condenaria a todos à chavelha, ao timão Do arado; a serem espiga de cabeçalho dos carros, e a Suar a camisa, e a fazer galos nas mãos para Comer o pão; penso chavasqueiro o congresso Nacional, grosseio o presidente, acahamboado, toso, Mal ajambrado, e sem utilidade; é peça de chavascal, É de atamancar, a nossa classe política, adora O rústico de um mal exemplo; faz tudo mal Acabado, e imperfeitamente, é de achavascar, a Nossa classe ministerial, e por mais que queiramos, Não dá para resparitá-la; eles próprios, os políticos, só sabem Chavascar uns aos outros, através da mídia; porém, para eles é Como se nada tivesse acontecido; quem sente mesmo É o povo, a nação, o país, que se torna aachamboado; é A sociedade que sente todo o teor deselegante, e nada Pode fazer, é tudo mesmo achavascado , e mal feito, É tudo coisa de rústico chavascado; sonho um Dia ver acabar esta chavacaria, e todas as portas Para esse tipo de gente, ser eternamente fechadas; Nem a chaulmoogra, líquido oleoso, extraído de árvores Indianas, que teve largo uso no tratamento da Lepra, cura a lepra que essa gente carrega na Alma; e é uma lepra para o nosso povo, é uma Gente que só serve para chatinar, negociar sem Escrúpulos; e traficar, mercadejar, comprar, e subornar, É uma chatim, de negociante pouco honesto, E traficante; eu, particularmente, com toda a Minha chateza, quero distância, por mais chato Que eu seja, da baixeza, grosseria, cacetice deles; E não citarei nomes, pois todos os conhecemos muito Bem, na TV, têm aspecto chasquento, engraçado; Na mídia: bonito, interessante, e até parecem pessoas Bem trajadas, que causam boa impressão; nós, o Povo, precisamos aprender a chasquear deles, zombar Na cara, escarnecer, e jogar ovos podres; fazer chasco Mesmo, e zomvar, dizer chascos de alto, e bom som; O povo precisa aprender a ser chasqueador, escarnecedor, E zombador, e usar de dito satírico, e de motejo, de Caçoada, ede sátira, e na pele da negada de Brasília, sem puxar as rédeas do cavalo, para fazê-lo Parar, e com a sacudidela que o peixe dá no anzol, Cortar o charuto deles, cortar o havana, e fazer um Rolo de folhas secas de fumo ruim, mal preparado, Iguál a eles; e dá para eles fumarem; e cortar o emprego Do charuteiro deles, da charuteira, da caixa de algibeira, Fechar a charutaria, e onde se vende cigarros, tabao, E objetos de fumantes; e pôr o político para charruar, lavrar Com charrua, o arado grande de ferro, com jogo dianteiro, E uma só aivesca; e valorizar a agricultura, o campo, e Encher navio grande de transporte com bons, e lucrativos Produtos para exportação; e prestigiar o campo não é ser Charro, privilegiar a roça, não é ser rústico; e impedir O êxodo rural, não é ser grosseiro, e rude é deixar Que o charravascal, terreno inculto onde crescem Plantas espinhosas, seja a únia herança do campo no futuro. x
Escrito por Ivanovitch Medina às 21h57
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Por não ter o corpo caloso; BH, 0110202000.
Por não ter o corpo caloso, o elo que liga os hemisférios cerebrais entre si, sofro enormemente, Com o distúrbio do meu sistema nervoso central, e tenho a maior dificuldade para lidar com Afeto, e evito contato com todo o tipo de gente; justamente pela aversão que causa a minha Alexitimia, a crônica doença que impede o meu desenvolvimento, a minha fala, e locomoção, E toda a evolução do meu sistema psicossomático em evidência; e o cérebro acaba a ficar Confuso, e obruso, opaco, chumbado, e nublado, tipo dia de procela, tempestade daquela Que quando vem, a derrubar tudo, e a matar todo mundo; e a minha sorte foi não ter uso Nascido com paralisia cerebal, aí a dificuldade seria bem maior, e o autismo, e o apagão Mental, tomariam posse do meu ser, e tudo se acabaria aqui em mim, como se eu nada fosse A não ser esse pequeno pardalzinho que entra no barzinho onde estou a beber umas Cervejas,e começa a catar, sem cerimônia, as partículas de restos de comidas, que caem no Chão; e passeia por entre as mesas, e por baixo das pernas dos fregueses, sem reparar Em ninguém, sem observar, e a presença do pardal é maior do que todos nós reunidos aqui À volta da mesa a beber as nossas cervejas geladas; olhamos para nada, a falarmos de Coisa´s fúteis, e vazias, que o pardal não perde tempo em escutar, em falar, e nem olhar o Abstrato; ai quem me dera ser esse pardal, a catar essas comidinhas pelo chão, sem medo De febre amarela, de dengue hemorrágica, do neoliberalismo, da globalização, e das Privatizações; ai quem me dera levar uma vida assim, igual a vida do passarinho, que não Precisa do Fernando Henrique Cardoso, e dos seus asseclas, não precisa do Antônio Carlos Magalhães, e toda a malvadeza que o acompanha durante toda a vida, e nem precisa do Senado, e nem da câmara dos deputados, com seus nepotismos, legislaturas em causa Próprias, salários astronômicos, e vida fisiológica, vegetativa, e sem expressão social, e Física; hoje eu estou aqui perdido nas reflexões, a embolar todo o mingau, e a solar o bolo, E a empubar a broa de milho, como se fosse um mal cozinheiro; porém, é que estou com Saudade do Rio de Janeiro, e esses dias eu vi no jornal, a foto da Velha Guarda da Portela, E a foto do Luiz Melodia, representantes natos da nata carioca, e do povo da Cidade Maravilhosa; ai que saudade mata, e amor também; e de amor eu sou capaz de morrer Sem pestanejar, sem pensar duas vezes, e só deixar a paixão, e a saudade consumirem o Meu ser, que quando perde a inspiração, a criatividade, e a meditação, vira um mendigo Andrajoso, que se arrasta pelo chão, fuça na lama, e chapina nos esgotos, e nas sarjetas Dos guetos de valas negras, com crianças barrigudas, olhos esbugalhados, e remelas nos Olhos, catarros amarelos e grossos a escorrer pelas narinas, e a entrar pelas bocas de Dentes estragados, e babas constantes; fico podre assim também quando perco a contenção Mental, e não consigo soltar a língua numa lenga-lenga desastrosa, e infinita que eu tanto Gosto de usar para engabelar os amigos, e os ouvintes como se fosse um locutor frustrado, e Sem microfone; um astro sem fama, e sem sucesso, uma estrela sem céu, apagada, e caída, Sem poder voltar ao firmamento por não saber o caminho de volta, por não saber a senda, e A trilha de como se faz para se fixar de novo no universo; ainda bem que hoje é sexta-feira, Amanhã é sábado, e depois de amanhã é domingo, vou poder ver meus pais, e os meus Irmãos no fim de semana, e só volto a trabalhar na segunda-feira; trabalhar, pois escrever, Eu pretendo escrever, se Deus quiser, não mandar ao contrário, tanto no sábado, como Também no domingo, e até a hora da minha morte, amaaém, que é assim que se fala um Bom cristão, um bom crente em Deus, na esperança, e na segurança, e na fé, e na luz que Ilumina os caminhos a evitar os tombos nas trevas; e as caídas inesperadas, e terríveis que Nos deixam à margem das estradas, sem o rumo a seguir, sem a direção a tomar, e a Procurar a todo custo para encontrar a volta providencial, o atalho, a trilha sem os percalços, As moitas de matos, sem os espinheiros; e com as minhocas para colocar nos anzóis, e fisgar Os peixes descuidados, e que não sabem conhecer a armadilha que os tirará do meio ambiente, Da água salvadora, e os lançará na poeira da terra; expostos à luz do sol, às moscas, e Mosquitos, e depois esquecidos feitos despojos que são rejeitados pelos gatos; e é duro quando Se é rejeitado, digo isto porque eu sei o que é ser rejeitado, pois eu sofro com a minha rejeição, e Sofro com o desprezo que as pessoas me dão; é duro quando alguém que até conhece a gente, e Quando nos ver, faz aquela cara de desagrado a demonstrar que somos uns ETs, somos uns aliens, Uns estrangeiros no memo solo, na mesma tribo, no memso bando, e assim me sinto como se fosse Um pássaro perdido que de repente encontrou o seu bando, e voou em direção a ele a cantar, a piar De alegria, e foi recebido a bicadas, teve os olhos arrancados, e caiu do voo a morrer contra a dureza Do chão; e é triste, e muito triste, passar no meio de um grupo de representantes da raça humana, e Sentir a frieza do desprezo, e da indiferença; a demonstração do repúdio que nos enche de agonia, e De angústia, e nos faz ficar humilhados, e humilhantes, e tímidos, desconfiados, e prestes a chorar de Desgosto; são cinco horas e trinta e dois minutos, o tempo passa muito rápido, arece que voamos, e As eras continuam em frente a nos deixar atrasados, sem o conhecimento de verdadeiro modernismo Da verdade absoluta, e dos princípios que seguem o alcance da felicidade, e da abertura para uma Vida promissora com oerspectiva de melhoras , e fartura; já nem sei mais o que fazer, e nem sei mais O que falar, quero só estar igual a um surdo, sem ter também nada pra escutar, e assim não deixarei Em evidência a parte ruim que me cabe dentro de mim; e poderei até enganar as pessoas como se Eu fosse uma pessoa de qualidade, um homem de verdade, e não esta ambição, e não este projeto Que não deu certo, esta falta de formação, e de sentimento; e aí enganarei a todo mundo a falar que Estou a agir pelo bem da humanidade, pelo bem do futuro do homem, pelo bem da preservação do Universo, e te garanto que pode ter atá gente que vai acreditar, como pode ter ate gente que vai me Enxotar, como se eu fosse um maluco sanguinário, e bebedor de sangue de crianças inocentes, e Indefesas, porém, a criança sou eu , e sou o que sofre as consequências das violências da pedofilia Na internet do abuso sexual, do estrupo, e do extermínio puro, e simples; sou o que sofre com o Espancamento até à morte, com o cárcere privado, e com o confinamento em entidades tipos as Febems que aumentam o índice de revolta, e de agressão, que geram as mortes que todos Conecemos pelos jornais; deixai vir a mim as criancinhas, das crianças são os reinos dos céus; eu Gostaria que a Terra, o mundo, e o universo, também fossem das crianças, e não só o reino dos Céus; eu gostaria que as crianças fossem felizes aqui também, antes de irem ser felizes no reino Dos céus; quero pedir a todos que amam as crianças, para protegê-las, livrá-las do mal, não Violentá-las, e nem seviciá-las; quero pedir a todos, que não usem na internet a página de Prostituição infantil, quero pedir a todos para pedirem a Deus pelas crianças, já que não adianta Pedir aos governos, e aos políticos pelas crianças, pois são os causadores da miséria, da pobreza E da desgraça em que vivem as milhões de crianças abandonadas no meu país; quero pedir ainda, Já que o meu tempo se esgota, o papel está a chegar ao fim, que quem puder chore, e derrame a Maior quantidade de lágrimas que puder, para amolecer o coração dos homens; já que lágrima mole Em coração duro, tanto bate até que amolece, e o dono do coração vai se sensibilizar, e mudar de Comportamento; mudar de atitude em relação aos seres pequeninos, que são os donos do futuro, e Que não devem, e nem podem herdar a nossa herança do mal, para fazerem o mesmo que fazemos, Com as gerações vindouras. Não ouçais o que digo; BH, 02701202000; Publicado: BH, 0250502013. Não ouçais o que digo, só sei charlatanear, Exibir modos, e falar como charlatão; não leiais o que Escrevo, nem leio tanta charlatanaria, e linguagem De chalartanice; sou um charlador vazio, um conversador Oco, e um palrador desacreditado; eu mesmo não Acrdito em mim, sou pior do que pastor de Igreja evangélica, e padre de paróquia; e o Chacurteiro, o que prepara, e vende carne de porco, Linguiças, e salames, não quer a minha carne Para usar, fala que é charqueiro de baixa qualidade; e Que é charqueação de charcoso, e de charcos lamacentos, e Que não servem para a alimentação; expus-me na chacurtaria, No comércio de mercadorias de charcuteria, e o charqueador, o Fabricante, e proprietário da charqueada, não conseguiu Vender nada do meu charqueiro; estava tudo estragado, Podre, e imprestável, o sangue azedo; não ouçais meu barulho charangueiro, é de música de charanga de charameleiro, de tocador De charamela, antigo instrumento com uma palheta, Metida em cápsula ou barrilete, onde se soprava Com força; é o charão, o verniz de laca, oriundo da China, e do Japão, é a planta asiática da família Das Anarcadiáceas de chapuz, de pau fincado na Parede para nele se pregar alguma coisa; a chamuceira De cunha de madeira para chapotar, aparar as Arestas, cortar os ramos inúteis, e chapadar o chapinheiro; O lugar sagrado encharcado de lágrimas de dor de morte, De chapineiro, que faz, e vende chapins, o chapim, Que o antigo calçado para mulheres era a chapa que ligava; Os carris de ferro na travessa, a base, a peanha, o calço De ferro embaixo de uma coluna; e o sapatinho Eleganta da Cinderela na charlateira dragona de Metálica usada por oficiais militares; e quando Falais comigo em chocalhice, em chocalheiro, não Tem jeito, sem brincadeira, e sem a sineta que Querem dependurar no pescoço do povo, somo se fosse Em animais; sem caracaxá, só me lembro da classe Política, minha eterna inimiga, derrotada; e outra coisa Que me deixa chocalhado é a elite, a burguesia Também, me dixam agitado, vascolejado, mais Aborrecido do que aves na época da reprodução; Mais raivoso do que galinha irritada, mais chateado Do que galinha irritada na chocagem; no seu Ninho de chitom, de retalhos de chitão, de sobras De chitaria, de estabelecimento, e de fábrica de chitas; Até que para tirar gosto de bebida alcoólica, o Chispe salgado, o pé de porco defumado, é bom; Só o coração, e as coronárias são que não gostam muito; Não me acompanheis, não sou chispante, e nem Ando em disparada; minha corrida não é rápida, Minha velocidade mental é nula, sem pressa, e Com chispada de tartaruga; a inspiração que Produzo não causa o chispar, não emite faísca, e nem Faúlha; não sai fagulha de dentro de mim; e a Centelha de talento, a neve encobriu, e de chirriante É só o peito na dor que chirria; e no gozo do amor Não sou chiripento, não tive sorte, fiquei na Rua da amargura, sem agasalho, e abrigo, fiquei Solitário, e só ao chiripá; e nem por acaso cheguei À felicidade, e não tive chiripa de alegria, e na Mente só armadilha, na vida só trapalhada; No dia a dia só confusão, chirinola infinita, Chiquismo de miséria, elegância de pobreza; luxo De desgraça, fanatismo de mendicância, que deixa O sobrevivente na areia quente do deserto, de Chiquel furado na mão; a vasilha de couro, Ou borracha para levar água em jornada, foi Jogada fora, e os chiquéis estavam todos empoeirados, Cheios de pó, sem uma gota d'água; não morri, pois Acordei com um rabo de tatu, com um látego nas Carnes, e um chicote de relho de chiqueirador nas Minhas carnes descarnadas, e na cabeça a coroa de Chique-chique, a auréola de planta espinhosa, O manto de xique-xique, o sudário coberto de xiquexique; E eu era só homem, não era Jesus, não era santo, Não era Deus, não passava de um certo jogo de malha, Nas mãos de trapaceiros; um chinquilho na mão De um chino mafioso, de um chinês inescrupuloso, Um chinguiço de rodilho que os carregadores põem no Cachaço, para assentar o pau, quando fazem frete a pau e corda.
Escrito por Ivanovitch Medina às 16h36
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Todo o meu poder; BH, 0160102001.
Todo o meu poder de contemptível à Burguesia, odeio-a, mais até do que O graciliano Ramos a odiava; todo o meu Poder de contemptamento ao chamado Congresso Nacional, causa-me asco, e Nojo; todo o meu abandono à classe Política, e aos ministros que causam-me Ânsie de vômito: odeio-os, raça de putrefatos Nefastos, abutres, víboras; não encontro Mais palavras para especificar o meu ódio; Apiado-me de vós, pois só a morte Os deseja, e os próprios parentes sentem Vergonha por fazer parte de vossas famílias; Sou apenas um mero observador, que contempla O cenário, e vejo o estrago que Fazeis ao país, e ao povo; sou contemplante, E só mereceis rasto de canhão, e E descarga de peça de artilharia ; não existe Reparo da parte posterior que os compõe, e Mereceis virar bainhas das espadas, sem A conteira, a peça que reforça a parte Inferior, e covosco não quero cntato; Não quero ligação, tenho medo da vossa Influência maléfica; da interferência Malignanas contas-correntes, no caixa dois, Na fraude do livro em que se escrituram As contas dos fregueses de um estabelecimento Comercial, e para relatar o cano causado, Para referir à covardia que emana; para Narrar, e computar os prejuízos; para Calcular, e determinar o número correto, E contar todas as falcatruas, as letras do Alfabeto são poucas; o conta-passos é nulo, O pedômetro dos seus caminhos os levará Ao inferno: Deus que livrai-me da epidemia Contaminável, que representais; Sois tudo o que pode ser contaminado, O olhar é infeccioso, pegativo, é parte usual Transmitente; é doença infeccionante, É tudo de contaminador, olho para Um político, vejo um viciado, um corrompido, Eivado, infetado, e tenho medo da Contagiosidade, pois, sois de qualidade E de caráter do que é contagioso, do Que é contagião; e o conta-fios, espécie De microscópio usado nas alfandegas para A contagem dos fios de um tecido em Que entram substâncias diferentes, se Embaraçaria ao contar os fios que formam Um político ladrão; fico exausto só em Pensar o que acontece em Brasília; e Gostaria de ver definhado, gasto até a Morte, mendigo, consumido pelo próprio Mal, consunto, todo corrupto, que tanta Miséria e pobreza e desgraça gerou no Seio da nação; basta do ser consuntivo, Que consome a nossa alegria, basta de Conviver com aquele ser consuntível, e Que não possui virtude; basta daquele Que causa consuntibilidade, e o estado Definhável do povo brasileiro; e Jesus Disse, tudo está consumado, bastais então, Matais um deputado, deixais-o terminado, Findo, acabado, mendigo; invertais a Situação em relação a ele, tenhais um Pensamento consultador, e ponhais em ação Um plano que tire a vida da consulesa, Tire a consulagem, os emolumentos pagos Ao deputado, como se ele fosse um cônsul; Pela intervenção na expedição dos navios dele, Negueis o consueto, o luxo a que ele está acostumado. Saibais, aqui, agora; BH, 0401201999; Publicado: BH, 0240502013. Saibais, aqui, agora, Como as pessoas me vêem: Meu pai me ver como um pecador, Um perdido, e sem fé; Que não terá salvação, E nem entrada nos reinos dos céus; Minha mãe, pensa que, nem tanto, Só fica um pouco triste, Quando bebo umas cervejas; Minha mulher é mais radical, Já me ver como um nojento machista; Incompetente e inútil, Impotente e gastador, Alcoólatra inveterado; A minha filha, às vezes, Talvez devido ao meu Mau hálito, me ver como Uma pessoa que come carniça, Até me perguntou uma vez, Se eu tinha comido carniça; Um pastor de uma igreja evangélica, Dessas picaretas, que só dão a salvação, Se o dízimo for de bom valor, Ver-me como um verdadeiro vudu, Desses que vivem nas trevas, Trespassados de agulhas e espinhos; O certo é que ninguém, Nos ver com os olhos certos; Só nos vêem da maneira que eles, Pensam que somos; E eu, como sou cego, não vej nada. A vida é tão breve; BH, 050102000; Publicado: BH, 0240502013. A vida é tão breve, Tanto quanto a leitura de um livro, Que ao fecharmos no final, Já ficou no esquecimento; A vida é tão breve, Tanto quanto o gozo, Que atingimos com A mulher amada; É por isso que às vezes, Angustiamos na vida, Na ansiedade extrema, Na futilidade que nos traz, A falta de uma realidade; A vida é tão débil, Nós tão fúteis, Vazios e mesquinhos, Que o tempo se torna eterno, E nos esmaga, e esmigalha, Como se fossemos bagaços; Restos de moendas, e trituradores, Onde para existirmos, Temos que violentar nossos sonhos, Mutilar nossa realidade, E nos saciar nos sonhos, De consumo da sociedade. Quando ela passar; BH, 040102000; Publicado: BH, 0240502013. Quando ela passar, O que eu vou fazer é só olhar; Desfrutar daquele andar, O ir para lá e para cá; É só o que eu vou fazer, Quando ela passar; Pois mesmo a me olhar, Com todos os olhos que tem, Nunca vai me enxergar; E romper o precipício, que existe, No abismo entre nós; Nunca saberei como, É um segredo enterrado, No mais recôndito esconderijo; É um tesouro escondido, Numa ilha fantasma; E o mapa foi roubado por um pirata, De olho de vidro, e cara de mau; Armado de espada, E de perna de pau; Quando ela passar, Meus olhos vão dizer tudo, E ela não vai escutar; Mas não tem importância, Tanto quanto para ela, Também não faz diferença; Se um dia eu puder, Pelo menos sonhar, Quero apenas pousa naquela boca, Os meus beijos como um passarinho, Deposita os ovos no ninho; E não acordar jamais. O meu mal; BH, 040102000; Publicado: BH, 0240502013. O meu mal é que eu, Não inspiro confiança, Não inspiro segurança, Nem em mim, e nem Em ninguém; É só uma desconfiança, Uma falta de esperança, De fé, e de tranquilidade; De coragem, e de estabilidade, Calma, e serenidade; Quando me aproximo de alguém, Causo logo má impressão; Causo logo mal estar, E tenho que me afastar, Para não ficar constrangido, E nem constranger o semelhante; E quando é mulher então, Aí é que é a maior aversão; Ela só falta sair a correr, Ou a morrer do coração; Tudo isso é devido, Ao meu mal comportamento, E total falta de educação; É tanta antipatia que causo, Que dá até repulsão; E nunca sou bem-vindo, Em qualquer situação; Só mesmo de teimoso, E de tamanha cara de pau, Chego perto das pessoas, Que acabam a olhar-me, Como um ser sobrenatural. Admiro as pessoas; BH, 060102000; Publicado: BH, 0240502013. Admiro as pessoas corajosas, Que mudam as coisas, Transformam, e metamorfoseiam; Admiro as pessoas, Que não conhecem a covardia, são Audaciosas, e destemidas, Onde o medo não impede, Que elas modifiquem, E façam da coragem, A força, e a fé, E a luz que ilumina, A estrada do destino; Feliz aquele que muda, E assume, e admite a mudança; Feliz aquele que modifica, Experimenta, e escolhe, A melhor maneira, E o melhor caminho, Para atingir a meta; Atingir o tema, A asolução do teorema, Dos sistema, e do dilema; Admiro, sim, as pessoas, Que falam assim: Eu mudei radicalmente, E me senti, e que melhorei; E sinto que agora cheguei, No caminho da evolução, No seio da inspiração; E levo a minha vida, Na total universalidade, Na criatividade, e no uso Total da inteligência, Nas vinte e quatro horas do dia, E no berço da sabedoria. O que mais me impressiona; BH, 0100102000; Publicado: BH, 0240502013. O que mais me impressiona em mim, Apesar de todos os defeitos relacionados, Conhecidos, e desconhecidos por mim, e por todos, É a minha condição de escrever com inteligência; A minha condição de escrever com sabedoria, E penso que pelo menos para isto, Tive o dom da inteligência, Tive o dom da sabedoria; O que mais me impressiona em mim, É a condição do dom de escrever com a criatividade, Com pensamento, e consciência, E às vezes também com essência de inconsciência; e Busco a inspiração vinte e quatro horas por dia, E memso quando ela não está em mim, Clamo por ela através do espírito, Busco-a através da alma; E não deixo nunca a minha mente, Sem o poder da palpitação, Da imaginação, e do conhecimento; Faço meu raciocínio fundamentar No positivismo, e na esperança, No pé quente, e na sorte; Na razão, e na certeza, e guardo na memória, Os bons costumes da educação, e da delicadeza; Da moderação, e da sutileza, e não deixo De tentar me aperfeiçoar cada vez mais; E não deixo a lembrança morrer, E procuro não esquecer das coisas boas, Que já aconteceram comigo, E não me arrependo do que escrevia antes; Não me arrependo do que escrevo agora, E nem vou arrepender do que escreverei; Se descobri em mim este clítores de excitação, Este ponto G do prazer de escrever saem parar, Nada farei para impedir este clímax; Nada farei para matar este gozo, Nada farei para impedir a liberação deste orgasmo; Quando escrevo me tenho como uma mulher no cio, Uma mulher sedenta por causa, e dar prazer; E uso todas as partes do meu corpo, Uso todo o meu complexo esquema; Uso todas as maneiras, e manias, e modos, Que podem exalar em mim todo, Um perfeito processo fértil de produção, Tanto quanto o número de espermas que expilo, Numa simples masturbação; E nunca quero deixar fugir esta ideia, Nunca quero perder também a noção, E o ideal de que um dia ainda, Serei cultura de primeira mão; Serei clássico de literatura, Obra-prima de intelectualização, Obra de arte necessária ao desenvolvimento; E nos círculos de conversa de mesa, De bares, e de escolas, e de universidades; Não sei se é falta de modéstia, Se é muita pretensão, ou arrogância; É porém um sonho em evidência, Uma verdade que guardo no peito, Uma realidade que busco ao sonhar; Uma liberdade a que pretendo me prender, E estender àqueles que gostem de ler; Se por acaso alguém pensar que não mereço, Alguém pensar que não tenho condição, Não tenho capacidade, e nem competência, A esses eu peço perdão de coração; Pois eu também procuro as respostas, Eu também procuro a solução, Procuro os resultados que até hoje, Eu ainda não encontrei, e nem soube encontrar; Só em lembrar que os grandes mestres, Os grandes pensadores da humanidade, Os grandes artistas, e pintores, e escritores, A maioria sofreu muito antes de Obter alguma realização com seus feitos; Van Gogh vendeu um quadro, Miguel de Cervantes foi preso, e deportado, Galileu quase foi parar na fogueira, Fernando Pessoa não conseguiu nada, Com toda a poeia genial que ele criou, Durante os anos que viveu; E os grandes filosofos da antiguidade? Diógenes vivia num barril, Sócrates teve que ingerir cicuta, Homero era quase um mendigo, e cego, Viva pelas cidades a declamar seus poemas, A troco de parcas, e raras moedas; E até grandes, e incontestáveis gênios do cabedal, E do calibre, e de uma grandeza de um Mozart, Teve que sobreviver às custas de micenas; Nietzsche foi taxado de louco, E no Brasil, Cartola morreu pobre; E a vergonha ainda maior, Machado de Assis, o nosso maior nome, Fez das tripas coração para sobreviver; E então é assim, um dia quem sabe, Não me vereis aí em alguma vitrina, A virar um dia, um gerador de obras-primas. Se Deus tivesse; BH, 030102000; Publicado: BH, 0240502013. Se Deus tivesse de me legar, O dom da palavra, e da escrita, e Da letra, e do pensamento, e Do conhecimento, e da razão, Ele já teria há muito tempo, Legado-me estes dons; Pois não existe algo que eu Mais peça a Deus do que este, Que é possuir o dom Do segredo das palavras; Se Ele quisesse eu já estaria, A sobrevever, e a me custear, Com os recursos gerados, Pela arte que eu tento encarar, Mesmo contra a vontade Dele; E como bom mendigo, e pedinte, Continuo sempre com a petição, A pedir inspiração, Criatividade, e inteligência; Continuo a pedir eternamente, Sabedoria, e genialidade, Conhecimento, e maturação; Mas Deus parece não me ouvir, Eu não frequento a IURD, E nem outro tipo de igreja, Que faz do evangelho um comércio; E um meio de levantar fundos, Para a boa vida de pastores, E obreiros, e demais colaboradores; Eu não desejo pagar por minha salvação. Sou do tipo de homem; BH, 030102000; Publicado: BH, 0240502013. Sou do tipo de homem, Que não desperta interesse, A mulher nenhuma; Porque eu sou do tipo, Que gosto de me ver, Do jeito que eu sou, E não do tipo qaue as mulheres, Queem me ver; A mulher gosta de homem musculoso, Eu não tenho músculos; Gosta de homens com cabelos bonitos, Eu sou totalmente careca; A mulher gosta de homem sem barriga, Eu sou barrigudo até demais; Ela gosta de homem sem barba, Eu sou barbudo, edeixo A minha barba totalmente Ao Deus dará; Não cuido, e nem trato, A não ser lavá-la, e penteá-la; Uso poculos por miopia, Sou meio surdo, e indeciso; Tímido, e retardado, Sem audácia, e coragem; Jamais homem do meu porte, Despertará interesse em alguém, Que seja normal, e inteligente; Para se ter uma ideia, Até as prostituas, e meretrizes, Recusam-me, e repelem-me; Não me querem nem Ao ver a cor do meu dinheiro.
Escrito por Ivanovitch Medina às 12h40
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Só a virtude; BH, 01901202001.
Só a virtude para substanciar-me, Consolidar em mim, ao concretizar meu sonho; Só a virtude para unir e para formar e fazer De mim uma substância, e unificar pensamentos E alma e espírito e ser e mente, intimamente; Preciso identificar-me com a minha consubstancialidade, Com a minha unidade de qualidade consubstancial; é esta A construtura que falta-me, é o meu modo de Construir-me que falta-me, é o meu construtivismo que precisa Envolver o meu vazio interior, como a ação construtora, Com a doutrina estética da época de 1920 que se opõe à Escultura tradicional, ao usar adorno de linhas e planos, Pois não quero mais ser um constrangido, é viver igual A um coagido, contrafeito com a vida, forçado a ser feliz; Adepto do constitucionalismo elevado, do sistema, E do partido dos sectários do regime constitucional, e não do que querem fazer com o povo, a elite, E a burguesia, ao deixar o povo com prisão de Ventre, resfriado, e gripado; ao deixar o povo Endefluxado como se estivesse constipado; Sei que é entristecedor falar nessas coisas a Toda hora, sei como é angustiante falar Em bufguesia, e em elite, porém, é de Deixar qualquer um em estado consternador, O que elas querem fazer com a nação; fico Realmente desesperado por não poder fazer Nada, angustiado por não poder mudar a Vida de tantas vítimas; abatido por ver Tanta miséria e pobreza, prostrado, e triste Por tanta desgraça, que é lançada sobre O povo disprivilegiado; estou consternado, Meu céu não é mais brilhante, meu universo Não é cheio de constelações; não tenho mais O firmamento estrelado, é muita tristeza, A treva abocanhou o brilho constelado, e fiquei Na escuridão completa da ignorância; e da falta de Virtude que não herdei de ninguém, e nem Do mais longínquo constantinopolitano, de Constantinopla, na Turquia; sobrou-me intrigas, Mexericos, diz-que-diz-que, boatos; e consta Que não sobrou-me nenhum valor de Alaguma conspicuidade, ou de notabilidade De conspecto, de presença, vista, ou aspecto; e Tolo, fugi de consórcio, da associação, e de toda Comunhão de interesses; desprezei casamento, odiei Matrimônio, subjuguei esponsal, pensava que tudo Era nocivo, e fazia mal; e escondia-me da reunião De diversas pessoas, para não participar através de Contribuições convencionadas, formarem um fundo Destinado à aquisição também periódica de certo Bem; e o qual é sorteado entre participantes Ainda não beneficiados, e eu não gostava De nada disso; não era cônsono com a Maioria, e nem sabia ser consonante, para Harmonizar-me com todos, concordar-me com a Maioria sem despeito; e vivia sem formar Consonância, e sem consonar, igual ao transformar Em consoante uma semivogal, ou consonantizar Semivogal em consoante; e então, saibais Do meu consolo aparador, do meu consolidativo: É o próprio para a virtude; é o meu algo mais Consolativo, e que consola o meu coração, mas, Não existe nada de consolante, para aquele Que morre, sem realizar seus sonhos; e eu por Morrer assim, sem realizar meus sonhos, não morrerei Consolado; não teri um fim aliviado, de alma Contente, de ser resignado, e conformado, morrerei Sem ter um sonho sequer realizado; e nem Para "Ad Maiorem Dei Gloriam," pelo lema dos jusuitas, a Maior glória de Deus, eu serei salvo; pois não tenho Virtude, e "ad multos annos," para muitos anos ainda, Tal a fórmula de saudação em aniversários, penso Que sofrerei pela terra; e por não saber consorciar o Bem com o bom, por não saber unir em sociedade As coisas úteis; e não saber associar as relações da humanidade, E nem conciliar as consocias, penarei muito ainda; Falta-me o algo consociável, o papel do consogro, de Pai dos cônjuges em relação aos consogros, e a consogra; e me Falta o amor maior conservativo, o conservar o fim sóbrio em mim. Meu ofício; BH, 0200102001; Publicado: BH, 0160502013. Meu ofício é separar os caminhos, como o operário Conserveiro das estradas de ferro, e de rodagem; ou Fabricante, e vendedor de conservas, considerado, Respeitado pela sociedade, examinado profundamente, E meditado, tanto quanto um pensamento de virtude; É o consignador da paz, o entregador da felicidade De porta em porta, o confiador dos segredos de todas As almas e suas virtuoses consignantes, e que consignam Por uma vez a quem se obriga a pagar anualmente, Determinada pensão de valor consignativo; conservanista, Mas sem o odor da carrança, o comum do rotineiro, O tradicionalista rudimentar, que gera a traso; A consensualidade deverá ser no caráter e na Qualidade consensial, que consente o progresso, e Que é consenciente no desenvolvimento, sem Causar danos às grandes tradições; sem querer ter O ar conselheiresco, próprio do aspecto de conselheirático, E que tem modos, atitudes graves de conselheiral; penso Que toda conservação sábia é uma conquista, Uma obtenção de virtude, uma consecução de inteligência , Um conseguimento de sabedoria; tento ser um Conseguidor consecratório, que pensa consagrador o Clássico, que faz-me confiar, como alguém em sua Porça ou poder; num assunto para concentrar-me, ou Determinado a ter consciência de algum ato, ou De alguma coisa, como o adquirir conscientizção; eu Sei que eu não sei conscientizar-me, não sei como é, Confesso; não tenho consanguidade com a elevaçõa, Não herdei de parentesco, de sangue paterno, e Materno, o valor consagrado da honra: não soube Ser o que recebeu consagração, não aproveitei, e Joguei fora, e é por isso que sou um vencido; Um homem subjugado, sem um bem adquirido, Por luta, ou por custa de muito trabalho; sou um Homem conquistado em todas as batalhas, e que não Tem um ganho de vitória: e só sigo "ad nutum", Como o que depende da vontade de outrem; e só Ando, pela vontade de uma das partes, em posição Superior, e de mim nada ficará para "ad Perpetuam rei memoriam", nada terei para perpetuar A minha lembrança, ou de alguma coisa, ou fato, ou Acontecimento relativo a mim; em vida fui Conjurador, feiticeiro falso, conluiado contra os Fracos; combinado contra os oprimidos, cumliciado Contra os pobres, aliado aos poderosos, ligado aos ricos, Uma vergonha conoidal, uma aberração conóide, De corpo semelhante a um corpo gorduroso; sem a Função da superfície gerada por uma seta, que Se desloca paralelamente a um plano, a apoiar-se Sobre uma reta, diretriz retilínea, e sobre uma Curva, diretriz curvilínea conjeturável, de Pelo menos um produto conjeturador; se ainda Interessasse-me pela conquiliologia, pelo tratado das Conchas, transformasse-me num conquiliologista, Numa pessoa versada em conhecimento conquiológico, Fugiria um pouco do desejo de doutorar-me em Mim; esqueceria um pouco algl tão abjeto, e Pensaria mais nas coisas mais importantes que A natureza possui; já que eu não possuo nem Natureza, sou um conocarpo, um que tem frutos Cônicos, vazios, ocos, opacos, e de mim para mim, Não se pode conjuntar nada; é ligar o nada ao nada; É ajauaanatar as palhas com as penas, as folhas secas com as Fuligens, e não mereço nem a conjunta, a tira De couro, macia demais para mim, com que se Prende o boi ao jugo pela base dos chifres; e aí, Meu Deus, estou desprotegido, não sou convalve, A concha cônica não protege-me; meu corpo Não é mais atlético, e já sinto vergonha e Escondo-me para não ir ao conistério, a Sala onde outrora, os atletas polvilhavam o Corpo; e o meu olhar, hoje, é só para coniscópio, Que parece aparelho para observar a poeira; e o Conirrostro, a espécime dos conirroastros, os Pássaros caracterizados pelo bico curto, e cônico, Como o dos pardais, deixam sempre herança Hereditária para seus filhotes, e eu? que Herança deixarei para meus filhos, se Nem virtude eu tenho? o conimbricense, Ainda tem um passado; o conimbrigense, Ainda tem uma história; e o coinbrão ainda Tem Coimbra, e eu? que não tenho nada, e Minha história morreu; meu fruto secou, Passaram motosserra no meu tronco, ceifaram-me. Como um ontraforte; BH, 0160102001; Publicado: BH, 0160502013. Como um contraforte, um forro que reforça A parte posterior do calçado, ou como qualquer outro Forro que se emprega para reforçar uma peça que Reveste, e como uma obra maciça de alvenaria, Que reforça um muro, ou uma parede; montanha que Corre junto a outra, ou entesta cm ela, Sem hipocrisia, dispo-me das minhas Depressões, dos meus errps, e reforço a virtude Que está em mim; lógico que não é Fácil, e às vezes fujo, e saio das minhas linhas De conduta, e de moderação, porém, só sou Um ser humano; não tenho a perfeição de Um contrafixo, de uma pequena chapa De metal que reveste o orifício em que Gira o eixo de ferro; meu pensamento é tal Um designativo contrafloreado do escudo, Que tem florões opostos e alternos; é uma Fileira atrás da outra, é peça de madeira que Escora obliquamente a armação do telhado; É uma ideia contrafixa, um ideal de contrafileira, Em suma, uma falsificação, adulteração de Homem; uma contrafação, contrafeição de ser, De existir, mas penso que tento; sei que Não é mole, não é a aduela contígua Num arco de platibanda, não é um contrafecho, Faixa dividida em duas, de diferente Esmaltes, nos escudos, na contrafaixa; tenho O meu fingimento, bem sei, tenho a imitação Fraudulenta da alma, sei bem; conheço a Contrafação que apresento à humanidade, Os contraestais, cabos náuticos que reforçam Os estais, não mais firmes; não são a revogação Clandestina de uma escritura pública, esta Contraescritura irracional, geradora de Todas contraescrituras, com todos os caracteres Da matriz; a contraescota, o cabo náutico com Que se facilitam as manobras da escota, é Mais prazeroso de se manusear; todas contraescotas Não nos fazem assim tanto efeito nocivo, Quanto ao que fazemos uns aos outros, e Às vezes a nós mesmo; somos a nossa Contraemboscada, a emboscada que fazemos Às outras contraemboscadas do nosso interior; E abominar a mentira com a resistência Dos pranchões, dos dormentes que reforçam Outros, e que sae prolongam com eles da Proa à popa de um navio; com a rigidez Dos contradormentes, acredita, defendo a Verdade, mesmo com toda a contraditória; Com toda a proposição oposta à minha: tento, Juro, sou contestado, mas tento; sou impugnado, E continuo, sou contraditado, e quero, Mesmo contradito, deixar escrito o meu dito; Por favor, aceita, sou contraditável a tudo Que se pode contradizer, por favor aceita; É um contracunho, uma peça com a impressão Gravada em sentido conrário à gravura Do cunho, e quero cunhar outra vez, quero Contracunhar a minha letra; e com toda A contractilidade que existe dentro de Mim, quero expandir-me, deixar de Ser contráctil, e sempre com virtude De contracoticado, de escudo que tem A cotica dirigida da esquerda para a Direita, e vasto, como a costa marítima, A contracosta no mesmo continente, ou Da mesma ilha, e com a chave com que Se decifra uma escrita enigmática, Com a mesma contracifra, mostrar à luz do sol, Toda a treva que sufoca-me, e mostrar Meu orgulho contentadiço, e que se Contenta facilmente, e apagar de vez De mim o contendedor, e expulsar aquele Que contende-me, o contendor da felicidade, Que não pode se apoderar de mim, pois, Sou o meu próprio contemptor, o meu maior Desprezador; sou eu mesmo, com o meu Contempto, com o meu desprezo que sinto por mim.
Escrito por Ivanovitch Medina às 12h30
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Será que eu ainda; BH, 0110102000.
Será que eu ainda não estou preparado? Ou o que me faz sentir assim, é a insegurança? ou É a falta de esperança por não acreditar, Que possuo competência, e fé em mim? Possuo capacidade, e saberei superar a depressão, Não quero ser acusado de egocentrista, Tal qual o Dante Alighieri foi acusado, Por se retratar em sua obra-prima; Mas se pelo menso em mim é porque , Não consigo transpor os mínimos detalhes, Que outro ser humano qualquer já transpôs, Sem deixar qualquer tipo de sequela; É só por isso, e por nada mais, Não me julgueis, e nem me critiqueis, Sei que sou tolo, e bobo, e que a burrice, Sempre possuiu meu ser, e nao sei o que fazer; Fugir desta condição humilhante, Fugir desta áurea de assombração Macabra, e fantasmagórica, tal aparição, Tipo ETs de planetas inviáveis; Tipo ectoplasmas materializados em sessões De mediunidade de fundos de quintais, Ou tentar, e tentar, e tentar, até acertar? A compreensão humana ensina ainda, Que errar, é verdadeiramente humano, E ensina ainda também que, Permanecer, e insistir no erro, é burrice; Eu estarei sujeito a errar sempre, Pois continuarei a persistir, e a permanecer; Pois eu estarei sempre a tentar, Até conseguir de vez acertar, e erradicar A burrice, e a tolice, e a bobagem que são As causas mortis, e a angústia extrema, Do meu combalido, e vazio coração; Não quero ter nunca autosuficiência, Não quero ser nunca prepotente, e sem modéstia; Exijo sempre de mim, ser modesto, e sóbrio, Politicamente correto, ético, e racional; Exijo sempre de mim muita educação, Cultura, e intelectualização, e leitura; Exijo sempre de mim muita lucidez, Espiritualidade, e genialidade; Nem sempre, às vezes, os meus intentos, Correspondem aos meus anseios; Nem sempre meus desejos são realizados, Prém, morrerei a procuar o caminho, Morrerei a procurar desesperadamente, O meu enquadramento físico, e mental; E quando me sentirei então, plenamente satisfeito, Satisfeito comigo memo, e com o mundo, Satisfeito com as causas, e com os efeitos? Com as respostas tão almejadas, e esperadas, Com as soluções claras, e iluminadas, Tão simples e singelas,que nem percebemos? E repetimos todos os nossos defeitos mal feitos, Nossos complexos, e preconceitos, e desfeitos; E morremos com os nossos tabus, e tradições, Nossos dogmas, e mitos apodrecidos, Aos quais nos agarramos com unhas, e dentes; E não nos livramos, e nem nos libertamos, E não libertamos os nossos semelhantes; Ao ajudar a afundar ainda mais, Ao ajudar a confundi-los, e afogá-los, Em mágoas, e remorsos, e arrependimentos; Inventamos mais pecados, e mais mentiras, Escondemos a verdade da verdade; nos Escondemos na mentira, e fingimos, Nos entregamos sem luta, e perdemos; Perdemos nós mesmos, e a liberdade, Perdemos duplamente a alma, O espírito, e a condição de projetar Na tentativa da perfeição eterna; Muito triste é a constatação de limitação, A vida a se transformar em mero sopro; Um assopro gélido, e tenebroso que, Faz never tempestuosamente dentro de nós; Mas, só eu mesmo posso me dizer, Se chegarei ao fim da viagem, Se despertarei do sono sem sonho, Ou se transformarei em pesadelo fatal, A realidade que se estende perante mim, Igual a linha do horizonte no amanhecer; Ninguém mais me confundirá, Com ideias sem ideais concretos; Ninguém mais me confundirá, Com pensamentos sem vestígios de razão; Ninguém mais me deterá na força, Sinto-me mais forte do que antes; O escaravelho menino que arrasta, Caixinha de fósforos cheia de pedrinhas; Sinto-me mais forte do que um fantoche, Do que um bêbado fanfarrão que bufa, Pela madrugada â fora contra as sombras; Que teimam em permanecer escondidas, A fugir da presença real da luz, Que rasga as entranhas do amanhecer, Como uma moça que acaba de ser estrupada; Apesar de resistir em ceder, e em aceitar, A ação selvagem da fera que a quer devorar; Sou mais eu agora, e nítido, Mesmo quando aqueles lautos, e estriões, Permanecem nos faustos banquetes, e butins. Sou uma acumulação; BH, 0230102001; Publicado: BH, 090502013. Sou uma acumulação de coisas, Um acervo bom e ruim; uma reunião Informe, congérie do bem e do mal; e Minha congeneridade é de caráter e De qualidade de humano: nada Tenho de Deus, e nada tenho de santo; E para ser confortativo, para ser próprio Para confortar a mim, e mais a todos, como Um medicamento fortificante, nada Trago de Diabo, ou de Demônio dentro De mim; trago o meu ser confortado, Meu espírito fortalecido, e meu coração Animado, e bem agasalhado, na Confortabilidade do meu peito, e na Comodidade da minha alma; E aqui confitente, aliviado como a Pessoa que confessa, com o pensamento Confirmatório, e que contém a confirmação Do ideal, torno a confirmar a minha Confissão; reafirmar meu manifesto, Comprovar meu álibe, ratificar minha Palavra; e validar antenticamente toda Ideia que me forma, que confirma a Elevação do meu ser e corrobora tudo Que já tenho dito confirmamente, Sem comprovante do medo; sem o Confirmativo da covardia, e com O comprobatório da inocência, com Ar confirmador de inocente, do sacramento, Da Crisma, e da parte do discurso em O orador desenrola as provas, mostra A comprovação, que me deixa confioso, Cheio de confiança, e com a confinidade De esperança dentro de mim; e depois De ter confessado, e de ser declarado Livre, exposto à luz do sol; e revelado Os meus erros, reconhecido o perdão Pela assembleia conferencial; e assinada A alforria pelo conferenciador, comemorei Com muita confeitura; com muitos pratos, e Com pratos para servir doces, e com lábios Cheios a beijar a boca da mulher que faz E que vende doces tão gostosos quanto os Beijos; e para confeiçoar, preparar os medicamentos, Com várias drogas de animar coração, Prefiro manipular bolos de confeitaria, Confeccionar alegria sem poluir a confeição. Fico triste quando olho; BH, 0230102001; Publicado: BH, 090502013. Fico triste quando olho para o céu, E não vejo nenhum urubu a voar, no Meu céu conederativo; e a tristeza Causa-me o choro confeccionador De lágrimas de cônego; de dignidade Eclesiática, de religioso que vive Segundo um cânon; uma regra, instituto Monástico, que perdeua cônega; perdeu a Canonisa da condutividade, do inverso Da resistividade da condutância; e da Propriedade que possui uma substância De e em presença da diferença de tensão, ao Permitir a passagem da corrente; é o valor Inverso da resistência do condurango, A planta medicinal da família das Asclepiadáceas, para o condroma; o Tumor formado por tecido cartilaginoso, Condróide, semelhante à cartilagem do Condroblasto; célula do tecido condro, Do grego khondron,do condrionato, que é Cada um dos elementos granulares, Dispostos em colar no citoplasma; no Condrioma, conjunto de granulações De natureza lipoprotéica existentes No citoplasma, concrioconto, em forma De bastonetes, constituintes da condrina; Substância gelatinosa das almas do Ser condolente, compassivo com todos, Pesaroso, e dondoído, compadecido Com o sofrimento; e apiedado por causa Da miséria, e considerado por causa Da pobreza, é o espírito codimentoso, Que tem, e está cheio de temperos de Virtude, superior à droga que cura; O condiloma, excrescência de aspecto, Verrucoso no ânus, ou nos órgãos genitais; Superir ao condilóide ondiliano A viver com condignidade, com Qualidade, e com caráter de homem Condigno, sem ser condicionado; sem Ser imposto, nada como condição, e ser Ser tornado condicional; tal o ar Que é depurado, e que apresenta Temperatura, e grau de umidade Adequados, para sua atilização Em recinto fechado, fico triste quando Não vejo o céu aberto. Quando o coração não tem; BH, 0230102001; Publicado: BH, 0110502013. Quando o coração não tem ânimo, Quando o coração não é abrangente, Não compreende, e nem abarca, e Nem inclui no seu interior a força da fé, E algo compatível aom a paixão, algo Conciliável com a coragem, e harmonizável Com a verdade, não é um coração que exerce Um encargo com a liberdade; não é comossionado Com a virtude, e como entidade de forte presença, e O possuidor daquilo que constitui a essência de Alguma coisa, o teor da existência, e a soberania da Individualidade; não existe ingrediente capaz de fazer Bater esse coração, e fluir nele o sangue da salvação; Não existe ingrediente que o transformará num Coração luxuriante, viçoso, e exuberante; ou num Coração de mártir, de pessoa que sofreu tormentos, Tortura, ou a morte por sustentar a fé cristã, com a Firmeza de um estóico; impermeável que não se Deixa atravessar pelas lágrimas, e nem se atingir por Insolência alheia; ou atrevimento conflituoso, desaforo De outra alma, ou ousadia de outro espírito, que não Seja o próprio; quando o coração não é irredutível, de Sangue indomável, de batida invencível: ele sofre, Sequioso por viver sedento por amar; cobiçoso por Justiça, e ávido por virtude, e todo ingrediente Coniforme, não será suficiente, para animá-lo; E o jardim conifloro plantado no peito, e que tem Floresa de formas cônicas, de vegetal conéfero, Cujo fruto também tem como a conífera, espécime das Coníferas, da classe de plantas gimnospérmicas; que Como o pinheiro, produzem frutos em forma de cone, Será sempre um coração igual ao meu, onde uso todo Tpo de ingrediente coni, do latim conu, grego konus, e Konis, e sinto que o meu destino é só o pó, a poeira, e A cinza, pois é conhecível o meu fim; não tenho um Coração satisfatório, tenho no peito uma cnha, uma Excrescência, como a do toco das árvores, desde a base, Até certa altura; não existe congnidade nele, e a toda Hora, ele me trai; lança-me por terra, derruba-me, e Sinto-me um congruado que, esperançoso, e necessitado, Não recebeu a côngrua, a pensão que se dava aos párocos, Para suas convenientes sustentações; quando o coração não É congratulanye, e ainda demonstra às claras que não é Congratulador, e faz questão de apresentar que não tem Congratulação, e nem uma saudação cordial; é como se ele Fosse uma congosta, uma rua estreita, e comprida, suja, e Tortuosa, uma azinhs de congosta; todo o contrário da Congorsa, o belo arbusto de flores da família das Apocináceas; É um ser conglutinoso, pegajoso, e viscoso, que causa Vergonha, e aasco, e que espalha o caos; e detesta a Congobação, odeia a reunião de coisas, e pessoas no Globo, e a cumulação da vida no universo: é um bem Triste coração congestivo. Cheio de pendências; BH, 0200102001; Publicado: BH, 0110502013. Cheio de pendências, nada tem Dado certo para mim, é áspero o meu Terreno, e confragoso o meu viver; Tenhoo destino de oprimido, e vida De torturado, vivo constrangido, e passo O dia, contrafeito na esquina; meu Corpo é contorcido por dores sem igual, Meu semblante é de confrangido, Que não sabe confraternar, e ter um Elo para ligar como irmão, e a Confraternidade, na união Fraterna, e a amizade como a Que deve, e costuma haver entre Irmãos; falta-me é o conviver fraternalmente, Ser dos mesmo sentimentos, Crenças, ou ideias de outrem, e Irmanar, sem ser confrontante; A alma que confronta a outra, O vizinho confronte que ataca, Não respeita, e hostiliza; e o Limitante violento, o lindeiro Sanguinário, é preciso dar um Bata, e por em evidência o Espírito confuciano; o relativo a Confúcio, vasto e celeste filósofo Chinês, 551-479 AC, e recorrer aos seus Ensinamentos, buscar auxílio, e Amparo nos seus princípios; para Socorrer-se das agruras sem fim; E confugir sem ser confundido, Para não andar mais assustado Pelas ruas da cidade;para não Ficar mais com o pensamento Atordoado; envergonhado consigo Mesmo, embaraçado diante das Pessoas, a sofrer contestação; A passar por impugnação, refutação, e Confutação de todas as espécies; E quanto ao antagonista confutador, Evitar na diplomacia; levar Na boa política o refutador, não Na política da elite, e da burguesia, Não na política do neoliberalismo, Da globalização, e passar para o Lado do pobre refutador; do operário Contestador, sem emprego, e passar Para o lado que representa o Lado impugnador das maracutaias, Dos jabaculês, das propinas, e jogatinas; E nada de reprimir a greve legal, Nada de rebater a voz do povo, nada De contrariar a classe trabalhadora; e Nada de impugnar a ação popular, Refutar a verdade, e mais, Nada de confutar a Liberdade, conjuta, e individual; e Ser confutável com a mentira, E garantir a tradição, como a Congada, a dança coletiva de negros, Com lembranças das guerras Contra os mouros, e nas demonstrações Folclóricas atuais, em que se apresentam Congadas, e há congos de todas as Raças, em festiva comissão; E o medo congelativo, e a Covardia que faz congelar, Deixar o ser congestionado, tal o Que sofreu congestão, e apoplético de Rubro, congesto, usa a congenialidade, A qualidade do que é congenial, E tudo conforme ao seu gênio, Ou à sua índole, e como alguém Próprio de natureza de austero, Enfrentar o que o pavor te oferecer. Às vezes eu; BH, 030102000; Publicado: BH, 0150502013. Às vezes eu escrevo e fico empolgado, E às vezes eu escrevo, e chego à Conclusão de que não deveria, Ter escrito nada do que escrevi; Pois se nada mudou a minha vida, E nada trará de benefício à Humanidade, e à cultura; Às vezes eu escrevo, e acredito, Outras vezes eu escrevo, e fico Envergonhado do que escrevi; Porém, apesar de tudo, eu penso Que a coisa de que mais gosto, É de pensar e de escrever, E de escrever e pensar; Bem de qualquer modo, Quero deixar registrado aqui, Que eu sempre me preocupei, Com a cultura e com o intelecto; Sempre tentei alcançar a sabedoria, A inteligência e o conhecimento; Sempre procurei a criatividade, A genialidade e tudo o mais, Que o meu espírito, Poderia comportar; e Sempre tentei também, Manter a minha mente ativada, Minha memória em evidência; Porém, sou falho e incompleto, Limitado e ignorante, e Eu não escrevo é nada, De acordo com o figurino.
Escrito por Ivanovitch Medina às 17h13
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Ai, quem me dera; BH, 02401202001.
Ai, quem me dera, ter o espírito Harmonizador, a alma conciliante, e o Ser conciliativo, ao não pensar em ódio, nem Em raiva ou rancor; e a levar uma vida De conciliário da paz, igual a do que concilia Os povos ou tende a conciliar as nações, mas, Sou um terreno conchoso, abundante em conchas, Conchífero, de concheira, sambaqui e montículo Sem proteção; e não tenho agasalho para a paz, E quando faço um aconchego, quando tenho Um conchego, sou repelido qual bicho do mato; Ninguém é conchegado na harmonia ou Mesmo aconhegado à comunhão; unido à Irmandade, junto, em convivência pacífica ou Agasalhado ao mesmo teto do amor; Só queremos mesmo é conchear, ornar ou Revestir de conchas nossas aparências, ter o semblante Concheado e o espírito conchavado com a Guerra; combinados com os belicosos e conluiados Com aqueles que querem fazer o mal; uma Concharia de sofrimentos, infelicidades e rancores; Não adianta conchar ao conluio, fazer conchavo Na surdina contra a tranquilidade; fazer Combinação para acabar a serenidade, e Acordo para gerar o pânico e o medo na Conchamblança da covardia, do terror Conchado dom o horror do pavor concessivo e Concessório como o caos, a tragédia e a catástrofe; Meu povo, o bom é o concertamento, minha Nação, a boa é a harmonização, minha Humanidade, o certo é a concordância, o acordo Com o bom para que façamos o bem concertado, Harmonizado com o vizinho; concorde com o Homem de rua, conciliado com o inimigo, a Desarmar o ego confrontado e o que for Arquitetado contra a vida e ter a esperança De todo aquele que faz concernência ao mal, Faz referência às trevas, e pertinência a alguma Coisa ruim, um dia mude de conduta; Que seja um conceptualista, um adepto co conceptualismo, da Doutrina filosófica segunda a qual os universais, Existem como conceitos mentais apenas, sem Presença real na natureza, ou outra conceptível; o Concebível por outro ser, mais superior e que o bojo Dele seja um conceptáculo, ou um receptáculo, tal À parte de alguns cogumelos onde se alojam as Células reprodutoras; só que as deles sejam as Que reproduzaem bons fluídos e concentricidade Comum para fazer convergir ao mesmo centro, os Que querem salvar a espécie, a vida, o mundo, o Planeta, a terra, o universo, o homem, a humanidade; E tornar mais denso e mais forte o imã do amor, Aumentar a proporção da substância dissolvida Em nós; não dar expansão ao extermínio, Ai, quem me dera ser um concentrador, um Condensador de energia; um centralizador de luz, Para viver concentrado no espaço, reunido em Um centro no infinito, centralizado no universo, Absorto nos pensamentos filosóficos positivos, a viver Condensado e contemplativo; ser um ser em que Se opera a concentração das soluções ricas em Substâncias dissolvidas a todos os entes, a todo Concento evoluído; de consonância elevada, Harmonia áustera, concórdia de alto concelho, de Circunscrição administrativa de categoria só Imediatamente inferior ao distrito, de que é Divisão, município e municipado, do latim "concilium"; "Ad quem", para o qual , bem informado do assunto, O concelheiro, empregado e consultor, oficial do Concelho, Não para a "quo" , que se opõe ao "ad referendum", o Dependente de aprovação ulterior pelo poder competente; Continuo conceituado, avaliado no meu intento, Considerado no meu meio, reputado onde passo, Respeitado e acatado, por respeitar e ser sempre Concedível, admitido na verdade; consentido na Realidade, dado à liberdade, permitido à virtude, Concedido à razão, por gostar de assuir à ética; Admitir a lógica, consentir só o que eleva, Permitir só o afirmativo, dar o positivo, outorgar a Procuração para a vida ; conceder o empreendimento Moral, o concebimento de onde não se precisa concavar, Tornar côncavo e escavar para encontrar a concausa, A causa concomitante que deriva o concatenamento do Real com o físico e o mental com o sobrenatural. Nada do que me forma; BH, 0240102001; Publicado: BH, 080502013. Nada do que me forma é condestável, Não sou como outrora, o chefe supremo do Meu próprio exército, e dos artilheiros; e o Eu de escudeiro-mor ficou esquecido, e o Intendente das cavalariças reais, quem cria , É a mídia; o título de infante, que nas Grandes solenidades, se colocava à direita do Trono real, quem cria é a propaganda, Ou enredo de carnava, onde a condessa Samba, em cima do carro alegórico, a viver Um sonho, a pensar que é real; hoje perdi a Minha capacidade de complacente, não sou Mais transigente, nem comigo memo, pois Aprendi com os outros, a nao ser mais tão Condescendente com outrem; hoje, o ser que Condensa uma virtude, que tem o espírito Condensador, a aglutinar as boas qualidades Da vida, é sempre alvo de chacotas, e de Gozações; o próprio meio onde o homem vive, Faz com que ele sinta vergonha de ser, Um ser condensativo nas boas qualidades; o Homem condensante nos seus princípios, é visto Com maus olhos, e olhado de soslaio; é mais Perseguido do que um condenado, sofre Mais do que criminoso; é tratado com um Réprobo, e tem menos valor , e é bem menos Respeitado do que um malvado; nunca Será condecorado, receberá condecoração, como recebem Hoje, os políticos ladrões; nunca será nobilitado, Tanto quanto os ministros coniventes com a Corrupção, e o entreguismo; nunca será realçado À altura condal, à dignidade de conde, com Território e condado, e a presença dele, jamais Será concupiscível, exemplo desejável, e caráter Ambicionável; todos só quererão o conculcar, e Calcá-lo com os pés, como se ele fosse uma Serpente venenosa, uma erva daninha, uma Cobra traiçoeira; e todos só quererão o espezinhar, o Postergar a imagem dele, desprezar o comportamento, E aviltar a pessoa tão bem formada; é triste ver O vilipendiador ser enaltecido publicamente, Como homem de grandes serviços prestados à Pátria;é triste ver o desprezador da moral E dos bons costumes, presidir um congresso, Um senado nacional, ou uma câmara de Deputados; é triste ver um coculcador, com Concúbito público, em coabitação paga pelo povo; Em moradia de luxo, com dinheiro de impostos, Que serviria para residência em comum; é Triste ver o nosso político concubinar-se com a Roubalheira; amasiar-se com a desonestidade, E de riso concrescível, debochar do povo na televisão; De gozo que pode tornar-se concreto, ao zombar do Povo sem o menor pudor da concrescibilidade falsa, Nefasta, e nociva; não respeita a opinião geral, Não se importa com o sentir da nação, em Saber se é concordante, se é concorde com Seus atos e ações; e só desfruta das benesses, Quem é concordável, só se aprova um Projeto, sobre o que pode haver acordo que Trará lucros aos bolsos dos políticos roídos e roedores; O homem justo não fica concordado com isso, o Homem sensato não diz: aceito, não fica ajustado, E nem dá concluimento a qualquer ação do Ímpio, ele não põe conclusão ao ato do insensato, Não deixa concluir uma falcatrua, e nas Mãos do justo o ímpio estará concluído; o político Estará a cabado, terminado seus dias, finda Sua permanência de conclavista, encoberta Pela impunidade parlamentar; cabe ao povo, Então, uma conclamação, uma apelidação ao Lalau, uma convocação ao Luiz Estevão, para Que devolvão à nação, tudo que foi roubdo; E nem julgamento concitativo, onde o povo concitador, Com brado incitador, grito excitador, berro Instigador, uivo insuflador, condene a todos Eles, sem exclusão, à condição de emndigos; A concitação popular, junto com a incitação dos Pobres, e a instigaçaão dos excluídos, e a insuflação Dos disprivilegiados, em ato concionário de resolução Concional, fazer concionar, falar ao povo, em comício Para a rengar, e discursar, e numa assembleia pública saudar A nova eleição à classe dos mendigos. Quero é esconder-me; BH, 010201002001; Publicado: BH, 080502013. Quero é esconder-me, a luz me mete medo, e Quero é ocultar-me, subtrair-me às vistas alheias, a Luz cega-me as vistas; preciso de um esconderijo, Um lugar onde uma coisa, ou uma pessoa? como Eu possa viver às escondidas: ocultamente, disfarçadamente, Igual a quem se esconde nas sombras; Quero ser um escondimento, antes da esconjuração, Antes que o juramento com imprecações, me Pegue de surpresa; antes que o esconjuro Pegue-me distraido, pois, todos querem só Esconjurar-me; todo mundo quer me amaldiçoar, Exorcismar-me, como se eu fosse um esconso, um ser Oblíquo e torto, daqueles que vivem nos lodos; nas Lamas, e nos esgotos dos subúbios das grandes Cidades; sinto que falta-me uma escota, Um cabo para governar as velas das embarcações, Sinto que falta-me uma embarcaçã; pois, não Preciso escorvar, pôr pólvora na escorva, e quero Todas as armas, sem a porção de pólvora que comunica O fogo à carga explosiva, para beber inteiramente De paz; e esgotar todas as vias que levam ao amor, E escorropichar a guerra, e concientizarmos de que Não precisamos dela; ela é pior do que a secreção Oriunda de doença venérea, é um escorrer contínuo, Que leva à morte; um escorrimento que causa a Destruição de crianças, e mulheres, e homens; acaba Com todos, do cabelo liso, ao cabelo crespo, deixa o Sangue escoado, o coração esgotado; todo o ânimo Escorrido de dentro do corpo e do ser; é só um eterno Verter de lágrimas, um transbordar infinito de pranto, Não é como o eliminar de um líquido que impregnava Uma substância; extermina o homem de bom aspecto, o Homem sem defeito, o dito escorreito, da mesma forma Que extermina ao que sabe mentir; o que sabe exagerar, Cometer falta e erro, resvalar-se na realidade, deslizar Pela intolerância, e escorregar na maldade; é O pior escorregão da humanidade, é a pior escorregadela Da raça humana; e o bombardeio destrói até o Escorregador, aparelho para divertimento infantil, Que consiste num plano inclinado de tábua, Com proteção lateral, de cujo topo se escorrega até O chão; é um ato de efeito desleal, o que que as Crianças têm a ver com isso? e o pior é que a Paz não se deixar pegar com facilidade; a verdade Está onde se escorrega facilmente, é escorregadio O caminho da liberdade; é escorregadiço o atalho Da esperança, é um deslize a segurança, é triste Olhar e ver o escorredouro, o lugar por onde escorre Água no rosto de uma criança; uma não têm Nem mais lágrimas para chorar: é hora de escorraçar Do coração, expulsar, pôr para fora com desprezo, o ódio, A raiva de escorpião; de aracnídeo que expele veneno Por dusa pinças localizadas nas extremidades do Abdômen; é hora de mandar a raiva para algum Signo zodíaco: quebrar o aguilhão, esvaziar a glândula Venenosa; cegaros olhos laterais e medianos, arrancar as Patas, cortar a cauda, separar o defalotórax, decepar Os palpos maxilares, impedir as guelíceras; fças de tudo Para escorrer a dor, faças de tudo para ferircom Os cornos a infelicidade; e é escorraçar o sofrimento, E tratar com desprezo o que não quer purificar a Alma, e nem escorificar o espírito, como faz quem Vive para retirar, escoriar, como a escória dos metais; e Basta de produzir escoriações uns nos outros, basta De arranhadura, de ferimento nem superficial, ou esciriação Profunda, nem de leve; é a humanidade a deixar de ser ralé, a Deixar de ser coisa desprezível, e a ficar acima do resíduo Que se forma durante a fusão dos metais; é a humanidade Enfim a chegar à evolução.
Escrito por Ivanovitch Medina às 19h06
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Contra a mentira; BH/SD; publicado: BH, 0290402013.
Contra a mentira, toda força é fraca, e o muito Esforço é pouco; e descingir o mentiroso é obrigação De qualquer cidadão de bem; desapertar a mentira é Necessário para instalar a verdade, alargar a verdade É sufocar a mentira; e desamarrar a verdade é afogar A mentira e o descimento do mentiroso ao redemoinho No ralo do tanque de lavar roupa suja; a descida Da mentira para a terra, com sua descensão e baixamento, Começou com o surgimento do homem através dos Elementos; o homem, que é descerimonioso, que tornou O mentiroso simples, o ser mudano modesto na mentira E lhano ao faltar com a verdade; mentir é o mesmo Que descerebrar, é tirar o juízo do homem, e o tornar Idiota e cretino; a mentira causa no cérebro o total Interromper das comunicações do mesmo com os outros Nervosos que estão abixo e talvez fazem até pior; danificam Todo o contexto da imagem mundana; o boçal Mentiroso é antes de mais nada um descerebrado, que Sofreu descerebração com a mentira na retirada Da verdade já decentralizável, e que cedeu a centralização À falsidade, e viu a descentralização da realidade; Para mentir o homem é capaz de tudo, até transformar Em descensional, a manter descenso na ilusão E a afundar na descensão que engana e acelera O descendimento para a sarjeta, a latrina, a retrete, onde Todo mentiroso é depositado como um dejeto Putrefato; é duro e árduo e difícil o descavalgamento Da mentira, descavalgar a lorota é caro, desmontar a Patranha do cavalo não é para qualquer um; apear A peta não é com pouco caso, descer da cavalgadura A poçoca só com muito descavar; e escavar a potoca Tem que ir no fundo, a rodela é igual a um só Decaveirado solitário e muito bem enterrado; é o Juízo errado escaveirado, persuasão falsa de mentirola, Pois não existe mentira inofensiva, e cabe ao sábio a única Obrigação de descelular o demagogo, desfazer as células Do que mente, do falso enganoso e oposto da verdade; Aquele que mente é com relação a pessoas um bombista, Faveiro e gandavo, loroteiro e boateiro; marombado E pábula, e com esse potoqueiro, descautela é fatal; Falta de cautela com potoquista é suicídio, e O mentir não tem caule, é descaulino faltar à verdade; O mentido deveria ser descaudado e o vão e o ilusório Cada um por sua vez também descaudato; é desrabar O mentideiro, tirar a cauda de quem esta no lugar Onde se inventam mentiras e falidades; descaudar O mentecapto, alienado pela mentira é cortar a língua; deixar o néscio Desrabado para ser conhecido em praça pública, e Usar de tudo contra a mentira: a mente, a faculdade Da alma, o espírito, o intelecto, e a disposição da imaginação E o intuito; todo aspecto psicológico das funções biológicas Do organismo, segundo Noyes, e de má e de boa vontade; Banir a mentalidade da mentira e a mentira da Mentalidade, sem chances para ela vencer; nem no Aspecto mental, e nem na qualidade de movimento Intelectual; e descativar o verbo mentir, principalmente No meio político, livrar do cativeiro do abismo A verdade; e soltar a realidade , desprender a liberdade, e Libertar a voz da razão, e errar será deixar de ser descaso, Falhar será deixar de ser desatenção; inadvertência do Minto, desprezo do mentes, descascadura do mente, e o Descascamento do mentimos; o ato de descascar o mentis E o mesmo que descascação do mentem, o final descasque Do minta, e da descasca do mintas; o descascador Do mintamos, tal a máquina de descascar cereais do Mintais a completar a descascadela do mintam que Vale a pena; esta é uma crítica violenta que faço Sem descasar-me do ódio e sem anular ou desfazer Meu casamento dom a cólera; ou desacasalar-me da Ira, desimanar-me da raiva, desemparelhar-me Do rancor; e divociar-me do horror que causa-me Assistir depoimento e acareação de político mentiroso; Mercadoria imprestável e pessoa evasiva são cartas Rejeitadas no jogo da democracia; para descartar da Filosofia e para descarte da sociedade, mentiroso Só serve para descarreirar, descaminhar da carreira, e Traficar descarregamento de contrabando, desvio De descaroçamento, atalho do descaroçar de cada Vez e muito mais do descasamento; o descaso é perpétuo, E descaroável, e o que é descaridoso com a verdade, Sem caridade com a realidade, e inclemente Com a liberdade da descarnadura, do descarnar da Rede armada para a armadiha e a traição; O bafo descarinhoso da morte, o salário do pecado Que não tem carinho, é seco e severo e rígido; e Que não tem, e no que não há caridade, só há Eterna e sempre e infinita descaridade, esse é Um descargo, espero, o cumprimento de uma imputação; Um alívio esperado, um ato de desobrigar e uma Desincumbência da consciência, desembargo que faço Da essência da mentira; e mato-a na raiz, faço-a Descarar em nome da verdade, do pejo e a desavergonhar; Faço-a perder a vergonha e a tornar atrevido e impudente O espírito da realidade, e a descarapuçar o vil mentiroso; e Levantar a carapuça do ignorante que quer descapacitar Pela enganação, despersuadir pela demagogia, Dissuadir pala fisiologia, e o perder da capacidade, Os que não estão acordados; e do descanto, e do canto A vozes , da música do descante, da poesia, da cantiga , do poema, Magia, vale tudo no descanta rda verdade, vale tudo no cantar o fim da Mentira; vale tudo no celebrar o último desbrio da burguesia, e a última Falta de brio da elite; chegou o pundonor, é o bastar do desbriamento E da sem-vergonhice de cada político desbrioso, Que não tem mais jeito, não tem mais brio, não é Mais brioso, só descabeçado pela corrupção; sem juízo pelo Lucro, maluco pelo dinheiro, desmiolado pelo poder, Pena de morte para deputado ladrão; descabeçar senador Que rouba, decapitar presidente vendilhão, desatina ministro, Enlouquecer o usurpador, é muito descaimento na política, para a Declinação; chegou à decadência, ao abatimento e prostração, Mas, ainda resta a esperança de que um dia eles vão aprender; E a verdade será soberana, a mentira perderá toda E qualquer cidadania; é hora da descalçadela dela, é usar um descalçador, algo que a descalça, como o que Faça parar a descalcificação, a perda de cálcio nos ossos; É o descalcificar que enfraquece o descalhoar, o poder De limpar dos calhaus , e o descaliçar, ou o escaliçar para Livrar da caliça, e plantar num descalvado, num terreno Escalvado, arenoso e sem vegetação, para que a mentira Não frutifique bem, não haja no nosso desprovido coração. Antes desta precauções; BH, 0260502001; Publicado: BH, 0290402013. Antes destas precauções para quando deparares com A ignorância humana, quero eu próprio, um ser bastante Ignorante, despir de mim, nestas precauções, toda a minha Ignorância e redimir-me perante os homens que conviveram Comigo e conhecem meus defeitos, mais do que eu; e quero cavar Profundamente em mim e continuar a cavar e ir mais e mais Fundo ainda, para poder demonstrar aqui, o arrependimento De vida que guardei até agora; redimo-me, e arrependo-me De toda a minha existência maléfica e defeituosa; A ignorância humana é quando os instintos irracionais Superam os instintos racionais; antigamente, quando o Homem não convivia com tantas preocupações, creio, Que a ignorância humana era menos acentuada; hoje, Com a mesquinha sociedade, ela está mais em evidência Nas coisas mais simples e nas menores coisas da vida; Ao acordar, o ser já inicia o seu desconformar com o dia, Não se conforma com um bom-dia recebido, mesmo Que parta de um estranho e começa a diferir o ar; E passa a discordar de tudo que o cerca e a reclamar Do que ver e do que não ver; tudo que não diz respeito A ele, que o é alheio, tem caráter desconfiante, tem teor Suspeitoso e faz parte da desconexão com o semelhante E a falta de conexão na família, nem sequer o Incomoda: ele é um ignorante; não aprendeu desde Cedo a descondensar a ignorância humana, ele é Um ser da raça humana que se esqueceu de tirar a letal Qualidade fatal de denso, a dissolver e a tornar tênue o Caixão de carvão que só soube deixar e estar condensado No âmago, a impedir o dissolver-se da ignorância; É um caso raro de vizinho, gera desarmonia, um lavar De carro na calçada num domingo gera uma desunião, Um rádio com o som yn pouco mais alto: discórdia; E assim por diante, até o fim do dia, é só falta de Concórdia e a noite chega na desconcórdia terminal; É um sono discórde, que parece estar acordado, estar A dormir num sonho discordante, numa realidade Desconcorde: virtual; e só alimenta o desarmonizar da verdade, O desavir do entendimento, e ao desconcordar com ele Mesmo, não sente que é o oposto; é o contrário da solução, Incoerente e sem concordância e que a ignorância É que é o descordante do seu coração; acorda, não Durmas, dormir é a desconcordância do irracional, O sono é a dissonância do ronco da morte; igual a Um erro de concordância gramatical que mata uma Frase, elimina uma sentença do contexto; o ignorante, Pensa que o outro é a tolice, o disparate e o desconchavo, Nunca aceita a parcela de culpa e impede o desconchavar, O desligar do fio em curto; é o desencaixar da natureza E prefere perder a harmonia com o eterno e cultiva Desconcerto no espírito; é desordem na alma, desarmonia No ser, com mente desorientante, com memória desconcertante, Morre várias vezes; o desconcertador da ignorância o mata a Cada instante, e o ignorante se desconcerte e se vangloria ao Dividir o que não sabe; ufana-se ao espalhar a falsa sabedoria e a Desconcentrar a efemiridade, ele próprio um êfemero; E o que podem fazer os elementos, a não ser despretigiar Tal cadáver? e o que podem fazer os movimentos, a Não ser desacreditar tal defunto? até os simulacros Querem desconceituar os átomos de tão vil matéria; E no espelho de casa, ou d'água, o turvar das trevas não o Deixa distinguir a sombra do desprestigiado ignorante; a Silhueta do desacreditado, o vulto de um desconceituado, é a Má fama criada; é o descrédito do mau conceito, é o Desconceito que só a mais evoluída filosofia consegue a Descomunhão; e descomungar a ignorância, levantar a Excomunhão do ser ignorante, que só procura o oco do Olho seco, pois não sabe suprimir e aliviar a tensão e a Pressão; a covardia não o deixa descomprimir, o medo o Afasta da descompressão, a supressão foge dele, a Deixar cada vez mais no ovo, sem o alívio do ar e do Comprazer; infeliz é não agradar nem ao ego, infeliz é Não satisfazer nem as entranhas, é desagradar à medula Descomprazer o equilíbrio; insulto, descompostura, Descalçadeira, descomponenda, o que mais posso escrever? O que o ignorante carrega no ser? falta de compaixão, Sentido, sentimento e anda cheio de descompaixão; apesar De todo descomodo que isso o causa, e de toda falta de Comodidade que é a insolência e a decomodidade que é o Excesso, o descomedimento, e a ausência de comedimento Que diminui a nossa condição, nele parece não afetar; e a Vida de felicidade, de autoconhecimento e austeridade, A ignorância descolore; e tu, ignorante, descolores, e eu Descoloro a superficialidade e a superfluidade do teu bojo e Que regularmente em todos os modos, tempos e pessoas Da tua ignorância a colorir a tua opacidade, da qual Tu precisas descolorir enquanto há tempo; e descorar Enquanto há luz, e fazer perder a cor, enquanto a Vergonha ainda não chegou; uma das preocupações para Quando deparares com a ignorância humana ou com O ser ignorante representante da raça da humanidade É a paciência; o descobrimento da paciência, a descoberta e A invenção e o achado da paciência, depois, sabedoria E inteligência com o descocado; calma com o falto De censo e desprezo com o atrevido, e ao descarado deixa De lado, cairá sozinho; e nunca irá decocar-se e até Perder a compostura com o descoco alheio, e é rebaixar-se O descaro e o atrevimento; o disparate e a insensatez são dignos De ignorante e não irás descochar, bambear na vigilia, Lassar na sentinela; ou afrouxar a guarda, todo cuidado É pouco, ao encontrar um exemplar, o que não é raro, Comece logo devagar, com carinho, a descodear a tirar A côdea grossa dele e a dar, ministrar as primeiras Noções de educação e civilidade, nas coisas mínimas e Mais simples; e nas coisas pequenas e insignificantes, que Passam despercebidas e são de grau de valor desprezado; E assim, tu irás descoivarar a ignorância humana, tu irás limpar a Humanidade, como se fosse um terreno da coivara resultante De uma queimada; e irás ainda desencoivarar a descolagem, e O descolar para a amplidão do firmamento, mas nunca faças Fogo em mato de terreno; e a cada dia que passa, Ao descolmar, ao tirar o colmo, será um resgatar, será a Descoloração, o descolorimento da cor da ignorância; o uso do Descolorante no ignorante, o uso de algo alvejante, descorante, Que talvez ele não aceite, e use de desdém; mas, mostre porém, Que só o desbotar dessa coloração o poderá salvar; fala no Destingir do cérebro, no descolorir que a claridade causa, no Descorar que dará lugar a uma nova cor; e com todas as letras da Consciência, do descolorar da essência livre da ignorância: descoalho, Tu, ignorante, venhas degelar-se em líquido puro; liquefazer-se em Fluor e derreter o ferro e fundir o aço e descoalhar o pó; basta da Desclassificação do teu átomo, do rebaixamento do teu núcleo, e da Degradação que a desclaridade da ignorância abate em teu ser. O que eu quero; BH, 02901201999; Publicado: BH, 070502013. O que eu quero mesmo, É ser iluminado; e Receber a luz Dos grandes poetas, Mestres e escritores; e Acertar na mosca, E ter pé quente; O que eu quero mesmo, É sonhar mesmo a saber, Que não sou merecedor, De que ela na realidade, Tire a roupa para mim; Esteja nua em pelo, Pelada como a lua, A me esperar deitada , Em relva qualquer, De algum jardim; O que eu quero mesmo, É acreditar na verdade, Na coragem e na fé; No fim do medo, Da covardia e terror, Por saber que temos que pagar, Cada palavra proferida, Cada molécula de ar respirada E cada pensamento expelido; E vamos ter que pagar, Por cada injustiça e falsidade E por mais que paguemos literalmente, Ainda continuaremos a dever, E muito.
Escrito por Ivanovitch Medina às 15h45
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Se derem-me a alcunha; BH, 0310502001.
Se derem-me a alcunha de desarmonizador Do planeta ou perturbador do universo, com certeza Estarão a ser injustos comigo; o dia em que eu pensar Que estou desafinado com os elementos, ou em desarmonia Em que há os movimentos, retiro-me de cena, pois Desarmônico, não sobreviverei; seria um ato indecoroso, Uma falta de elegância, um verdadeiro desar, e com desaire Que persiste, mancha que não sai, que são revés de fortuna, Que não civilizam e só servem para desaquinhoar; e Privar do quinhão da cultura e prescindir-se do que Tinha direito; o limite não ajuda a desamolgar e Arranjar uma solução que traga resolução e resultado Para endireitar a sociedade ou alisar a raça humana, Ou desamassar os raiios da claridade, é a meta dos que Perseguem a perfeição; a mãe que acelera o desleitar do Recém-nascido, a que faz o desmamar por vaidadde e ainda Diz para outra mãe desamamentar o filho, é criminosa; Vi mães africanas, com peitos secos, a dar de mamar ao cadáver Do filho, também já seco; enquanto houver na alma a Vaidade, e a alma não passar por um processo de alijamento, Uma deslocação do orgulho, e a descolocação do que geralmente Está colocado à frente das primeiras necessidades; é preciso Acontecer um desalojamento dos supérfluos, ou a ruindade Continuará; a crueldade permanecerá, a malvadez não Desaparecerá, e o desalmamento será prematuro; e a sorte Será um desalistar precoce, um tirar o nome da lista negra, um Riscar do alistamento a pessoa justa, e dar baixa como se Fosse um recruta já com a obrigação cumprida; e evitar o Descuido que causa o relaxamanto que traz o desmazelo e Leva ao desarranjo do descuido no traje, a desordem no Dia-a-dia a gerar o desalinho da vida; um coração descuidado Enfraquece cedo, um ser desmazelado é riticado por todos e Um homem relaxado, desalinhado de corpo e de mente, É um vulto desalentador; uma sombra extenuante, chega A ser cansativo e desanimador, converdar por pouco tempo Que seja, com um desalentador; é um falar desanimado, Um respirar extenuado, um ar cansado de aspecto desalentado; E o que leva a isso é a inadaptação, o desajustamento geral, Ou o desajuste da sorte com a esperança; o desligar do Horizonte, que mostra o desunir entre o céu e o mar, o Desajustar da imensidão com a profundidade; dizem que Desajuizado vive pouco, insensato não vive, louco não Pensa e imprudente morre logo: então, é aprender com Eles e fazer justamente ao contário que eles fazem; é Não reclamar que está desamparado, é não chorar Por estar desauxiliado e culpar o semelhante por se Sentir desajudado, e em desajoujo de lágrimas é fazer perder O jeito para as coisas; é tirar a correção, deformar e Desajeitar a nossa obra-prima; o acanhamento não via Obra de arte; e inabilidade não gera belas-artes, e todo Desajeitamento canhestro, é um ato acanhado; o lorpa. Nada pode fazer, o bronco é pior ainda, e o desastrado Destrói a criação, e ao desajeitado só resta morrer; Nós, escritores, poetas, autores, os bilhões que compomos a raça Humana, os bilhões de seres da humanidade, já que cada Um de nós, particularmente é um poeta, um escritor, um Autor, um artista e cada um faz individualmente a Sua obra, o seu poema, o seu quadro, a sua arte e só; Não entendemos porque não conseguimos por fim ao desaguisado, Ao conflito entre pessoas, rixa entre tribos, desordem entre Irmãos, e amogos; contenda entre vizinhos e brigas nos lares E nos bares; esse desaguamento irracional de paixões e de emoções, É que nos afasta da perfecção; mesmo ao ser bilhares de Entes, ainda torna-se impossível, encontrar no nosso meio, Um único ser perfeito; tenho cá comigo a ideia de que a Culpa não é nossa; é o desaguar da mídia nas Nossas vidas, nos nossos lares, que faz com que enxergamos A perfeição de um ângulo totalmente inverso do verdadeiro, Totalmente distante do real; o desaguadouro feito pela Sociedade é contraditório, mentiroso e falso; quem Encontra e entra no rego da burguesia, arrepende-se; Quem cai na vala da elite, destrói-se, sente-se Pior do que a sarjeta para escoamento de água fétida; O desaguadoiro social impede o desaguilhoar do homem, E a luta contínua, é o livrar dos grilhões; a maior perfeição É libertar-se a si mesmo, é desgrilhoar-se de tudo que é desagradável; Para desarraigar o caminho, é sempre fácil, claro, reto, Para arrancar o homem dos seus princípios, as estradas são Ricas, cobertas de dinheiros, que aceleram o gragmentar do Espírito que estava agregado ao bojo da lei e da razão; Separar e desunir, todo mundo é irmão, desagregar uma Nação, a verba sempre aparece, sempre está à mão; gostaria De ver, é acabar com a fome, com o desnível desagregante, E com a guerra que desagrega israelenses e palestinos; gostaria De ver o fim do amor que causa desagregação e separação, De partes que estavam agregadas há séculos sob um memo fim; A humanidade precisa fazer um desagravo à humanidade, é Necessário que a raça humana faça uma reparação de agravo A si própria; uma emenda de desafronta, feita mesma por sentença De tribuanal superior que seja, o conteúdo desagravador, deve, porém, Ser conhecido de todos; que venha com ânimovingador, mas, Com causa de reparador e de desafrontador; desde que somos humanos, Vivemos na rudeza e no desprazer, é o desagrado que nos une; só Conhecemos ingratidão e desagradecimento, e o que guardamos Dentro de nós, é um lado de mal-agradecido, e de desagradecido Também; e a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada Segundo, geramos um descontente; que depois gera um desagregado e Esse por fim, pouco satisfeito, teima em viver e contribuir para O desagasalho geral; o desabrigo total em que sobrevivemos e a Falta de agasalho que a nossa alma sofre, acompanhada por nosso Espírito pouco enroupado, de tão desabrigado; e de ente Fraco e desagasalhado, que só sabe desagarrar da verdade, Despegar da realidade, soltar mentiras na praça e ainda Desarraigar boatos nefastos no mercado; lamento nunca ter Sido desafrontado, nunca fui vingado por mim mesmo, e Sigo sem ter sido desagravado, aliviado do meu peso, e inda Desoprimido na consciência; nunca tive a coragem suficiente De tirar satisfação de uma afronta, meu medo e a minha Covardia não enchem-me de vingança, e desforra e desagravo; Já sofri todo tipo de desaforo e nunca fiz um desaforamento, E nem transferência de foro jurídico; o desaforado inibi-me, O inconveniente e atrevido castram-me, todo ser insolente e Malcriado, afastam-me da honra; tenho horror ao mal-educado e ao Desabusado; só Deus para dar-lhes a luz, só Deus para dar-lhes Desafogo: alívio da dor, felicidade de folga, desabafo inteligente, Abastança de sabedoria, recreio e lazer; mas também não quero O afogo para eles, quero é o mundo desafogado, quero é o planeta Alaiviado, querto e o universo desmbaraçado; desculpeis, amigos, Esta desafinação, eu sou um dos bilhões que escreve em desafinamento, e Meu escrever é desafinado, e em desacorde e dissonante; cheio De dissonancia e desamornização, não cabe em mim ser Provocante ou o que desafia , com a argumentação que Tenho; não sou louco de ser desafiante, sem a lide Da oratória, a lógica do diálogo e o rumo do dicurso; Longe de mim ser provocador, não tenho sustentação Para desafiador; meu olhar é embotado e cego, desde menino, Sempre fuidesafiado e provocado, e nunca enxerguei em mim Um ato de coragem e bravura; minha covardia vinha logo À tona, por qualquer desafiação ou embotamento; por qualquer Motivo começava a me desentusiasmar, afrouxar em qualquer Briga, por mais simples que ela fosse; fui sempre assim, sou de Entibiar em toda contenda e de desafervorar em ação; o que Que eu posso fazer? fui formado e cresci assim, desafeiçoado com A coragem; em desafeito com a valentia, inimigo do heroismo E contrário à bravura, e se vencer, então, a desafeição, o desamor, A inimizade, é que, com certeza, serei um vencedor. Sou arguitivo; BH, 090702000; Publicado: BH, 0280402013. Sou arguitivo, o que encerra arguição, e Sou acusatório e denunciador, e não encontro Resposta e solução, a tudo que pode ser arguível; E quero também ser arguído, para dar as respostas, Mostrar o meu caminho argumentador, Meu pensamento que argumenta, minha Palavra argumentante; e espírito arguente, disputador E questionador das injustiças, das questões sociais, Do comportamento político, e da ação do governo; e Quero ser argumentativona gritaria, abrir Uma livraria em cada esquina, acabar Com a cavalaria, com a infantaria e A confraria do beneficiador com o dinheiro Do povo e das merendas das crianças; e interpor Uma ação com o seu resultado para acabar Com a patifaria em Brasília; a feitiçaria nos Estados, a falsa galantaria da burguesia, da Elite e da aristocracia, e da sociedade podre; Lugar de atividade sem serraria, com as antigas Alfaiatarias e a tesouraria de pagamentos Aos aposentados e pensionistas com justiça, Para que todos tenham condição e estado de Calmaria; sem a galanteria ébria dos deputados, A bateria do batalhão de choque e de tudo De positivo que o sufixo aria do latim ariut mais ia É capaz de trazer na coleção de qualidades Ao povo, à nação e ao estado brasileiro; Com toda a preservação da natureza, a ariá, Desconhecida planta da família das Marantáceas e Toda a flora e fauna que não temos nem Ideia da existência e nem conhecimento; E depois de todo vendaval, será possível imperar Uma aristodemocracia, um governo de nobres, Do qual participe também o povo; seria possível Um dia, um governo exercido pela aristocracia, Mas com tendência democráticas; e sem a participação Da burguesia nefasta, da elite insensata; E se for tão bom, quero ser um aristodemocrata, mas, Só quero comigo homens e mulheres realmente nobres, E o povo também que é a nobreza de uma nação; E o espírito aristofânico de Brasília, o ar aristofanesco do Congresso, com todos os aristófanes; sem macular O Aristófanes, comediógrafo grego do V século AC, e o Congresso com tudo o que lembra, com tudo feito No gênero e no estilo do grego, ser esquecido; Antro de párias, parasitas e seres infrutíferos, Só resta mesmo com todo o aristofanismo, cair Na amnésia do povo, que pensa que a Aristolóquia, gênero de plantas medicinais, Vulgarmente chamadas jarrinha, angelicó, e a Aristoquiácea, espécime das Aristoquiáceas e Todo conteúdo aristoloquiáceo, têm mais utilidades, Que o congresso, com todos os deputados, todos Os senadores, o governo e seus ministros juntos, Brasília envergonha o restante do país; falar Em José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho, Marco Maciel, Inocêncio de Oliveira, Joaquim Roiz, Luiz Otávio, Armínio Fraga Neto, ai meu Deus do céu, falar em FHC, Fernando Henrique Cardoso, e toda a sua corja que Empodrece o poder e o ar necessário à vida; Só mesmo com objeto arpado, uma lâmina Que termina em dentes pequenos, como os de serra, Para cortar e decepar as cabeças dos párias de Brasília E depois lavar a cidade com aromatizante, um Perfume que aromatize e tire o odor de podre Que paira sobre a capital do nosso país; Só com muita aromaticidade, com muita qualidade Do que é aromático, com muito arômata e o melhor Aroma para deixar o ar respirável; só mesmo uma Boa essência aromal para afastar o cheiro putrefato Que impregna sobre o congresso nacional; É preciso que o povo corte o arolio, o pequeno lobo Situado nas patas desses insetos e aracnídeos para Que eles deixem de andar e de macomunar Contra a felicidade e o bem estar ado brasileiro; Todos merecem ser pintados com a arnicina, a resina Extraída da arnica, para serem reconhecidos e Linchados em praça pública; e o corpo do povo Arnesar, cobrir com arnês, para impedir a Brutalidade e a agressão da polícia que só Age contra os pobres, os negros e os oprimidos; Aquele pobre baguela que só tem uma arnela, Um resto de dente na maltratada gengiva; Com o armoricano não acontece assim, com o Armórico a situação é diferente, ele é da Armórica, A parte da Gália que forma a Bretanha de hoje; Lá o povo tem saúde e educação, o povo tem valor E é respeitado e cada família sabe armoriar o nome; Por armas e brasões e empregar o símbolode nobreza; Agora vou virar Popye, vou comer meu armolão, Minha salada de espinafre, me cobrir com o Meu armo, ter meu sono embalado por armíssono, Que soa como as armas brancas, quando embatem Umas nas outras num duelo de vida ou morte; Apelar para Deus armipotente, que tem grande poder Em armas, para abater os inimigos do povo; Apelar para Deus guerreiro, para declarar guerra Contra a burguesia e contra a elite; e apelar Para Deus belicoso , até que Ele derrube todo Homem que se diz poderoso e não passa de um armino; Arminhado como a guarnição de arminho branco, Mas pontuado de negro, arminado e com um Armilheiro cravado no peito, espécie de formão Pequeno que traspassa o coração, com o armi do Latim arma, com o armífero e sanguinário; Espero ter concluído alguma coisa que eu não Sei nem o que seja; espero ter chegado a um ponto, Uma saída , um terminal de partida; Se uma outra época eu me encontrar Com estas letras deste pedaço de papel, Espero sem hipocrisia entender e compreender A vida com mais sabedoria.
Escrito por Ivanovitch Medina às 15h43
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Um maior bem do homem; BH, 0300502001.
Um maior bem do homem é ser desinteresseiro, E levar uma vida de desambicioso; mesmo que o Caminho da sociedade seja desajustado, e ele se Sinta inadaptado e desaclimado a ter alguma Virtude; pois o virtuoso fica desambientado, e o Conjunto o leva a ser ambicioso, apegado aos lucros; e Mesmo quando ele aprende a ser desamorável com A matéria, e segue então sozinho e desamparado, Solitário e desprotegido, vítima de desamparo, de Abandono, desproteção e falta de auxílio; hoje o que Mais temos é homem virtual e não virtuoso, o que Tem valor é o espancador dos valores, aquele que Desanca o honesto, o sóbrio, o reto; o que manda no Momento é o desancador, o que faz o esbordoamento Do bom, o invejoso que prega o espancamento De quem pratica o bem; é o desancamento, o linchamento Do comedido, na bebida, na comida no amor; é O desaferrar do porto da voúpia faz o maior bem, Levantar âncora da prostiuição de deixar de Ser escravo dos vícios; e desancorar das covas Abissais e passar um sabão no mau, dar um ralho No nocivo e um pito no maldito; basta de só Descompostura no justo e reprimenda no que anda Na retidão; é hora de desanda também no ímpio, É por isso que digo, que devemos nos desanexar Da mídia e da moda e da sociedade; falo Em meu nome e em nome daqueles que Querem separar o joio do trigo e desligar da vida Virtual e desanichar da alma o orgulho e Desalojar do espírito a soberba e do nicho a Angústia e a opressão; e quando mais cedo Aprender a desenfadar-se do tédio, melhor, e a Aliviar-se ainda do nojo da vida vazia, e, bem Como, consolar-se por não atingir, por enquanto, Um plano mais elevado; e desanojar do medo de Morrer e assim dizer: meu medo não é morrer, Meu medo é morrer sem ter feito nada, sem Nada fazer no oco fútil, inútil; o medo é o da Morte que causa luto, a morte negra, densa, Opaca, de parasita, de pária, de verme que Nada faz em nome da humanidade, de uma Causa, de uma lei ou de um princípio; e abandonar O mundo, é o nosso fundo, hoje ou amanhã, Não devemos o desproteger o que atingiu toda a Maturidade de viver e sabe muito bem como Desapadrinhar a morte; é desapaixonado pelos Desejos, é equilibrado nos anseios, indiferente Ao que o destino apresenta; imparcial e vive A despreocupar-se como viver,o que comer, o que Beber? o que ter por prazer? desinteressar-se completemente Pelos tesouros de ouros brilhantes; distrair em olhar O céu, confortar com a terra, alegrar com a água E desapaixonar pelo apego ao medo de morrer; Morte, eclipsamento, ausência, desaparecimento, Quem sabe não passa por isso tudo; o sábio não Sofre tal humilhação, a sabedoria mostra quão Independente é quem a possui, o conhecimento Dria o desafeiçoado; a inteligência gera todo despegado, Desapegado de tudo, onde o que morre, é só o Corpo e não ele; gosto de ver um desamoroso do Conforto exterior, que tem desapegamento pelas Riquezas e desapego pelo luxo, e anda desapercebido, Desprevenido e desacautelado, a cantar somente Com a segurança da esperança, e da fé e da Sorte; "mors ultima ratio", a morte é a última Solução de tudo, e "notu proprio", pelo próprio impulso, Espontaneamente, o mais natural e boa possível; o Desapercebimento e falta de precaução são o que Criam o desapiedado e o ser desumano cruel; e O desabalado é o primeiro a cair, o furioso torna-se Um irracional, o desenfreado come cru, e o desapoderado Não tem o poder de evitar o caos , perde o domínio, e Priva-se da posse de si próprio; e não sabe como abandonar As trevas, e nem como desapoderar-se das correntes, e é Viver envergonhado de viver, é triste; viver corrido, Logrado e a lograr, desapontado e a desapontar, é melhor Morrer, cessar o desaponto, esquecer aquilo que sabia; Desaprender e ter comportamento desaprimorado, de De ser que não tem primor, e é indelicado, é mais Difícil do que desaportuguesar; tirar o caráter de feição Portuguesa de nossa língua, falar eu desportugueso, Tu desportuguesas, ele desportuguesa, qual língua Iríamos adotar? o que fazer com a desapropriação e o Esbulho deixado aqui pelos colonizadores? não quero Ser um censurador da história e nem posso e nem Capacidade suficiente tenho; mas sou um reprovador; Sou um desaprovadordas relações entre Brasil e Portugal, Sem guerras e derramamento de sangue, porém, Os portugueses deveriam devover tudo que já Nos roubou e nos rouba em todos esses séculos; O que digo denota, contém e exprime desaprovação, Sou desaprovativo dessa união, pois Portugal tem só Aproveitado tudo e o Brasil não aproveitado nada; Segue abandonado perdulário pela história, teve Seu passado todo desperdiçado e o sangue dos Nossos bravos brasileiros que foi derramado, continua Desaproveitado, e o de alguns deles, como o de Tiradentes, Foi até profanado por falsos historiadores; eles gostam Do desperdício que é feito aqui, eles adoram quando Falta progresso nos nossos estudos; e falta de aproveitamento Correto de nossas riquezas para o nosso benefício comum; Aplaudem o nosso desaproveitamento, já que é tudo deles E nem a língua é nossa; desperdiçar assim o sangue Deveria ser um crime, não aproveitar nenhum pouco Do nosso valor é crime hediondo; desaproveitar a nossa Coragem, a nossa fé, e desaquartelar a mentira e Expulsar a falsidade é expandir a liberdade; devemos Mudar de rumo, desarranchar do muio hostil e extrair O dente dolorido, extirpar o tumor; arrancar o mal pela raiz E desarrancar inteiramente, com extirpação e com Desarraigamento, todo empecilho e percalço que nos Afasta da evolução e com arrancamento de qualquer Coisa que leva para longe de de nós as coisas boas; E aqueles que querem desaromatizar, tirem meu mal hálito, Ao desaromar-me com perfumes, a impedir o aroma Natural do meu corpo; digo-os, pior é apodrecer vivo, É atrapalhar os fluídos da natureza e perturbar O fluxo do universo; e mau cousa é provocar a discórdia E desarmonizar a natureza covardemente. Penso que sou; BH, 0300502001; Publicado: BH, 0250402013. Penso que sou um autor desautorado, um escritor Desrespeitado, poeta diminuído em sua autoridade; Se a culpa é minha, não sei, o certo é que não Tenho como vencer a desautoração da obra que tento Deixar à humanidade; tudo, penso, é por que escrevo, Igual a uma desatracação, aos borbotões, tal a uma Água que brota de uma nascente, uma ferveção de Corrente, uma fonte de emanação; pode, sei, Que de repente, não agradar a quem ler, mas, Para mim, é como um desatordoar, um arrancar De entro, o mais comnpletoatordoamento; o esgar De sandeu e o ar de demente, o aspecto de louco E o perfil de desatinado, ai, sinto-me desabitado; bobo E lerdo, lento, tal depois de um orgasmo, de um Gozo, depois de uma boa noite de amor; e sinto-me Desembaraçar do que parecia demasiado, e sinto o Aliviar de um desaterrar do denso; é o desatestar Do tempo, da era, é um desaterro, com erro ou Não, pois gosto de fazer escavações em mim; adoro Aplanar e descobrir um novo terreno que faça parte Do meu ser, pois sei que guardo tesouros, guardo Mistérios e muitas outras riquezas e pobrezas Que ainda não foram exploradas; tenho o Maior prazer em escavar minha mente, Desfazer um aterro de memória, e odeio me Distrair quando estou a explorar-me; quando passo A não separar o instinto que move-me a escrever, Sinto a cabeça pesar e doer; e detesto não prestar Atenção à vontade que me move, e se desatentar-me À força, e não der a devida atenção, morro; Não existe o que não merece atenção, não existe O desatendível e o desatencioso, jamais serei; muito Menos comigo, e se alguém me achar descortês Ou indelicado e distraído ou aéreo, peço desde Já perdão e desculpa e retrato-me publicamente Nesta desassililação escrita; apresento esta única Diferenciação bem como em fonética, quando dois Sons iguais se desassimilam; é esta a vantagem Que a ventagem anuncia, é o universo redondo E boa a lembrança que guardamos; ainda bem Que o lírio fica distante da fisiologia, onde o Que corresponde a catabolismo, ao ser o anabolismo O antônimo; aí eu deixo, então, desapoderar de mim Esta expressão; consinto este desassenhorar de unspiração, Mas não procuro deferenciar a imaginação; e também Não chego a desassemelhar o sentimento; só anseio Civilizar o que sai de mim; só quero desasselvajar Tudo que o meu ser expele, tenho medo de errar, Sinto covardia de não agradar; tenho medo de discutir, De alguém reagir, tenho complexo de sujar, de acabar Com o asseio e a limpeza que saem de dentro de mim; Evito desassear meus cômodos interiores, meus quartos Inferiores e minhas salas superiores; nada em mim Gosto de deixar sujo, falto de desasseado, e quando Falam para mim que sou um autor ainda verde, Ofendem-me; quando falam que sou um Sujeito inoportuno, ofendem-me, e ainda, Quando chamam-me também de intempestivo, Não deixam de ofender-me; olho-me, então, ao Espelho, vejo assim um desassazonado refletido Ali, isso segundo as línguasalheias e não Segundo a minha língua; sei muito bem Como acalmar-me, apaziguar uma reação E tranquilizar uma turba em fúria; quero Aplacar a sanha da fuga, desassanhar-me de Tudo e permanecer lívido em mim; mais Cedo ou mais tarde, irei instruir-me, tenho Total esperança; está a chegar o dia em que Irei limpar a ignorância , tenho total fé, e Dar tino ao meu sino, é o que atino; desasnar O instinto animal de asno que me persegue, É o que almejo; todos verão meu desembaraçar e Aplaudirão o meu livrar, o soltar-me no espaço, O despegar-me das coisas; pois irei mesmo largar Tudo, irei soltar da mão, passado, presente e Futuro, desasir de todos os séculos; e mando Um aviso: não adianta tentar desasar meu Ìcaro, Não adianta partir ou abater as asas do meu ser; e Derrear meu voo, e sovar corpo e alma e ente, Dsancar-me com pancadas será em vão; mesmo Desasado, com asas caídas, patas partidas, consigo Galgar torrão, montanha, abismo e qualquer Outro tipo de desarvoramento; sou um juemento Simples, um jegue modesto, um burrico que não Tem artifício, mas que procura vencer o desequilíbrio Desartificioso e a separação ao nível da articulação; o Desligamento causa-me medo, desconexão, covardia, Desarticulação da razão, confusão mental, desordem Cerebral, desarranjo espiritual, desarrumação Total; o que fazer para desarrochar? o que fazer Para desapertar? é fácil desatar o nó? bambear As estruturas, não derrubar o monumento? será Que adianta desamparar o fenômeno? por quanto Tempo um mito se sustenta na mídia? por Quanto tempo um ídolo aguentará a idolatria? O melhor é já desarrimar ao nascer, desamparar Desde o início, desencostar logo em seguida e Desamparar a alma recém-nascida, para que Ela não sofra o abandono; e para que ela não Fique sentida com o desarreigar desde o berço, E quando arregaçar o destino; e cair da escada, E descer em queda livre e olhar o corpo no chão Arregaçado, não chorar; é bom desornamentar Logo, desornar das ilusões, arrancar os arreios da Mentira e eternamente, desarrear, e ainda Infinitamente não deixardesarrazoar; e barrar O falar e o proceder sem razão ou com falta de bom Senso: e basta de disparatar o pensamento, o pensar Desarrazoado é injusto; e o espírito despropositado, Perturbador, confusionista, desarranjador, não segue A linha de um tango, tal o El dia em que mi queiras, Muito bem interpretado, por um tenor argentino, Inda pouco no progama do Jô.
Escrito por Ivanovitch Medina às 16h23
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